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O Itaú recebeu cinco recomendações entre as dez casas de análise e bancos consultados pelo Seu Dinheiro

Chegamos à metade de 2026, mas não sem arranhões. Para o próximo semestre, a previsão não é mais animadora. A pressão inflacionária gerada pelo conflito entre EUA e Irã ainda paira no ar, o que manterá a Selic elevada por mais tempo do que era previsto no início do ano.
Enquanto isso, novos desafios surgem no horizonte dos mercados, com destaque para as eleições presidenciais brasileiras.
Com tantos riscos no radar, esse é o momento de proteger sua carteira de investimentos. Durante o evento Onde Investir no segundo semestre do Seu Dinheiro, gestores e analistas de peso discutiram os caminhos para recalibrar o portfólio. Se você perdeu, pode conferir tudo aqui.
Entre as recomendações para a bolsa, uma gigante ganhou os holofotes: o Itaú (ITUB4). O banco não só apareceu como indicação no painel de ações, como ainda é a ação favorita da série Ação do Mês de julho.
Vista como uma das empresas mais bem posicionadas para enfrentar os juros em níveis elevados por mais tempo, o Itaú recebeu cinco recomendações entre as dez casas de análise e bancos consultados pelo Seu Dinheiro. Confira o ranking completo:

*Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
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Recomendado por Andbank, Ativa, Daycoval, Empiricus Research e Rico Investimentos, o Itaú é classificado como um porto seguro para tempos de incerteza por ser uma das empresas de maior qualidade da bolsa brasileira, segundo os analistas.
O maior banco privado do país tem atuação diversificada em varejo, crédito corporativo, gestão de ativos, meios de pagamento e serviços financeiros digitais.
“Sua liderança no setor bancário, elevada rentabilidade e modelo de negócios diversificado fazem do banco uma posição estratégica para qualquer carteira de ações”, afirmou Bruna Sene, analista de renda variável da Rico ao Seu Dinheiro.
Porém, para a especialista, há uma janela de oportunidade para quem quer adicionar ITUB4 no portfólio. Isso porque, após uma correção relevante, o ativo está próximo de suportes de longo prazo: são faixas de preço vistas como “piso”, o que historicamente costuma atrair compradores.
Com fundamentos sólidos e a ação negociando em patamares mais atrativos, a Rico vê um ponto de entrada interessante para quem busca exposição a uma “empresa líder, resiliente e com forte capacidade de geração de resultados”, comentou Sene.
Já Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, avalia que o banco segue na liderança de lucratividade do setor, com ROEs elevados e crescentes, mesmo em um ambiente mais difícil para o crédito por conta da inadimplência.
“Isso mostra mais uma vez a capacidade de execução superior do Itaú frente aos principais bancos de varejo do país, além de ser um nome defensivo nesse contexto de piora do humor com os ativos locais”, disse o analista.
O Daycoval, que também indicou ITUB4 para investir em julho, ressalta a resiliência estrutural do banco e a liderança consolidada em rentabilidade.
Além disso, o banco destaca que o valuation atrativo para uma instituição com baixo risco relativo sustenta a tese de investimento no Itaú.
“Sob a ótica quantitativa, o Itaú apresenta ROE elevado e consistente, margens estáveis mesmo em ciclos adversos, carteira de crédito equilibrada e volatilidade inferior à de pares privados, favorecendo seu perfil risco-retorno", afirmam os analistas em documento.
O Daycoval avalia ainda que, em um ambiente de juros em queda e retomada gradual do crédito, a instituição tende a capturar expansão de spreads — a diferença entre as taxas básicas e os empréstimos concedidos pelo banco — e impulsionar receitas de serviços.
Essas características devem sustentar a geração robusta de caixa, o pagamento recorrente de dividendos e o potencial de valorização para os próximos trimestres, segundo o banco.
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