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Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A estratégia para quem busca viver de renda passiva mensal está passando por uma transição necessária. Com o início do ciclo de queda dos juros, a rentabilidade de investimentos que acompanham a Selic tende a diminuir gradualmente.
Essa rotação está no radar dos gestores profissionais, que já começaram a reequilibrar as carteiras de fundos imobiliários (FIIs), fundos de infraestrutura (FI-Infra) e fundos do agronegócio (Fiagros) para proteger o poder de compra do investidor e manter os pagamentos de dividendos em patamares competitivos.
A tendência atual é uma migração de recursos para investimentos atrelados à inflação, principalmente.
Era natural que o CDI (indicador que acompanha a Selic) perdesse um pouco de espaço com os cortes nos juros, mas a guerra no Oriente Médio e o choque do petróleo fizeram a indexação à inflação ganhar mais relevância.
Ao aumentar a exposição a ativos que acompanham o aumento de preços, os gestores buscam garantir que o rendimento dos fundos não sofra grandes oscilações, mantendo uma distribuição de valores mais constante ao longo do tempo.
Em abril, a carteira recomendada de fundos listados para renda do BTG aumentou a exposição a dois fundos indexados à inflação:
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Além disso, os analistas introduziram o KDIF11 (Kinea Infra), um FI-Infra que concluiu uma nova captação recentemente e deve ampliar a diversificação dos ativos nos próximos meses.
Os analistas do BTG entendem que os dividendos do fundo devem atingir um patamar mais atrativo e “contribuir positivamente para o carrego da carteira no curto e médio prazo”.
De acordo com o relatório do banco, o corte na Selic e a valorização recente dos fundos listados em bolsa tende a reduzir os rendimentos pagos por esses ativos gradualmente ao longo dos próximos meses.
Por isso, a reavaliação da carteira de renda passiva terá que ser mais recorrente, ajustando as exposições aos poucos para manter “um patamar de renda passiva competitivo”.
Com as movimentações de abril, a lista de fundos para renda do BTG atingiu 17 ativos, com um dividend yield médio de 13,7% ao ano.
Aqui vale destacar que, o dividend yield desse portfólio é líquido, isento de imposto de renda.
No caso dos FI-Infra, o benefício é ainda maior: o lucro com a venda de cotas também é isento de IR. Neste quesito, o lucro com a venda de cotas de FIIs e dos Fiagros é tributado em 20%.
| Fundo | Alocação | Estratégia | DY Anualizado |
|---|---|---|---|
| KNHY11* | 5,0% | Inflação | 13,2% |
| RBRY11 | 9,0% | Pós-fixado | 13,5% |
| KNCR11 | 15,5% | Pós-fixado | 13,1% |
| KNIP11* | 3,5% | Inflação | 13,7% |
| MCCI11 | 7,0% | Inflação | 12,5% |
| TRXF11 | 7,0% | Tijolo | 12,2% |
| KNHF11 | 3,5% | Carrego | 12,2% |
| MCRE11* | 4,0% | Carrego | 13,8% |
| CPTS11 | 4,5% | Carrego | 13,4% |
| TEPP11 | 2,5% | Tijolo | 17,4% |
| Fundo | Alocação | Estratégia | DY Anualizado |
|---|---|---|---|
| BDIF11 | 10,5% | Inflação | 13,2% |
| BODB11 | 7,0% | Inflação | 15,2% |
| CPTI11 | 6,0% | Inflação | 15,6% |
| CDII11 | 8,5% | Pós-fixado | 15,9% |
| KDIF11 | 2,5% | Inflação | 13,6% |
| Fundo | Alocação | Estratégia | DY Anualizado |
|---|---|---|---|
| KNCA11 | 2,0% | Pós-fixado | 12,1% |
| RURA11 | 2,0% | Pós-fixado | 16,3% |
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