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Decisões no Banco Central e no Federal Reserve (Fed) dividem atenções com IPCA-15 e PIB dos EUA; confira tudo o que irá rolar nos mercados na próxima semana

Se a semana passada deu pouca munição para os mercados, a próxima promete compensar — e com sobra. Entre os dias 27 de abril e 1º de maio, investidores enfrentam uma agenda carregada, com decisões de juros e uma bateria de indicadores capazes de mexer com as expectativas no Brasil e no exterior.
A agenda ganha peso com uma sequência de reuniões de política monetária — com destaque para o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed) — além de dados importantes de inflação e atividade que ajudam a calibrar as apostas dos investidores.
No centro das atenções está a chamada “Super Quarta”, quando BC e Fed anunciam suas decisões de juros. O encontro acontece em um momento sensível, com os mercados ainda em busca de sinais mais claros sobre o ritmo de desaceleração da inflação e da atividade global — e, principalmente, sobre até onde vai o ciclo de cortes de juros nas principais economias.
Por aqui, a semana começa com o tradicional termômetro das expectativas, o Boletim Focus, que abre a segunda-feira (27) calibrando as apostas do mercado. Na terça-feira (28), o IPCA-15 entra em cena como a prévia mais relevante da inflação, capaz de mexer diretamente nas projeções para a taxa Selic.
A quarta-feira (29) concentra uma bateria de indicadores de preços, com IGP-M e IPP, antes do grande momento: a decisão do Copom à noite. A expectativa majoritária é de um corte moderado na taxa básica, mas o tom do comunicado será tão importante quanto o movimento em si, especialmente diante de um ambiente fiscal ainda desafiador.
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Na última reunião, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.
Na quinta-feira (30), o foco migra para a atividade e as contas públicas. Dados de dívida/PIB, resultado primário e balanço orçamentário ajudam a montar o quadro fiscal, enquanto taxa de desemprego e Caged mostram a temperatura do mercado de trabalho. A sexta-feira (1º) encerra em ritmo de feriado, com o Dia do Trabalhador.
Nos Estados Unidos, a semana também gira em torno do Fed, mas o caminho até lá é pavimentado por indicadores importantes. Já na terça, dados de emprego (ADP), preços de imóveis e confiança do consumidor ajudam a antecipar o tom da economia americana.
A quarta traz a decisão do Fed, acompanhada de comunicado e coletiva, um verdadeiro ritual de interpretação para os mercados. Mais do que o nível dos juros, investidores estarão atentos a qualquer pista sobre os próximos passos da política monetária.
Na quinta, o cardápio é PIB do primeiro trimestre, índice de preços PCE e pedidos de seguro-desemprego. É o tipo de combinação que pode reforçar narrativas sobre desaceleração ou resiliência da economia.
Do outro lado do Atlântico, a quinta-feira é o grande dia. A Zona do Euro divulga, logo cedo, inflação, PIB e desemprego, um trio que resume o dilema europeu entre crescimento fraco e pressão inflacionária.
Na sequência, vem a decisão do Banco Central Europeu (BCE), acompanhada da coletiva de Christine Lagarde. O mercado busca sinais mais claros sobre o início ou a continuidade do ciclo de cortes de juros, em meio a uma economia que ainda patina.
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE) também anuncia sua decisão no mesmo dia, além da ata e uma carta explicando a trajetória da inflação. Discursos de dirigentes ao longo da semana devem complementar a leitura.
Na Ásia, o Banco do Japão (BoJ) abre a semana com sua decisão de política monetária, seguida de projeções e coletiva. Em um ambiente global de juros ainda elevados, o Japão segue como uma exceção interessante, mantendo sua postura mais acomodatícia, ainda que sob crescente pressão.
Na China, os PMIs industriais e de serviços, divulgados na quarta-feira, funcionam como um termômetro direto da atividade. Em um momento de dúvidas sobre o ritmo de recuperação do país, esses números têm potencial de impactar commodities e mercados emergentes.
Segunda-feira (27/04)
08:25 — Boletim Focus
08:30 — Empréstimos Bancários (mensal)
Terça-feira (28/04)
08:00 — IPCA-15
Quarta-feira (29/04)
08:00 — IGP-M (mensal)
09:00 — IPP (mensal)
18:30 — Decisão da taxa Selic
Quinta-feira (30/04)
08:30 — Dívida/PIB
08:30 — Resultado primário
08:30 — Balanço orçamentário
09:00 — Taxa de desemprego
14:30 — Caged (criação de vagas)
Sexta-feira (01/05)
Feriado — Dia do Trabalhador
Terça-feira (28/04)
09:15 — ADP: criação de empregos no setor privado
10:00 — Preços de imóveis S&P/Case-Shiller
11:00 — Confiança do consumidor (Conference Board)
17:30 — Estoques de petróleo (API)
Quarta-feira (29/04)
09:30 — Balança comercial de bens
11:00 — GDPNow (Fed de Atlanta)
15:00 — Decisão de juros do Fed
15:00 — Comunicado do FOMC
15:30 — Coletiva de imprensa do FOMC
Quinta-feira (30/04)
09:30 — PIB dos EUA (1ª leitura)
09:30 — Índice de preços PCE
09:30 — Pedidos iniciais de seguro-desemprego
10:45 — PMI de Chicago
Sexta-feira (01/05)
10:45 — PMI industrial
11:00 — ISM: emprego no setor manufatureiro
Quinta-feira (30/04)
08:00 — Decisão de juros do Banco da Inglaterra
08:00 — Ata da reunião do MPC
09:00 — Carta aberta do BoE sobre inflação
10:15 — Discurso de Andrew Bailey
Sexta-feira (01/05)
08:15 — Discurso de Pill (BoE)
Quinta-feira (30/04)
06:00 — IPC da Zona do Euro
06:00 — PIB da Zona do Euro
06:00 — Taxa de desemprego da Zona do Euro
09:15 — Decisão de juros do BCE
09:15 — Comunicado de política monetária do BCE
09:45 — Coletiva de imprensa de Christine Lagarde
Segunda-feira (27/04)
23:30 — Comunicado de política monetária do BoJ
Terça-feira (28/04)
00:00 — Decisão de juros do BoJ
00:00 — Relatório de projeções do BoJ
02:00 — Inflação (CPI)
03:30 — Coletiva de imprensa do BoJ
Quarta-feira (29/04)
Feriado — Dia de Shōwa
20:50 — Produção industrial
Quinta-feira (30/04)
20:30 — IPC-núcleo de Tóquio
Quarta-feira (29/04)
22:30 — PMI industrial
22:30 — PMI de serviços
22:30 — PMI composto
22:45 — PMI industrial Caixin
Sexta-feira (01/05)
Feriado — Dia do Trabalho
*Com informações do Money Times
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