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A IA não acabou com os empregos, como era esperado pelo CEO, mas pode estar fechando a porta de entrada para a nova geração no mercado de trabalho

A tecnologia é recente. Lançada em 2022, ainda não se sabe quais serão os impactos gerados pela Inteligência Artificial a longo prazo, sobretudo no mercado de trabalho.
A incerteza é o que justamente gera pânico, mas há quem tente antecipar os seus efeitos — como foi o caso do próprio CEO da OpenAI, Sam Altman.
Em uma conferência virtual do Commonwealth Bank of Australia, Altman afirmou que a IA não causou o “apocalipse dos empregos” que ele antes previa e declarou “estar feliz” pelo seu engano.
O problema é que sua visão difere daquela do Goldman Sachs, um dos maiores bancos do mundo. A instituição calcula que cerca de 11 mil empregos estão sendo eliminados pela IA por mês.
Segundo Altman, a OpenAI acertou em parte sobre o que o ChatGPT poderia fazer quando foi lançado, mas errou feio em prever quais seriam as implicações sociais e econômicas da tecnologia.
Essa ideia é reforçada pelos dados da Goldman Sachs, que apontaram que a relação da IA com cerca de 136 mil demissões em um período de três anos.
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Entre as profissões mais expostas, de acordo com um estudo da Microsoft realizado em 2025, estão:
Todas têm em comum o processamento de informação, o reconhecimento de padrões e a comunicação estruturada, exatamente onde a inteligência artificial mais avança.
As demissões são compensadas pela construção de datacenters — instalações físicas de empresas de tecnologia onde ficam armazenadas máquinas e equipamentos de computação —, imprescindíveis para o funcionamento das IAs.
De acordo com a pesquisa da Goldman Sachs, o setor foi responsável, nos três últimos anos, pela criação de 212 mil vagas e cerca de 9 mil empregos por mês.
Ainda assim, especialistas alertam que muitos desses postos podem não durar tanto quanto o esperado após a conclusão das instalações dos datacenters.
Altman pode ter sentido certo alívio pela ausência de um “apocalipse de empregos”, mas o CEO ressalta que os riscos permanecem, especialmente diante da possibilidade da IA impactar o mercado de trabalho diferentemente do esperado incialmente.
Um desses sinais já aparece nos dados da Goldman Sachs, que apontam uma leve correlação entre a adoção de IA e o desemprego entre trabalhadores com menos de 30 anos em início de carreira.
Isso ocorre porque, no primeiro degrau profissional, o valor desses trabalhadores costuma estar ligado à execução de tarefas operacionais e ao aumento da produtividade — funções que a IA também é capaz de desempenhar.
Assim, a preocupação da Goldman é que os ganhos de produtividade gerados pela IA beneficiem mais os profissionais experientes do que aqueles que ainda estão começando.
*Com informações do portal Barchart.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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