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Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento
Se 2024 já tinha sido um ano de ascensão, 2025 veio para mostrar que a Embraer (EMBJ3) não está apenas decolando — está em plena altitude de cruzeiro. Em relatório, o BTG Pactual descreve o período como “excepcional”, lembrando que “os resultados entregues pela companhia ao longo do ano falaram mais alto”.
Os analistas do banco apontam que 2025 foi marcado por vendas recordes na aviação comercial, contratos relevantes no setor de Defesa e entregas sólidas, mesmo diante de gargalos na cadeia de suprimentos e tarifas adicionais.
Enquanto isso, 2026 chega como um ano em que a Embraer precisa provar que consegue transformar o bom momento em trajetória sustentável.
Após a pandemia, as companhias aéreas reforçaram a estratégia de apostar em aeronaves menores, que oferecem operação mais simples e, ao mesmo tempo, conseguem cumprir rotas que antes dependiam de aviões de corredor duplo.
No entanto, a escassez de componentes e motores tem alongado o cronograma de entregas de modelos de corredor único da Boeing e da Airbus. Nesse cenário, muitas empresas enxergaram na Embraer uma alternativa para ampliar sua malha e manter o crescimento.
Em 2025, a fabricante brasileira registrou avanço significativo: foram 155 jatos executivos entregues, frente a 130 no ano anterior. No segmento comercial, o número também cresceu, passando de 73 para 78 aeronaves.
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Para o BTG Pactual, o desempenho operacional foi “muito sólido”, mesmo diante dos efeitos negativos das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.
De acordo com o relatório, a grande questão para a companhia agora é manter o embalo. “O principal desafio da Embraer em 2026 é sustentar o forte momentum construído nos anos anteriores”, dizem os analistas.
Segundo as projeções do BTG Pactual, a aviação comercial deve seguir beneficiada pela escassez global de aeronaves do tipo narrowbodies, enquanto o setor de Defesa tende a permanecer aquecido com o aumento dos orçamentos militares.
Na aviação executiva, o foco será ampliar a capacidade produtiva para atender ao backlog elevado.
O mercado também observa com atenção os avanços da Eve Air Mobility — a aposta da Embraer nos eVTOLs, popularmente conhecidos como “carros elétricos voadores” — vista como uma nova fronteira de crescimento para a companhia.
O banco lista cinco pontos que podem impulsionar a ação da Embraer em 2026:
Entre os riscos mais relevantes, o relatório cita problemas persistentes na cadeia de suprimentos, atrasos na expansão dos jatos executivos e redução das tensões geopolíticas — que poderia aliviar a pressão sobre orçamentos militares.
Além disso, ficar de fora de licitações relevantes, como a da Força Aérea Indiana, poderia representar um desafio, na visão dos analistas.
O banco ainda alerta que o principal risco macro pode vir de uma forte apreciação do real, que “reduziria marginalmente a competitividade das exportações da companhia”.
O BTG Pactual projeta que a receita líquida, de US$ 7,37 bilhões em 2025, deve avançar para US$ 8,32 bilhões em 2026 e US$ 8,99 bilhões em 2027.
O Ebitda — soma dos lucros da empresa antes de subtrair os juros, impostos, depreciação e amortização — acompanha esse movimento, passando de US$ 881 milhões em 2025 para US$ 995 milhões em 2026 e US$ 1,093 bilhão em 2027.
Já o lucro líquido deve subir para US$ 478 milhões em 2026, ante US$ 257 milhões em 2025, e US$ 550 milhões em 2027.
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