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Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%
A CPFL Energia (CPFE3) já chegou onde precisava chegar. Por isso, o UBS BB rebaixou a recomendação para a as ações da distribuidora de energia de compra para neutro, não por causa de uma expectativa de piora dos resultados da empresa, mas sim poque todas as suas melhorias estruturais recentes já foram refletidas no preço da ação.
Em documento, o banco indica a ausência de catalisadores claros para valorização rápida das ações e o fato de que o preço atual já reflete as melhorias estruturais recentes. "O que era antes uma tese de valorização se tornou uma estratégia de dividendos", afirmou em relatório.
Com isso, o preço-alvo para 12 meses passou de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%.
Após a divulgação do relatório, as ações da CPFL Energia passaram a registrar leve queda. Por volta de 12h40, os papéis caíam 0,61%, a R$ 51,92.
Desde outubro, os papéis da companhia já valorizaram mais de 38%, impulsionada pela disputa de R$ 4,7 bilhões com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) relacionada a créditos regulatórios.
O relatório lembra ainda que a decisão judicial favorável na disputa contábil concedeu R$ 4,68 bilhões (valor de março de 2025), com a forma de pagamento a ser definida junto à Aneel.
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O processo aumentou a previsão sobre pagamento dos dividendos, dando fôlego para as ações, segundo os analistas Giuliano Ajeje e Henrique Simões.
“Com um múltiplo de 6,4x EV/Ebitda projetado, a CPFL se torna um ativo de renda de alta qualidade, em vez de uma oportunidade de reavaliação”, avaliaram.
Além disso, destacam que a CPFL mantém uma alavancagem controlada, com uma relação dívida líquida/Ebitda projetada em 2,3 vezes para o final de 2025. Já o dividend yield (taxa de retorno de dividendos) esperado é de 9,7% para 2026 e de 10,6% para 2027.
O principal alerta vermelho para a companhia é o risco de curtailment (restrição de geração de energia renovável, por causa do excesso de energia no sistema), que se tornou mais evidente. O UBS BB elevou a premissa de restrição estrutural no setor de 5% para 20%, devido à falta de soluções sistêmicas para o excesso de oferta no Brasil.
"Esse fato explica por quê a CPFL Energia apresenta um retorno mais equilibrado da ação, em vez de assimétrico", avalia o banco.
Porém, o dano financeiro é considerado contido, podendo afetar a ação em cerca de R$ 1, segundo os analistas. Isso porque os lucros da empresa são dominados pelos segmentos regulados de distribuição e transmissão.
"Curtailment é um problema setorial, e não uma ameaça para o balanço. [...]Em outras palavras, a decepção política é real, mas o dano financeiro é contido", afirmaram.
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