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Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

CASO DE POLÍCIA

Ex-CEO da Hurb volta a se enrolar na Justiça após ser detido no Ceará com documento falso; entenda a situação

João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto

Larissa Bernardes
7 de janeiro de 2026
15:01 - atualizado às 14:03
João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb
João Ricardo Mendes, ex-CEO da Hurb - Imagem: Divulgação/Hurb

O nome de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb (antiga Hotel Urbano), voltou aos holofotes nesta semana — novamente por problemas com a Justiça. Na terça-feira (6), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu a prisão preventiva do empresário por descumprir as medidas cautelares impostas no processo em que responde por furto de obras de arte.

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Mendes havia sido detido no dia anterior, no Aeroporto de Jericoacoara, no Ceará, portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada.

Segundo o MP-RJ, Mendes vem ignorando de forma recorrente as regras impostas pela Justiça em decorrência de sua prisão em 2025.

Em comunicado, a Promotoria destacou que a prisão no Ceará e a ausência de relatórios médicos desde setembro “demonstram que o réu vem descumprindo reiteradamente as medidas cautelares, em evidente desrespeito às determinações judiciais”.

O que diz a defesa

O advogado do empresário, Vicente Donnici, afirmou em entrevista ao G1 que, na audiência de custódia realizada na terça, tanto o MP quanto o juiz responsável concordaram com a liberdade provisória de João Ricardo no caso do Ceará.

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Segundo ele, “no momento, a prioridade é o restabelecimento de sua saúde plena, com acompanhamento médico adequado”.

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“Ainda não há nenhuma informação confirmada e/ou nos autos, prestada por qualquer autoridade, que a tornozeleira estava descarregada", completou Donnici ao G1.

Caso das obras de arte

Em abril de 2025, Mendes foi preso em flagrante acusado de furtar obras de arte e objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura em um shopping no Rio de Janeiro. Além disso, foi denunciado por adulterar a identificação de um veículo.

Após três meses de prisão preventiva, em agosto de 2025, a Justiça concedeu liberdade mediante condições como uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de deixar a cidade sem autorização judicial.

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O “golpe da Hurb”

João Ricardo e o irmão, João Eduardo, fundaram a Hurb em 2011, em meio ao boom dos sites de compras coletivas. A empresa cresceu oferecendo pacotes de viagem com preços abaixo do mercado e datas flexíveis.

Durante a pandemia, a Hurb comercializou pacotes promocionais válidos por até dois anos. Porém, com a retomada do setor em 2022, a companhia não conseguiu cumprir os acordos, gerando uma onda de reclamações nas redes sociais — muitos clientes chegaram a chamar a prática de “golpe da Hurb”.

Em 2024, a empresa entrou em recuperação judicial, já enfrentando uma enxurrada de processos de consumidores que pagaram e não receberam suas viagens.

Mendes deixou o cargo de CEO em abril de 2023, após se envolver em novas polêmicas.  Não bastasse o “calote” nos consumidores, ele xingou e expôs dados pessoais de um cliente que reclamava do serviço, além de ter divulgado um vídeo em que ironizava as queixas contra a empresa.

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