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CORRIDA TECNOLÓGICA

Meta escolhe a AMD para turbinar data center de IA e embala Wall Street; entenda o que está por trás do acordo de US$ 100 bilhões

O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA

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24 de fevereiro de 2026
18:09
Montagem com o logo da Meta junto com um chip da AMD
Imagem: Unsplash/Montagem CanvaPro

A AMD e a Meta fecharam um acordo plurianual para fornecimento de chips voltados à inteligência artificial (IA) que pode ultrapassar US$ 100 bilhões. O contrato prevê, ao longo de cinco anos, a compra de capacidade equivalente a até 6 gigawatts (GW) em GPUs (unidades de processamento gráfico) da nova série MI450, destinadas aos data centers da dona do Facebook e do Instagram.

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O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA — hoje o segmento mais competitivo da indústria de semicondutores.

O anúncio foi suficiente para animar o mercado norte-americano. As ações da AMD fecharam o dia com alta de 8,77% na Nasdaq, enquanto os papéis da Meta avançaram 0,32%.

O clima positivo se espalhou pela bolsa de Nova York: o Dow Jones subiu 0,76%, o S&P 500 avançou 0,77% e o Nasdaq teve alta de 1,05%.

De acordo com a CEO da AMD, Lisa Su, cada gigawatt negociado representa transações de “dezenas de bilhões de dólares”. A Meta deve começar a implementar o primeiro gigawatt ainda neste ano.

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Para se ter dimensão da escala: um gigawatt equivale aproximadamente à produção de um reator nuclear, energia suficiente para abastecer cerca de 700 mil residências.

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Além do fornecimento da tecnologia, a AMD concederá à Meta garantias que permitem a compra de até 160 milhões de ações da fabricante de chips — cerca de 10% do capital — ao preço simbólico de US$ 0,01 por papel, condicionadas ao cumprimento de metas operacionais.

O pacote completo depende ainda de um forte desempenho das ações: o benefício integral só será liberado se o papel da AMD atingir US$ 600. Na véspera do anúncio, os papéis fecharam a US$ 196,60.

A estrutura lembra o modelo adotado pela empresa em seu acordo com a OpenAI, sinalizando uma estratégia clara: amarrar grandes clientes de IA em parcerias de longo prazo.

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Meta na corrida dos data centers

A Meta vem acelerando de forma agressiva os investimentos em infraestrutura. A companhia já realizou compras bilionárias de GPUs da Nvidia e planeja investir até US$ 135 bilhões em IA neste ano, após desembolsar US$ 72 bilhões em 2025.

Segundo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, a companhia pretende operar “dezenas de gigawatts” em capacidade de data centers ainda nesta década, com planos de escalar a infraestrutura para “centenas de gigawatts” no longo prazo.

A estratégia ganhou forma no mês passado, quando o executivo apresentou a iniciativa Meta Compute, voltada à expansão acelerada da capacidade computacional.

O projeto prevê a construção de uma rede massiva de data centers capaz de sustentar o avanço dos modelos de IA da companhia e garantir vantagem competitiva diante dos principais rivais do setor.

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*Com informações do Estadão Conteúdo e Bloomberg

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