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AO LIMITE E ALÉM

Empreendedor deixa para trás um histórico de 65 cartões estourados e gera bilhões para sua família

Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos

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29 de janeiro de 2026
13:00 - atualizado às 11:54
Empreendedor deixa histórico de 65 cartões estourados
Ravinder Sajwan, que hoje dirige uma companhia de tecnologia médica, a UltraGreen. ai - Imagem: Montagem Seu Dinheiro com imagem de divulgação UltraGreen, reprodução e Canvas Pro

Se você acha que sua fatura de janeiro está bem gorda depois das festas de fim de ano, precisa conhecer a história deste empreendedor que já levou o cartão de crédito ao limite e (bastante) além… várias vezes.

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Ravinder Sajwan, que hoje dirige uma companhia de tecnologia médica, a UltraGreen.ai, começou a vida empresarial na base do improviso na década de 1990.

Sem dinheiro para investir em suas startups, a tática do empreendedor era um tanto controversa: estourava o limite do cartão de crédito, pedia desculpas à operadora e tentava a sorte com mais um, repetindo o ciclo. Ele fez isso tantas vezes que chegou a estourar o limite de 65 cartões de crédito, segundo uma reportagem da Bloomberg.

Ao relembrar o início da trajetória empresarial, Sajwan resume o cenário sem rodeios: “não tinha dinheiro”.

Empreendendo sem mais improvisos?

Hoje, no entanto, o improviso ficou para trás — principalmente depois da estreia da UltraGreen.ai na bolsa de Singapura, em uma abertura de capital de US$ 400 milhões.

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Essa foi a maior oferta pública inicial primária da cidade-Estado fora do setor imobiliário em oito anos e consolidou a guinada definitiva na trajetória do executivo.

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A UltraGreen atua em um nicho crítico da medicina: vende um corante fluorescente que, combinado a uma câmera portátil, permite aos cirurgiões visualizar o fluxo sanguíneo em tempo real durante procedimentos.

Após mudar de estratégia e integrar tecnologia, distribuição e software, a empresa conquistou posição dominante no mercado e hoje detém cerca de 85% de participação nos Estados Unidos, mesmo após reajustes expressivos de preços nos últimos dois anos.

O empreendedor virou bilionário “indireto”?

O negócio colocou Sajwan no clube dos bilionários — ainda que de forma indireta.

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Documentos corporativos analisados pelo Bloomberg Billionaires Index indicam que a família controla a UltraGreen por meio da Renew Group, holding sediada em Singapura que concentra mais de 60% do capital da companhia. Só essa participação é avaliada em cerca de US$ 1,2 bilhão.

Apesar de comandar a operação, Sajwan não aparece como acionista direto da UltraGreen, segundo os registros societários.

O controle econômico da participação está concentrado em sua irmã, Indu Rawat, e no marido dela, Mahipal Singh Rawat, apontados como beneficiários finais da fortuna por meio de uma estrutura pouco conhecida, o The Saul Trust. A entidade investe globalmente via a Renew Group, holding sediada em Singapura da qual Sajwan é CEO.

A trajetória do executivo

Sajwan, de 64 anos, nasceu em Nova Délhi, a Índia, e construiu uma trajetória marcada por mudanças de foco.

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Começou no setor de tecnologia nos anos 1990, com startups de hardware que acabaram vendidas, passou pelo mercado de bebidas energéticas — com participação na 5-Hour Energy — e, mais recentemente, migrou para a área de saúde, onde consolidou seu maior acerto com a UltraGreen.

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