🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

O CPI virou o voto de Minerva do Fed: o que o dado pode revelar sobre os próximos passos dos juros nos EUA?

O payroll de agosto mostrou que o mercado de trabalho americano segue firme. Agora, a inflação desta sexta-feira pode definir se o Fed sobe os juros na semana que vem ou prefere esperar

O presidente do Federal Reserve (Fed) Banco central dos Estados Unidos, Kevin Warsh, em cerimônia na Casa Branca em maio de 2026 - Imagem: Official White House Photo/Daniel Torok/Flickr

A semana começou mais curta nos Estados Unidos por causa do feriado de segunda-feira, mas dificilmente será tranquila.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de um payroll que surpreendeu para cima e mudou a leitura sobre a economia americana, o mercado chega aos próximos dias com uma pergunta muito simples: a inflação dará ao Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) argumentos suficientes para subir os juros já na reunião de 15 e 16 de setembro? 

Na sexta-feira passada (4), o relatório de emprego de agosto mostrou criação de 162 mil vagas, mais de três vezes as 55 mil esperadas pelo consenso.

A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, a participação voltou a melhorar e os dois meses anteriores foram revisados para cima em 55 mil postos no agregado. Julho, que inicialmente havia mostrado destruição de 23 mil vagas, passou a registrar pequena criação líquida de empregos. 

A reação foi imediata. A probabilidade implícita de uma alta de 25 pontos-base na próxima reunião do Fed avançou de aproximadamente 49% para perto de 59%, os Treasuries de dois anos subiram e o dólar ganhou força.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, a leitura correta do payroll não é a de uma economia que voltou a superaquecer. É algo mais sutil e, para a política monetária, talvez mais importante: o mercado de trabalho continua saudável o bastante para que o Fed não precise escolher entre proteger o emprego e combater a inflação. 

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Imposto sobre herança e doações pode ficar mais caro, payroll afeta juros nos EUA e qual o risco do IPCA +8%: os mercados hoje 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Brasil pode dar calote na dívida, a agenda de inflação e o que mais mexe com seu bolso hoje

O payroll não decidiu a reunião do Fed

Os salários desaceleraram para 3,1% em 12 meses, o ritmo médio de criação de vagas em 2026 continua bem abaixo do observado em 2023 e 2024 e outros indicadores ainda descrevem um mercado de trabalho mais equilibrado.

O Jolts, por exemplo, segue mostrando uma dinâmica de poucas contratações e poucas demissões. Não há, portanto, evidência clara de uma nova aceleração generalizada do emprego. 

Mas o dado de sexta-feira retirou um argumento importante dos que defendiam mais paciência por parte do Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o emprego estivesse claramente deteriorando, o banco central teria de ponderar com mais cuidado o risco de apertar demais as condições financeiras. Com o desemprego estável e a criação de vagas surpreendendo para cima, essa urgência diminuiu.

Em outras palavras, o payroll não decidiu setembro; apenas transferiu quase todo o peso da decisão para a inflação. 

A inflação desta sexta-feira ganhou peso desproporcional 

É por isso que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto, que será divulgado nesta sexta-feira, 11 de setembro, virou uma espécie de voto de Minerva. Será a última grande leitura de inflação ao consumidor antes da reunião do FOMC.

Na véspera, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dará uma primeira indicação das pressões nos preços ao produtor e de alguns componentes que depois entram no Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE), a medida de inflação preferida pelo Fed. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cenário-base é de aceleração do CPI cheio para 0,3% no mês, ante 0,1% em julho. A principal explicação estaria em energia e alimentação, com a gasolina subindo cerca de 4,3% em agosto.

O ponto decisivo, porém, estará no núcleo, que exclui alimentos e energia e tende a dizer mais sobre a persistência da inflação. A projeção é de alta de 0,2% no mês. 

Uma composição desse tipo seria relativamente confortável: inflação cheia mais alta por causa de energia, mas núcleo ainda comportado. Nesse cenário, o Fed poderia argumentar que vale esperar mais um pouco antes de apertar novamente.

Um núcleo mais quente, sobretudo se vier acompanhado por serviços resistentes, mudaria a história. Com o emprego firme, haveria menos obstáculos para uma alta já em setembro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O petróleo torna a leitura do Fed mais difícil 

Há ainda uma complicação adicional. A inflação americana voltou a receber pressão de fora da economia doméstica. As tensões entre Estados Unidos e Irã ganharam força, reacendendo o risco de interrupções no fluxo de energia no Oriente Médio.

O petróleo reagiu e os preços da gasolina subiram justamente no momento em que o Fed tenta avaliar se a desinflação é suficientemente sólida para permitir paciência. 

O efeito da energia aparece primeiro no índice cheio, pela gasolina e pela conta de energia, mas pode se espalhar para transporte, logística, passagens, fertilizantes, alimentos e outros custos de produção.

Um choque temporário de petróleo, por si só, não deveria determinar a política monetária. O problema surge quando ele ocorre em uma economia que ainda cresce, com serviços pressionados e expectativas de inflação sensíveis. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É nesse ponto que a geopolítica e a política monetária se encontram. O acordo anunciado pelo governo Trump para ampliar o acesso americano às reservas de petróleo venezuelanas pode ser relevante no longo prazo, mas não muda a oferta de energia nas próximas semanas.

