🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

SD ENTREVISTA

Mesmo com petróleo a US$ 100, Selic não deveria ser 15%, diz Luciano Sobral, da Neo Investimentos

Apesar da possível pressão inflacionária, o juro real elevado e a estratégia de “calibração” do BC sustentam a aposta em um primeiro corte hoje

Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos - Imagem: Leo Martins/ Divulgação Neo Investimentos

Cortar ou manter, eis a questão. A paráfrase do dilema de Hamlet, personagem de William Shakespeare, retrata a encruzilhada à frente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta reunião de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De um lado está o corte da taxa Selic, já antecipado em janeiro. Do outro, a manutenção dos juros em 15% ao ano, diante do risco inflacionário imposto pela guerra no Irã.

As negociações de opções do Copom na B3 — derivativos que precificam a probabilidade de cada decisão — indicam que o mercado virou sua aposta para um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) nesta quarta-feira (18).

  • LEIA MAIS: O SD Select, área com conteúdos exclusivos do Seu Dinheiro, disponibiliza relatórios com análises e recomendações de investimentos. Clique aqui para acessar. 

E a manutenção dos juros em 15% ao ano também apareceu nas probabilidades, ganhando mais força nos últimos dias.

Anteriormente, o corte de 0,50 p.p. na Selic era praticamente uma unanimidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As três possibilidades estão sobre a mesa do Copom. “Qualquer caminho é válido, desde que devidamente justificado”, afirma Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, gestora com R$ 6,5 bilhões sob gestão.

Leia Também

MAIS LIDAS DO SD

Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana

ANOTE NO CALENDÁRIO:

Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica

Para ele, há espaço suficiente para um corte de 0,50 p.p. na Selic, mesmo diante do choque no preço do petróleo e possíveis impactos na inflação.

“Esse choque tende a se dissipar e não alcança a economia como um todo. Porém, estamos em um cenário de acontecimentos imprevisíveis. Dado o histórico conservador do Banco Central até aqui, é plausível esperar uma manutenção. Não temos como saber. Vai ser decidido ali, no momento”, disse Sobral em entrevista ao Seu Dinheiro.

Inflação à vista…

A guerra entre EUA, Israel e Irã gera preocupação por vários motivos, mas o impacto sobre a inflação brasileira se tornou o ponto central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O vilão é o preço do petróleo. De 28 de fevereiro, quando a guerra começou, a 17 de março, véspera do anúncio do Copom, a cotação do Brent — referência para a Petrobras — saltou 44%.

O barril estava em US$ 72 antes da guerra, com tendência de queda. Com o conflito sem perspectiva de encerramento, atingiu US$ 119,50 no pico e estabilizou próximo de US$ 100.

O preço do petróleo importa porque não se resume à gasolina. Estamos falando de um aumento no custo do frete como um todo, desde o diesel que abastece o caminhão até o querosene de aviões e navios que transportam bens e matérias-primas internacionais.

“O preço do petróleo é o cerne da discussão. Importa menos o pico que ele alcança e mais onde ele estaciona”, afirma Sobral.

“As empresas podem esperar dias ou semanas até que a cotação saia do pico e volte para valores melhores. O problema é parar em uma alta e não voltar, porque as empresas não conseguem segurar para sempre”, disse o economista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente Lula declarou, na quinta-feira (12), que “a alta do petróleo não vai chegar ao bolso do brasileiro”.

O governo decidiu zerar a cobrança de impostos federais (PIS/Cofins) sobre a importação e venda do diesel. A medida deve reduzir em R$ 0,64 o preço por litro do combustível.

No entanto, trata-se de uma solução temporária.

Sobral acredita que a Petrobras deve tentar segurar os preços da gasolina por algum tempo também. A dúvida é: quanto tempo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

…ou é miragem?

Donald Trump já afirmou que a guerra tem prazo para acabar, mas também já disse que “não chegou a hora de acordo com o Irã”. Para Sobral, a opinião do presidente norte-americano é indiferente.

“Não é o Trump quem decide se a guerra vai acabar ou não. Tem o Irã e Israel nessa equação”, afirma Sobral.

O economista destaca que a volatilidade no preço do petróleo não tem relação com o presidente dos Estados Unidos, mas com o risco para o abastecimento mundial. Mais especificamente, o bloqueio no Estreito de Ormuz e a produção de países vizinhos ao Irã.

“Trump pode fazer o que quiser, declarar o fim da guerra e que os EUA ganharam. Não é isso que vai diminuir a volatilidade no preço do petróleo. Essa incerteza só vai melhorar quando o escoamento dos navios normalizar. É disso que se trata”, diz Sobral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E mesmo um cessar-fogo pode não resolver a situação. Na semana passada, o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado como represália contra os inimigos.

