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O preço médio da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, alta residual de R$ 0,04 por litro

A Petrobras (PETR3;PETR4) informou nesta quinta-feira (28) que aumentará o preço da gasolina. No entanto, nem todo esse valor deve chegar efetivamente às bombas nos postos, já que o governo subsidiará parte do aumento.
A Petrobras irá subir em R$ 0,48 por litro o preço da gasolina A vendida às distribuidoras a partir de sexta-feira (29). Ao mesmo tempo, a estatal concederá um desconto de R$ 0,44 por litro por meio da subvenção econômica criada pelo governo federal.
Com isso, o preço médio da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, alta residual de R$ 0,04 por litro.
Segundo a Petrobras, o impacto para o consumidor final será de até R$ 0,03 por litro da gasolina C vendida nos postos, considerando a mistura obrigatória com etanol anidro.
A companhia afirmou ainda que a parcela da Petrobras no preço final da gasolina passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Esse valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, informou a companhia.
O reajuste é menos da metade da defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional.
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Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da estatal no fechamento de quarta-feira, 27, era de 55%, abrindo espaço para alta de R$ 1,37 por litro.
A subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, em meio à alta do preço dos combustíveis, causada pela guerra no Oriente Médio, foi publicada nesta semana em edição extra do Diário Oficial da União.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que o valor do subsídio é o “mais apropriado” e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços.
A subvenção será paga diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O custo da medida será próximo a R$ 1,2 bilhão por mês, com duração inicial de dois meses. Os efeitos ainda não foram incorporados nas projeções oficiais do Orçamento.
Segundo o governo, a fatura será compensada pela alta de arrecadação com a receita extra do petróleo.
A apuração da subvenção será realizada pela ANP e o desconto terá que ser identificado sobre o preço de venda do combustível no campo “Informações complementares” da nota fiscal eletrônica.
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