Para o CPI de agora e para a reunião do Fed, o que acontece no Irã e no Estreito de Ormuz é muito mais importante. 

Uma economia resiliente reduz a margem de erro 

O restante dos dados também sugere que o Fed não está diante de uma economia fragilizada. O Beige Book (Livro Bege) mostrou melhora da atividade em dez dos 12 distritos do banco central, enquanto os índices ISM seguem compatíveis com expansão.

O emprego cresce menos do que em ciclos anteriores, mas produtividade e investimentos em tecnologia continuam sustentando a atividade. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é um detalhe importante para os mercados. Uma economia que cresce sem entrar em recessão é positiva para os lucros das empresas.

Ao mesmo tempo, se essa resiliência impedir a inflação de convergir rapidamente, os juros permanecem elevados por mais tempo. Para as ações, isso significa que o ambiente pode continuar construtivo, mas menos indulgente com empresas dependentes de múltiplos muito altos, financiamento barato ou fluxos de caixa distantes. 

O que o mercado deve observar para a reunião do Fed

Por isso, a leitura de sexta-feira não será apenas sobre o número cheio. O mercado deve olhar a composição do núcleo, os serviços, os aluguéis, os itens ligados a transporte e seguros e qualquer sinal de que a alta da energia esteja começando a contaminar outras categorias.

Mais importante do que saber se o CPI ficou um décimo acima ou abaixo do consenso será entender se a inflação subjacente continua desacelerando ou se voltou a ganhar persistência. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também vale lembrar que parte da aceleração recente do núcleo do PCE veio de preços imputados em serviços financeiros e seguros, componentes que não correspondem diretamente aos preços pagos pelas famílias. Mudanças metodológicas previstas para o fim do mês podem reduzir a leitura anual dessa medida.

Isso recomenda cautela com conclusões excessivamente hawkish baseadas em um único dado. O problema é que o Fed decide antes dessa revisão e precisa trabalhar com a informação disponível agora. 

A semana, portanto, pode ser resumida assim: o payroll mostrou que o mercado de trabalho não precisa de socorro imediato; o petróleo adicionou uma nova fonte de pressão sobre os preços; e o CPI agora dirá se o Fed tem espaço para esperar ou se a combinação de emprego firme e inflação resistente justificará uma nova alta. 

Para o investidor, o ponto não é tentar antecipar cada décimo do índice, mas entender o regime.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o núcleo vier benigno, yields podem encontrar algum alívio e ativos de maior duration tendem a respirar.

Se vier quente, a discussão sobre alta em setembro deve ganhar força e a taxa livre de risco voltará a competir ainda mais com o mercado acionário. O payroll abriu a porta. O CPI decidirá se o Fed atravessa ou não. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
bolsa ações small caps microcaps 2 de setembro de 2026 - 20:00

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quem está por cima, e quem está por baixo? 

2 de setembro de 2026 - 20:00
1 de setembro de 2026 - 8:37
Imagem traz um corte de um título de eleitor 1 de setembro de 2026 - 6:45

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O pêndulo eleitoral começa a se mover

1 de setembro de 2026 - 6:45
Homem chama elevador para descer 30 de agosto de 2026 - 8:00
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma miniatura de shopping center dentro de um shopping. ao redor, há caixas com notas de reais, simbolizando dinheiro guardado em caixa, investimentos ou aquisições 27 de agosto de 2026 - 8:26
Uma gangarra representando o Ibovespa: de um lado (vermelho), a gangorra está para baixo. De outro (verde), a gangorra está para cima. No centro, o Ibovespa. 26 de agosto de 2026 - 19:55
Mãos de robô e humano se tocando com o logo do Gemini Notebook, representando a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) do Google 26 de agosto de 2026 - 15:47
Mina da Vale em Ouro Preto (MG) 26 de agosto de 2026 - 8:12
Imagem mostra pessoas de uma família em um sofá, sendo um homem e uma mulher mais velhos e duas mulheres mais jovens. Eles estão se consolando, tristes, em luto ou preocupados. 24 de agosto de 2026 - 8:26
Blocos mostrando as siglas IPCA e Selic, referindo-se à inflação e à taxa básica de juros 23 de agosto de 2026 - 8:00
Imagem mostra uma mulher branca sentada à mesa, com notebook, caderno e óculos. ela está em frente a um fundo azul com dois sinais de interrogação ao seu lado. 21 de agosto de 2026 - 8:34
Imagem de uma jovem usando um laptop e analisando documentos enquanto trabalha em casa. 20 de agosto de 2026 - 9:13
Imagem de um globo, com um termômetro e uma seta vermelha com a inscrição El Niño 19 de agosto de 2026 - 19:51
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma mulher em casa, segurando uma caneca e sentada no sofá. Ela está rodeada de mãos com dinheiro, em notas de R$ 200, R$ 100, R$ 50, que vêm de dividendos, bônus, renda extra, aluguel, cashback, dividendos e outros 19 de agosto de 2026 - 8:08
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar