O cenário está cada vez mais difícil para os bancos, mas ainda existem boas oportunidades para investir
O ambiente de crédito segue desafiador, não há sinalização de melhora no curto prazo, mas nem todo banco está sofrendo nesse cenário

Se você acompanha o noticiário financeiro, já deve ter percebido que a situação está ficando cada vez mais difícil para quem tem dívidas.
Nas últimas semanas uma série de empresas famosas anunciaram pedidos de recuperação judicial. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias segue acelerando e atingindo níveis preocupantes.

Diante desse cenário, será que ainda vale a pena investir em bancos? A resposta é “sim”, mas não em qualquer banco, e eu vou mostrar o motivo.
Situação piorando e bancos no radar
O Banco Central divulgou os dados de crédito de julho, com mais uma rodada de deterioração da inadimplência, tanto para pessoas físicas (PFs) como para empresas.
A inadimplência de PFs subiu 40 pontos-base (bps), para 5,8%, enquanto para as corporações o indicador chegou em 3,3%, piora de 10 bps.
Os movimentos que mais chamaram a atenção foram as pioras de 130 bps no consignado privado e de 110 bps no crédito agro, segmento que afeta diretamente o Banco do Brasil.
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Esses números apenas reforçam o que as manchetes vêm nos dizendo há algum tempo: o ambiente de crédito segue muito desafiador e, pelo menos por enquanto, não há qualquer sinalização de melhora no curto prazo.
Mas nem todo banco está sofrendo nesse cenário. Compare os números do Itaú no 2T26 com o dos principais concorrentes no quadro abaixo:

Como você pode ver, o Itaú foi o único dos bancões que mostrou inadimplência estável frente aos trimestres anteriores, e aquele que apresentou o menor crescimento nas perdas com provisão (apenas +2,3% em base trimestral).
Ou seja, mesmo com a deterioração generalizada do setor, o Itaú segue mostrando números sólidos, crescimento de lucro e ROE (retorno sobre patrimônio líquido) consistentemente acima de 24%.
Outro que tem mostrado grande resiliência nesse cenário é o Nubank. Os gráficos abaixo mostram a inadimplência do roxinho comparada com a do restante do setor, separada por faixas de renda (abaixo de 3 salários do lado esquerdo, entre 3 e 10 salários no centro e acima de 10 salários do lado direito).

Repare que o Nubank tem conseguido mostrar redução de inadimplência, na contramão do setor — no segmento abaixo de 3 salários, a diferença de desempenho é impressionante!
Ou seja, o ambiente está difícil para os bancos de maneira geral, mas nem todos serão impactados da mesma forma.
Por esses motivos, Itaú e Nubank seguem recomendados nas séries Empiricus Dividendos e Empiricus Ações. Com o Empiricus+ você pode acessar essas carteiras e dezenas de outras recomendações gratuitamente por 30 dias. Se quiser conferir, deixo aqui o convite.
Um abraço e até a próxima,
Ruy
DÉCIMO ANDAR
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