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A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, foi adquirida pela Cosan em 2012
A Cosan (CSAN3) comunicou, em fato relevante, que está avaliando a realização de uma oferta pública inicial de distribuição de ações da Compass Gás e Energia S.A., em meio a dificuldades com o endividamento de sua outra subsidiária, a Raízen (RAIZ4).
No entanto, a realização de um IPO depende, entre outros fatores, de condições de mercado nacionais e internacionais favoráveis, além da obtenção das aprovações societárias competentes.
"Não há, nesta data, qualquer decisão quanto à efetiva realização da potencial oferta", disse a empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás foi adquirida pela holding em 2012. Em 2020, surgiu a Compass. Desde então, a empresa já investiu aproximadamente R$ 13 bilhões no mercado brasileiro de gás natural.
Além da Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, a empresa tem participação em mais seis distribuidoras de gás gerenciadas pela Commit, controlada da Compass que tem como sócia a Mitsui, divisão brasileira de gigante japonesa. Essa joint venture foi criada em 2022, depois que as sócias compraram a Gaspetro da Petrobras.
Os ativos da Commit estão localizados na região Centro-Sul, com a Sulgás, a Compagas e a Necta. Nas demais distribuidoras, a Commit trabalha com sócios locais.
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Segundo o site da empresa, são mais de 3 milhões de clientes conectados. Cerca de 85% do volume de gás distribuído vai para o segmento industrial, com apenas 8% para residências, 3% para comércios e 3% para o setor automotivo.
A empresa teve um Ebitda de R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre de 2025, R$ 3,86 bilhões nos nove primeiros meses do ano passado, com lucro líquido de R$ 432 milhões no trimestre e de R$ 1,2 bilhão no acumulado do ano até setembro. A alavancagem é de 1,9 vez a dívida líquida sobre o Ebitda.
A Cosan tem 88% do capital da companhia. Um bloco de funtos da Atmos, Bradesco Vida e Previdência, BC Gestão de Recursos, Prisma Capital e Nucleo Capital também têm posições minoritárias.
Dona da Raízen, da Rumo Logística e da empresa de gás Compass, entre outros negócios, a holding Cosan vinha sofrendo com o alto endividamento.
Depois de uma forte injeção de capital de R$ 10 bilhões e da entrada do BTG Pactual e da empresa de investimentos Perfin como sócios no negócio, está com o caixa reforçado.
Agora, a missão é reforçar sua subsidiária, a Raízen, também afetada pelo alto endividamento. A empresa de açúcar e etanol precisaria de uma injeção de capital de seus sócios para se manter de pé, avaliam especialistas, mas o caminho para isso ainda não foi traçado.
Por causa dos contínuos rebaixamentos da Raízen, a agência de classificação de risco S&P também rebaixou a perspectiva da Cosan para negativa.
Para a agência, o recado é claro: cresce a probabilidade de uma reestruturação da dívida da Raízen depois que a companhia anunciou a contratação de assessores financeiros e jurídicos para avaliar alternativas de otimização da estrutura de capital e da liquidez. E isso poderia respingar na sua controladora.
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