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BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam travar boa rentabilidade agora e levar títulos até o vencimento diante da possibilidade de corte dos juros à frente
Depois de um mês de julho turbulento para os ativos locais, em meio ao anúncio da tarifa de importação de 50% dos EUA, agosto trouxe alívio para a renda fixa. As taxas dos títulos públicos recuaram em todos os prazos, o que também mexeu com as taxas dos títulos corporativos.
O título público Tesouro Prefixado de um ano saiu de uma rentabilidade de 14,68% a.a. há um mês para 14,30% a.a. neste início de setembro. Já o vencimento de cinco anos começou este mês com uma taxa de 13,63% frente aos 13,86% de agosto.
O movimento se repetiu nos papéis atrelados à inflação (Tesouro IPCA+). A taxa real de cinco anos recuou para 7,74% a.a. ante 7,86% a.a. há um mês, enquanto a taxa de dois anos caiu para 8,28%, de 8,71% em agosto.
Para o Itaú BBA, esses ajustes da curva de juros — que reúne as expectativas do mercado para as taxas dos títulos de renda fixa — reforçam a leitura de uma taxa Selic mais alta no curto prazo, mas com cortes à frente.
Em paralelo, a projeção do mercado para a inflação vai no mesmo sentido: mais alta no curto prazo, com queda no longo, sinalizando confiança na convergência à meta de 3% no decorrer do tempo.
As mudanças podem parecer movimentos percentuais pequenos, mas não são. Segundo o Itaú BBA, os ajustes de agosto mostram que o mercado começa a se posicionar para uma virada de ciclo nos juros — não imediata, mas cada vez mais próxima.
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“Para o investidor pessoa física, o recado é duplo: no curto prazo, títulos pós-fixados seguem entregando retornos robustos e seguros enquanto a Selic permanece em 15%, mas é importante analisar mudanças em um horizonte próximo”, diz o relatório.
Os analistas pontuam que o processo de desinflação global segue em curso, ainda que com interrupções causadas por ruídos comerciais e incertezas políticas — uma indireta para a guerra comercial de Donald Trump.
Isso significa que há espaço para corte de juros no horizonte, a questão é quando começará. Nos Estados Unidos, os agentes financeiros esperam um primeiro ajuste agora em setembro. No Brasil, as apostas estão divididas entre dezembro e março do próximo ano.
Até que haja mais clareza sobre o início do ciclo baixista da Selic, o Itaú BBA reforça que o momento é de selecionar títulos para levar até o vencimento (carrego) e evitar a saída antecipada para não correr o risco de ter prejuízo no preço do ativo.
A demanda pelo crédito privado segue forte no mercado de renda fixa, de modo que os prêmios em relação aos títulos públicos — chamados spreads — estão baixos, no menor nível em cinco anos.
Entretanto, analistas ponderam que, mesmo que os spreads estejam comprimidos, os juros reais pagos estão em máximas históricas. Isso significa que, por mais que não haja um prêmio significativo em relação ao título público, o retorno ainda é atrativo.
Diante dos riscos, é um bom sinal quando diferentes casas de análise convergem em suas recomendações. Para setembro, três empresas se destacaram nos relatórios do BTG Pactual, Itaú BBA, XP e BB Investimentos: BRF, PRIO e Eletronorte, subsidiária da Eletrobras.
A BRF aparece entre as sugestões do Itaú BBA e da XP com o CRA 0250020C. Com vencimento em 2035, o Certificado de Recebíveis do Agronegócio da dona da Sadia e Perdigão oferece taxas reais atraentes (IPCA + 7,6% pelo Itaú e IPCA + 7,3% pela XP).
Segundo os analistas, a companhia apresenta resultados sólidos, impulsionados por programas de eficiência. Além disso, a fusão com a Marfrig é vista como um catalisador de desempenho futuro.
Já a PRIO é um nome recorrente há meses. Tanto o Itaú BBA quanto o BTG Pactual indicam debêntures da empresa — as de códigos PEJA22 e PEJA23, respectivamente. A petroleira é reconhecida por sua alta rentabilidade e gestão eficiente, que resulta em baixo custo de produção e forte geração de caixa.
Por fim, a Eletronorte, parte do grupo Eletrobras, também figura entre as dobradinhas. A XP indica a debênture ELTN17, com taxa prefixada de 12,7% ao ano, enquanto o BB-BI recomenda a debênture ELTN27, atrelada ao IPCA (sem indicação de rentabilidade).
A Eletrobras, sendo a maior empresa de energia do Brasil, opera em um setor resiliente e tem se beneficiado de um processo de reestruturação após a privatização, que visa maior eficiência e governança.
Em setembro, Tesouro Selic (LFT) e Tesouro IPCA+ (NTN-B) emergem como os favoritos. Especialistas do Itaú BBA e da XP convergiram em suas visões, mas com diferentes horizontes de investimento.
O Tesouro Selic, atrelado à taxa básica de juros do país, é unanimidade para o curto prazo. O BBA recomenda o Tesouro Selic 2028, destacando que a perspectiva de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano em setembro reforça a rentabilidade desses títulos pós-fixados.
