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BRIGA DE GIGANTES

EUA x China: quem vai vencer a batalha da IA? CEO da AZ Quest aponta um favorito

Walter Maciel vê maior competitividade no modelo de desenvolvimento da tecnologia norte-americano

Walter Maciel, CEO da AZ Quest - Imagem: Divulgação

Na batalha da inteligência artificial (IA), os Estados Unidos devem sair na frente da China, afirma o CEO da AZ Quest, Walter Maciel. Para o executivo, a principal vantagem norte-americana está no modelo de desenvolvimento da tecnologia, baseado na competição entre empresas privadas.

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"A IA, na China, é comandada pelo Estado e, nos Estados Unidos, é destruição Schumpeteriana, com empresas competindo. Olha o que o Elon Musk está fazendo, olha a Amazon, olha a Google", afirma Maciel em entrevista ao Seu Dinheiro, no podcast Touros e Ursos.

Ao comparar os dois modelos, o executivo ainda faz uma crítica: "Eu sou brasileiro. Tenho obrigação de saber que o Estado, onde meter a mão, vai dar ruim. Em qualquer lugar."

EUA se consolida na batalha da IA

Na avaliação dele, além do ambiente competitivo, os Estados Unidos vêm adotando uma estratégia para consolidar a liderança na corrida pela IA ao restringir o acesso chinês a componentes considerados essenciais para o desenvolvimento da tecnologia. "Eles estão bloqueando os microchips de última geração."

O executivo destaca ainda que o país ampliou as restrições ao acesso da China à chamada memória High Bandwidth Memory (HBM) — componente é fundamental para aplicações avançadas de inteligência artificial. Segundo ele, a medida faz parte de uma estratégia para reduzir a dependência de insumos considerados críticos.

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Para o CEO da AZ Quest, a capacidade de adaptação da economia norte-americana também limita a eficácia das retaliações chinesas. Ao comentar as restrições impostas por Pequim às exportações de terras raras, ele avalia que mercados altamente competitivos tendem a desenvolver alternativas.

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"Coloca um choque de oferta em um lugar extremamente competitivo. E o que o lugar competitivo faz? Arruma um jeito de sair daquele choque de oferta, substituindo ou criando uma oferta adicional."

Na visão dele, os desafios estruturais da economia chinesa também reduzem a capacidade do país de disputar a liderança tecnológica. "É um país com uma crise fiscal gigante, com uma população que está encolhendo", diz.

O envelhecimento da população, a crise no setor imobiliário e a crescente dependência das exportações são outros fatores que limitam o crescimento chinês.

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"O país agora só tem uma saída: empurrar produto para exportar. Só que os Estados Unidos fecharam a porta."

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