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Segundo a Folha, Dias Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio de Nelson Tanure em meio às investigações que apuram supostas fraudes ligadas ao Banco Master

A pressão sobre Nelson Tanure e outros nomes associados ao Banco Master continua a se intensificar. No mais recente desdobramento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou o bloqueio do patrimônio do empresário, no âmbito das investigações sobre supostas fraudes na instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.
A decisão foi assinada em 6 de janeiro e executada no dia 14, quando a Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Tanure foi um dos 42 alvos da operação, que resultou no sequestro e bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, no total. Além disso, houve a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas investigadas.
As medidas atenderam a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Procurada pelo Seu Dinheiro, a defesa de Tanure confirmou o bloqueio e afirmou que o empresário "apresentará todos os esclarecimentos necessários, com respaldo documental e a certeza de que o tema será revisado, com a consequente revogação da decisão".
Na manifestação acolhida por Toffoli, a PGR concordou com o entendimento da Polícia Federal de que há indícios de que Tanure atuaria como “sócio oculto” do Banco Master, exercendo influência sobre a instituição por meio de fundos de investimento e estruturas societárias complexas.
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Para o Ministério Público, esse conjunto de indícios justificaria o bloqueio de seu patrimônio.
A decisão judicial, contudo, não detalha qual montante do total de R$ 5,7 bilhões bloqueados corresponde especificamente a bens ligados a Tanure.
Segundo o despacho, o valor global é resultado de uma suposta estruturação financeira irregular e da simulação de operações envolvendo empresas de sócios e fundos nos quais o Banco Master figuraria como titular.
Tanure negou qualquer participação societária no banco. Em nota, o empresário afirmou que não foi controlador nem sócio da instituição, “ainda que minoritário”, e disse manter apenas relações estritamente comerciais, na condição de cliente ou investidor.
"jamais estabeleceu qualquer relação de natureza societária com o Banco Master, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições
financeiras conhecidas no mercado".
Além disso, Tanure afirma que "jamais promoveu qualquer operação de investimento em outros veículos que pudessem converter a dívida em participação, ainda que indiretamente", no banco de Vorcaro.
É preciso dizer que o empresário atravessa um período de pressão financeira desde suas supostas conexões com o Banco Master caíram sob os holofotes.
Reportagens alegam que a instituição de Daniel Vorcaro teria financiado parte de aquisições feitas por Tanure e, em alguns casos, atuado como coinvestidora. Depois, empresas adquiridas pelo empresário teriam aplicado recursos em CDBs do próprio banco.
Com o avanço das investigações e a liquidação do Banco Master, Tanure passou a renegociar dívidas, de acordo com a imprensa especializada.
O movimento mais recente teria resultado na venda de quase toda a sua participação na petroleira Prio (PRIO3).
De acordo com a Bloomberg, Tanure detinha cerca de 20% da Prio. Porém, mais de 17% da empresa foram dados como garantia para um empréstimo do Credit Suisse, em uma posição que foi desfeita em 2025, quando o UBS decidiu reduzir a exposição ao empresário.
Ainda segundo a agência, quase todas as ações restantes de Tanure na Prio foram vendidas para pagar outras dívidas.
O empresário também está em busca de alternativas de reestruturação para a Alliança Saúde (AALR3), ex-Alliar, assessorado pelo BTG Pactual, e estaria trabalhando com o Rothschild para tentar vender a Ligga Telecom.
*Com informações do Money Times e da Folha de S. Paulo.
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