A XP sugere o mesmo título, apontando que esses ativos acompanham as altas e baixas dos juros, sendo ideais para reserva de emergência ou gestão de caixa, oferecendo retornos elevados com baixa volatilidade.
Já para quem mira o longo prazo e busca proteção contra a inflação, os Títulos IPCA+ são a escolha. O Itaú BBA recomenda o Tesouro IPCA+ 2040, salientando que esses papéis são a principal alternativa para capturar o processo de desinflação e desaceleração da economia previsto para os próximos anos.
A XP corrobora essa visão, mas indica títulos de médio prazo: Tesouro IPCA+ 2030 e 2033.
Já o Tesouro Prefixado 2028 é recomendado pelo Itaú BBA para prazos intermediários. A XP excluiu os papéis da sua carteira de setembro, depois de uma posição forte em agosto, e mantém uma visão neutra para a classe.
No universo da renda fixa bancária, a única carteira que trouxe sugestões de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e LCDs (Letras de Crédito do Desenvolvimento) foi a da XP.
A research destaca o CDB do banco C6, prefixado, com vencimento em agosto de 2027 e uma rentabilidade de 13,7% ao ano. Para os analistas, o C6 é um banco “jovem”, mas conta com a presença do JP Morgan como acionista minoritário, o que reforça sua solidez.
Já para quem busca retornos isentos de imposto de renda, a XP aponta a LCD do BNDES, com vencimento em dezembro de 2029. A rentabilidade do título é de 92% do CDI, ou 104,2% do CDI caso tivesse a mesma tributação dos títulos pares (gross-up).
BTG Pactual
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Brava Energia (RRRP13) | 15/10/2033 | IPCA + 7,94% | AA- |
| Debênture Linhas de Taubaté (LTTE15) | 15/10/2038 | IPCA + 7,50% | AAA |
| Debênture Prio (PEJA23) | 15/04/2034 | IPCA + 7,16% | AA+ |
| Debênture Itapoá (ITPO15)* | 15/05/2040 | IPCA + 7,35% | AA- |
| Debênture RGE Sul Distribuidora (AESLA9)* | 15/05/2035 | IPCA + 7,22% | AAA |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS15) | 15/02/2044 | IPCA + 9,31% | AAA |
| Debênture Rialma (RALM11) | 15/12/2048 | IPCA + 8,03% | AAA |
| Debênture Vero (VERO15) | 15/07/2032 | 14,67% a.a. | A+ |
| CRA Minerva (CRA025005V8) | 16/07/2035 | 14,36% a.a. | |
| CRI Pacaembu (25F2573710)* | 27/06/2030 | 102,50% do CDI |
Itaú BBA
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Neoenergia (NEOE16) | 15/06/2029 | IPCA + 7,2% | AAA |
| Debênture Prio (PEJA22) | 15/02/2034 | IPCA + 7,8% | AAA |
| Debênture Sabesp (SBSPF3) | 15/01/2040 | IPCA + 6,6% | AAA |
| Debênture Rumo (GASC15)* | 15/03/2034 | IPCA + 6,8% | AAA |
| Debênture Cemig (CMGDB2)* | 15/03/2040 | IPCA + 6,5% | AA+ |
| CRA BRF (CRA020002H1)* | 15/07/2030 | IPCA + 7,5% | AAA |
| CRA BRF (CRA0250020C)* | 16/04/2035 | IPCA + 7,6% | AAA |
| Tesouro Selic 2028 | 01/03/2028 | Selic + 0,05% | - |
| Tesouro Prefixado2028 | 01/01/2028 | 13,26% | - |
| Tesouro IPCA+2040 | 15/08/2040 | IPCA + 7,27% | - |
XP Investimentos
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2028 | 01/09/2028 | Selic + 0,05% | - |
| Tesouro IPCA+ 2030 | 15/08/2030 | IPCA + 7,4% | - |
| Tesouro IPCA+ 2033 | 15/05/2033 | IPCA + 7,2% | - |
| CDB Banco C6 | 25/08/2027 | 13,7% | A |
| LCD BNDES | 05/12/2029 | 92% do CDI | AAA |
| Debênture Eletronorte (ELTN17)* | 15/07/2032 | 12,7% | AA |
| Debênture Origem Energia (ORIG22)* | 15/12/2035 | 15,40% | A |
| CRA BRF (CRA0250020C)* | 16/04/2035 | IPCA + 7,3% | AAA |
| CRI Guardian Atacadão (24K2582816)* | 15/12/2037 | IPCA + 7,9% | AAA |
BB Investimentos
| Título | Data de vencimento |
|---|---|
| Debênture Eletrobras - Chesf (CHSF13) | 15/06/2031 |
| Debênture Eletrobras - Eletronorte (ELTN27) | 15/07/2032 |
| Debênture Eneva (ENEV29) | 15/09/2037 |
| Debênture Klabin (KLBNA5) | 15/08/2039 |
| Debênture MRS Logística (MRSAB1) | 15/09/2035 |
| Debênture Isa Energia (TRPLB4) | 15/10/2038 |
| CRA Marfrig (CRA024009Q4) | 16/10/2034 |
Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento
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Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor
Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas
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