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Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

RUMO AO FUTURO

Embraer (EMBJ3) voou alto em 2025, segundo BTG; descubra se a companhia manterá o embalo em 2026

Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
9 de janeiro de 2026
15:21
Embraer (EMBJ3).
Embraer (EMBJ3) - Imagem: Divulgação

Se 2024 já tinha sido um ano de ascensão, 2025 veio para mostrar que a Embraer (EMBJ3) não está apenas decolando — está em plena altitude de cruzeiro. Em relatório, o BTG Pactual descreve o período como “excepcional”, lembrando que “os resultados entregues pela companhia ao longo do ano falaram mais alto”.

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Os analistas do banco apontam que 2025 foi marcado por vendas recordes na aviação comercial, contratos relevantes no setor de Defesa e entregas sólidas, mesmo diante de gargalos na cadeia de suprimentos e tarifas adicionais.

Enquanto isso, 2026 chega como um ano em que a Embraer precisa provar que consegue transformar o bom momento em trajetória sustentável.

Embraer atravessa momento favorável globalmente

Após a pandemia, as companhias aéreas reforçaram a estratégia de apostar em aeronaves menores, que oferecem operação mais simples e, ao mesmo tempo, conseguem cumprir rotas que antes dependiam de aviões de corredor duplo.

No entanto, a escassez de componentes e motores tem alongado o cronograma de entregas de modelos de corredor único da Boeing e da Airbus. Nesse cenário, muitas empresas enxergaram na Embraer uma alternativa para ampliar sua malha e manter o crescimento.

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Em 2025, a fabricante brasileira registrou avanço significativo: foram 155 jatos executivos entregues, frente a 130 no ano anterior. No segmento comercial, o número também cresceu, passando de 73 para 78 aeronaves.

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Para o BTG Pactual, o desempenho operacional foi “muito sólido”, mesmo diante dos efeitos negativos das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

O que vem pela frente

De acordo com o relatório, a grande questão para a companhia agora é manter o embalo. “O principal desafio da Embraer em 2026 é sustentar o forte momentum construído nos anos anteriores”, dizem os analistas.

Segundo as projeções do BTG Pactual, a aviação comercial deve seguir beneficiada pela escassez global de aeronaves do tipo narrowbodies, enquanto o setor de Defesa tende a permanecer aquecido com o aumento dos orçamentos militares.

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Na aviação executiva, o foco será ampliar a capacidade produtiva para atender ao backlog elevado.

O mercado também observa com atenção os avanços da Eve Air Mobilitya aposta da Embraer nos eVTOLs, popularmente conhecidos como “carros elétricos voadores” — vista como uma nova fronteira de crescimento para a companhia.

O que pode acelerar (ou frear) essa jornada

O banco lista cinco pontos que podem impulsionar a ação da Embraer em 2026:

  1. Novos pedidos tanto na aviação comercial quanto na Defesa;
  2. Aceleração das entregas, confirmando a melhora da cadeia de suprimentos;
  3. Expansão da capacidade produtiva, especialmente nos jatos executivos e no cargueiro militar C-390;
  4. Atualizações sobre a Eve, incluindo testes e certificação;
  5. Restrições de capacidade em Boeing e Airbus, que favorecem a Embraer em termos de precificação.

Entre os riscos mais relevantes, o relatório cita problemas persistentes na cadeia de suprimentos, atrasos na expansão dos jatos executivos e redução das tensões geopolíticas — que poderia aliviar a pressão sobre orçamentos militares.

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Além disso, ficar de fora de licitações relevantes, como a da Força Aérea Indiana, poderia representar um desafio, na visão dos analistas.

O banco ainda alerta que o principal risco macro pode vir de uma forte apreciação do real, que “reduziria marginalmente a competitividade das exportações da companhia”.

Projeções financeiras para a Embraer

O BTG Pactual projeta que a receita líquida, de US$ 7,37 bilhões em 2025, deve avançar para US$ 8,32 bilhões em 2026 e US$ 8,99 bilhões em 2027.

O Ebitda — soma dos lucros da empresa antes de subtrair os juros, impostos, depreciação e amortização — acompanha esse movimento, passando de US$ 881 milhões em 2025 para US$ 995 milhões em 2026 e US$ 1,093 bilhão em 2027.

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Já o lucro líquido deve subir para US$ 478 milhões em 2026, ante US$ 257 milhões em 2025, e US$ 550 milhões em 2027.

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