Por ali passa 20% do abastecimento mundial de petróleo. O bloqueio levou países exportadores a liberarem reservas emergenciais como solução paliativa.

“Até agora, o mercado está confiante em uma solução rápida, que não teremos mais um caso de Rússia e Ucrânia. Mas tudo pode mudar muito rápido. Está longe de uma solução e não depende só do Trump”, disse Sobral, referindo-se ao conflito entre russos e ucranianos, que já dura quatro anos.

É nessa incerteza sobre o fim da guerra que reside o dilema do Copom: cortar ou manter a Selic?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dúvidas em relação à Selic

Motivos para o Copom cortar

Sobral reconhece que há razões para o Copom manter a Selic em 15% na reunião de hoje (18). Ainda assim, vê espaço “de sobra” para um corte de 0,50 p.p..

A começar pelo nível de juros reais da economia.

Quando o Copom elevou a Selic a 15% ao ano, a inflação de 12 meses era de 5,3%, o que implica em um juro real (que é a Selic descontada a inflação) de 9,7%. Hoje, com a inflação a 3,8%, o juro real é de 11,2%.

Isso importa porque o juro real é o custo do dinheiro que leva investidores e empresários a optarem por investir na economia ou aplicar no mercado financeiro. Quanto maior o juro real, menor o estímulo ao consumo, ajudando a controlar a inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa diferença que aumentou nos últimos meses é a margem que permite o corte da Selic agora, segundo Sobral. Para ele, mesmo com o petróleo a US$ 100, a Selic não deveria ser 15%. “Tem espaço para cortar.”

A visão do economista está em linha com declarações recentes do diretor de Política Monetária do BC, Nilton David. Em evento do Goldman Sachs, David classificou o primeiro corte como uma “calibração”, não como o início de um ciclo de afrouxamento.

“A busca aqui não é a taxa neutra. Esse processo de calibração vai terminar em ponto restritivo”, afirmou o diretor.

Sobral também defende o alinhamento do BC com as expectativas do mercado financeiro. A sinalização de janeiro parte dessa premissa, de não adicionar volatilidade às negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse sentido, o corte dessa quarta-feira pode ser menor, de 0,25 p.p., já que o consenso de mercado virou diante do risco da guerra.

O economista acredita ser plausível um primeiro corte hoje, sem antecipar nada sobre as próximas reuniões, dando liberdade para uma manutenção se o cenário de guerra continuar.

Motivos para manter

Por outro lado, Sobral lembra que o BC sob comando de Gabriel Galípolo tem se mostrado conservador. Para além da possível pressão inflacionária do petróleo, a economia brasileira ainda tem pontos de atenção.

A inflação de serviços, que é o aumento do preço de serviços, como educação privada, consultas médicas, aluguéis, restaurantes e outros, continua muito acima da meta e da inflação geral. A taxa de desemprego também segue nas mínimas, com elevação da renda da população.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses fatores sustentam o poder de consumo da população. Entram nessa conta o reajuste do salário mínimo — referência para benefícios e rendas indexadas — e a isenção de imposto para rendas até R$ 5 mil.

“São pequenas coisas que aumentam a renda da população e mantêm a economia aquecida. Servem como sinal amarelo para o Banco Central e indicam que o Copom não precisa ter pressa para cortar os juros”, diz Sobral.

No fim, voltamos ao início: cortar ou manter, eis a questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bilhete da Mega-Sena em destaque, com globo de sorteio, bolas numeradas e confetes ao fundo. Composição mostra um bilhete da Mega-Sena em primeiro plano, ao lado de um globo de sorteio e bolas numeradas, com a frase “Prêmio recorde” na base. 29 de outubro de 2026 - 5:49
Logo do Mercado Livre (MELI34) com fundo de gráfico e cotações 27 de outubro de 2026 - 14:22
Vencedor da Lotofácil fez a aposta pelos canais eletrônicos da Caixa. O outro foi a uma lotérica. 27 de outubro de 2026 - 5:58
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está sentado, com um microfone e um copo de água sobre a mesa que está a sua frente 26 de outubro de 2026 - 19:43
Prédio do Banco Central em Brasília. 24 de outubro de 2026 - 8:59
Homem de óculos e camisa social aparece em close-up, com fundo escuro. 23 de outubro de 2026 - 15:56
Armazém de varejo cheio de prateleiras com caixas de papelão e pacotes. 23 de outubro de 2026 - 11:15
James Bond Agente 007 23 de outubro de 2026 - 11:09
22 de outubro de 2026 - 18:45
dia de sorte sorteio caixa loterias 21 de outubro de 2026 - 5:42
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar