O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Novo sistema do Inpe substitui o Tupã e amplia velocidade e a precisão das previsões metereológicas e climáticas

Prever o tempo é uma tarefa complexa — e até especialistas erram com frequência. Agora imagine fazer isso em um país continental como o Brasil, com florestas extensas, oceano, cidades densamente povoadas e eventos climáticos extremos cada vez mais comuns. É justamente nesse cenário que entra o Jaci, o novo supercomputador inaugurado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que marca uma virada na supercomputação científica nacional.
O Jaci não é apenas uma máquina mais potente. Ele substitui o antigo sistema, chamado Tupã, e simboliza uma nova fase para a previsão do tempo, a modelagem climática e o monitoramento ambiental no país.
Batizado por meio de votação popular, o nome vem da mitologia indígena. Nela, Jaci representa a lua — aquela que regula ciclos, observa do alto e ajuda a organizar o tempo da vida na Terra.
Supercomputadores não impressionam pelo tamanho físico, mas pelo que são capazes de antecipar. Com desempenho superior ao do sistema anterior, o Jaci permitirá previsões mais rápidas e detalhadas, elevando a precisão dos modelos que simulam chuvas intensas, ondas de calor, secas prolongadas e outros fenômenos cada vez mais frequentes.
Isso significa ganhar tempo e, em situações extremas, salvar vidas. Quanto melhor o modelo, maior a chance de antecipar desastres naturais e orientar decisões de defesa civil, agricultura, planejamento urbano e políticas públicas.
O supercomputador tem capacidade de processamento de dados de cinco a seis vezes maior e cerca de 24 vezes mais armazenamento do que o sistema anterior, o Tupã, cuja capacidade era de 1 petabyte.
Leia Também
Para se ter uma ideia, no Tupã esse volume permitiria gravar vídeos em alta definição suficientes para 13 anos ininterruptos de exibição. No Jaci, seria possível armazenar conteúdo equivalente a 312 anos.

As previsões são geradas a partir de uma ampla rede de observações, que reúne estações de superfície e de altitude, dados de navios e boias oceânicas, informações de aeronaves e todos os satélites meteorológicos dos países que contribuem com a Organização Meteorológica Mundial.
Essas redes coletam medições por meio de sensores, permitindo estimar parâmetros da atmosfera, da superfície e dos oceanos, como temperatura, umidade, intensidade e direção dos ventos e pressão atmosférica.
O Jaci recebe todas essas informações e processa modelos climáticos que, depois, são analisados pelos meteorologistas.
“No Tupã, o processamento dos dados era feito duas vezes por dia. Agora são quatro vezes por dia. Atualizar a previsão numérica no menor tempo possível vai beneficiar diretamente os trabalhos de previsão”, afirma Ivan Barbosa, coordenador de infraestrutura de dados e supercomputação do Inpe, em entrevista à Folha.
O Jaci não chega sozinho. Ele é o primeiro grande marco do Projeto RISC (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação), iniciativa que vai modernizar até 2028 o Centro de Dados Científicos do Inpe.
O plano inclui:
Com mais poder de processamento, o Jaci viabiliza a operação plena do MONAN, o novo Modelo Brasileiro para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera.
O Monan foi desenvolvido para representar com maior fidelidade as condições ambientais da América do Sul, uma região complexa, onde floresta, oceano e atmosfera interagem de forma constante.
Trata-se de um avanço importante para estudos climáticos, avaliação de impactos ambientais, agricultura, defesa civil e planejamento territorial.
O supercomputador foi inaugurado em Cachoeira Paulista (SP), em cerimônia conduzida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Inpe. O investimento inicial foi de R$ 30 milhões, via Finep, dentro de um projeto mais amplo que pode chegar a R$ 200 milhões.
Para a ministra Luciana Santos, o Jaci representa mais do que tecnologia: é soberania científica. Já o diretor do Inpe, Antônio Miguel Vieira Monteiro, destacou o caráter coletivo da conquista e o alinhamento do instituto com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Com informações da Folha de S.Paulo
JORNADA DE TRABALHO
ALERTA DE NOVOS MILIONÁRIOS
BOLA DENTRO
COMBATE AO CRIME
IR NA MIRA
MUDANÇA NA LEI
REI DAS BILHETERIAS
DISCUSSÃO EM PAUTA
NOVO DESENROLA BRASIL
REFINARIA
GUIA DOS VESTIBULANDOS
FOCUS
SEGUNDOU
DE OLHO NA GARANTIA
CARTEIRA DE SUCESSO
FRAUDE
LOTERIAS
LOTERIAS
GUERRA DO VAREJO
GUIA DOS VESTIBULANDOS