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A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Depois de sair atrasado na corrida da inteligência artificial (IA) e ver o ChatGPT, da concorrente Open AI, virar o sinônimo de categoria, o Google recuperou a vantagem em 2025. A virada ocorreu com o lançamento de um combo de soluções, como a nova versão do Gemini e incorporação de IA nos seus produtos de prateleira, como o Google Search.
As iniciativas convenceram o mercado, e levaram a uma valorização de 65% das ações da Alphabet em 2025 na bolsa norte-americana Nasdaq.
Além das evoluções em produto, o Google tem uma carta na manga para alavancar seus serviços de IA que pouca gente está olhando. Trata-se do programa mais robusto já feito por qualquer empresa no mundo para se relacionar com a indústria de mídia global: o Google News Iniciative, também conhecido pela sigla GNI.
Criado em 2018, o GNI promove ações de treinamento, eventos, suporte técnico e relacionamento com entidades do setor. O GNI já recebeu mais de US$ 300 milhões em investimentos do Google, segundo informações do site oficial. A capilaridade da sua rede de parceiros é impressionante: são 7 mil veículos de mídia em 120 países.
Como uma evolução do projeto, o Google criou um programa de licenciamento de conteúdo jornalístico, o Google News Showcase, que no Brasil leva o nome de Google Destaques. Na prática, o Google pagar os veículos parceiros pela disposição do conteúdo em painéis com curadoria de notícias distribuídos no Google News e no Google Discover.
Na época, o programa foi anunciado com um investimento inicial de US$ 1 bilhão e mais de 200 parceiros em cinco países. Em 2023, o Google informou que 150 veículos brasileiros tinham contratos do Google Destaques — 90% deles regionais. Para ser transparente aqui, vale mencionar que o Seu Dinheiro é um desses parceiros.
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Em publicação de dezembro de 2025 no seu blog corporativo, o Google citou ter acordos comerciais com cerca de 3 mil publicações de 50 países e disse que já está atualizando essas parcerias para a era da IA.
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial. Eu mostrei nesta coluna que as big techs estão fazendo acordos de licenciamento com jornais no mundo todo para usar seus conteúdos para treinar suas IAs e aprimorar produtos.
“Nós estamos agora testando um programa piloto de parceria comercial com alguns veículos jornalísticos no mundo — incluindo Der Spiegel, El Pais, Folha de S. Paulo, (...), The Guardian e The Washington Post, para explorar como a IA pode ajudar a gerar audiências mais engajadas”, disse o Google.
O texto cita ainda outras iniciativas conectadas à era da IA. Entre elas, está o acordo firmado em dezembro passado com o Estadão, a agência The Associated Press e outras empresas jornalísticas para fornecer conteúdo em tempo real para melhorar o Gemini.
A carta na manga do Google é justamente a rede de relacionamento e contratos de licenciamento ativos com milhares de veículos jornalísticos. Qualquer uma de suas concorrentes levaria anos para criar essa rede de conexões tão capilarizada.
As parcerias ativas facilitam negociações de novos acordos de licenciamento de conteúdo para turbinar seus serviços de IA. É quase como fazer um up sell de um serviço já contratado, trocando o "pacote básico" por um "pacote premium", com entregas maiores mediante pagamentos adicionais.
Os dados financeiros são confidenciais. Mas certamente é um investimento baixo para uma empresa que, só em 2025, estimou aportes da ordem de US$ 90 bilhões em infraestrutura de IA.
Com as dificuldades financeiras históricas da indústria de jornalismo, não me surpreenderá se, em pouco tempo, milhares de empresas de mídia do mundo todo se tornarem colaboradores dos serviços de inteligência artificial do Google.
Seguiremos de olho, aguardando as cenas dos próximos capítulos da batalha da IA.
Um abraço e ótimo domingo!
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