Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
TENSÃO NAS ESTRADAS

A crise que travou o Brasil e derrubou o PIB: relembre a greve dos caminhoneiros de 2018

Paralisação de dez dias causou desabastecimento generalizado e ainda serve de alerta em meio ao aumento do diesel

Caminhoneiros protestam na Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica, Rio de Janeiro
Protesto de caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra (RJ) em 2018 - Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Quase oito anos após a greve dos caminhoneiros paralisar o Brasil por dez dias em 2018, o governo federal voltou a acender o sinal de alerta diante da possibilidade de uma nova mobilização nacional da categoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pressão ocorre em meio à escalada do preço do diesel, intensificada pelos impactos da guerra no Oriente Médio.

Nesta quarta-feira (18), o tema ganhou força nas redes sociais, com uma enxurrada de publicações sobre uma possível paralisação — acendendo um alerta entre investidores e autoridades.

A preocupação não é por acaso. A última grande greve dos caminhoneiros, ocorrida durante o governo Michel Temer, provocou uma ruptura na cadeia de abastecimento do país e deixou marcas profundas na economia.

Greve dos caminhoneiros: por que o risco preocupa

O movimento teve início em 21 de maio de 2018, em um trecho da rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. Em poucos dias, a paralisação se espalhou por 25 unidades da federação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época, o país praticamente parou. Postos ficaram sem combustível, prateleiras foram esvaziadas e cadeias produtivas inteiras interromperam suas atividades.

Leia Também

CINEMA

Tom Holland vira protagonista das bilheterias após estreia quase bilionária de ‘Homem Aranha: Um Novo Dia’

ESPANTOSO!

Mega-Sena entra em agosto acumulada em R$ 135 milhões e promete prêmio maior do que todas as outras loterias juntas

O impacto foi direto na economia: a paralisação retirou 1,2 ponto porcentual (pp) do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano, segundo estimativas da época.

Alta do diesel foi o gatilho em 2018

O estopim da greve dos caminhoneiros foi a disparada do diesel após a mudança na política de preços da Petrobras (PETR4), que passou a acompanhar o mercado internacional.

Entre julho de 2017 e maio de 2018, o combustível acumulou alta de 56,5% nas refinarias, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). O preço saltou de R$ 1,50 para R$ 2,34 por litro, sem impostos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o diesel responde por cerca de 42% do custo do frete, a alta corroeu a rentabilidade da atividade e ampliou a insatisfação da categoria.

Reivindicações da greve dos caminhoneiros

Diante desse cenário, os caminhoneiros passaram a pressionar por medidas que aliviassem os custos e trouxessem maior previsibilidade ao setor. As principais demandas eram:

  • Redução da carga tributária sobre o diesel;
  • Zeragem de tributos como PIS/Pasep, Cofins e Cide;
  • Regras mais estáveis para a formação de preços;
  • Implementação de um piso mínimo para o frete.

Com isso, a greve dos caminhoneiros ganhou escala rapidamente, com bloqueios em rodovias por todo o país.

Como o governo reagiu à greve dos caminhoneiros

Para conter a crise, o governo federal lançou um pacote emergencial com medidas diretas sobre o preço do diesel e o setor de transporte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as principais ações estiveram:

  • Redução de R$ 0,46 no preço do diesel;
  • Zeragem da Cide e corte de PIS/Cofins;
  • Criação da tabela de frete mínimo;
  • Isenção de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios;
  • Reserva de fretes da Conab para caminhoneiros autônomos.

A tabela de frete mínimo, em especial, enfrentou forte resistência de setores produtivos e passou por revisões até sua consolidação.

Impacto fiscal da greve dos caminhoneiros

A resposta à paralisação teve custo elevado para os cofres públicos naquele ano. O governo desembolsou cerca de R$ 13,5 bilhões em subsídios ao diesel, no que ficou conhecido como “bolsa caminhoneiro”.

Para viabilizar o pacote, foi necessário cortar incentivos fiscais de diversos setores e cancelar despesas, incluindo obras rodoviárias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, a reação negativa de segmentos afetados levou o Congresso a rever parte dessas medidas, ampliando o desgaste político na época.

*Com informações do Estadão e CNN Brasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
totvs tots3 2 de agosto de 2026 - 10:00
Pé-de-Meia: programa federal que financia a permanência de estudantes no ensino médio público 2 de agosto de 2026 - 6:13
btg aulas trader 1 de agosto de 2026 - 14:00
Imagem com uma casa e moedas para representar preços de imóveis 1 de agosto de 2026 - 12:30
bolsa família 1 de agosto de 2026 - 6:30
Antiga sede dos Correios 31 de julho de 2026 - 12:19
Bolsa Família 2025 31 de julho de 2026 - 5:38
Ilustração de pessoa assitindo chuva de meteoros 30 de julho de 2026 - 17:02
William Foster, vice-presidente da Moody's Ratings e responsável pela classificação soberana do Brasil. 30 de julho de 2026 - 12:05
Montagem mostrando cédulas e moedas de real espalhadas numa mesa; no topo, uma placa de madeira com a sigla FGTS, em verde 29 de julho de 2026 - 14:41
Pix 29 de julho de 2026 - 9:18

CONTRADIÇÃO LATINO-AMERICANA

Brasileiros usam cada vez menos dinheiro vivo — e a culpa é do Pix

29 de julho de 2026 - 9:18
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar