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Segurança, legalidade e carpetes felpudos: o que está por trás da luxuosa e polêmica aeronave que a família real do Catar ofereceu a Donald Trump
A polêmica mais recente envolvendo Donald Trump é um jumbo – literal e figurativamente.
O presidente dos Estados Unidos se viu envolto em uma série de questões desde que a imprensa americana anunciou neste domingo (11) a possível doação de um avião de luxo da família real do Catar, que seria adaptado como o novo Air Force One, o avião oficial da presidência dos EUA.
Não se trata de um avião qualquer, afinal, e sim de um Boeing 747-8, modelo considerado um “palácio dos ares”.

Estimado em US$ 400 milhões (cerca de 2,26 bilhões de reais), o jato oferecido seria o mais caro doado por um governo estrangeiro aos Estados Unidos.
Surpreendentemente ou não, Trump reagiu de forma amistosa à oferta. O presidente teria se demonstrado inclinado a aceitar o "mimo" catariano. Ainda no domingo ele reforçou na plataforma Truth Social que o Departamento de Defesa dos EUA estava recebendo a aeronave como um "PRESENTE, LIVRE DE CUSTOS".
Trump ainda reprimiu um repórter que lhe perguntou sobre como responderia a quem vê a oferta catariana como um presente pessoal a ele. Para o presidente, o jornalista deveria ter "vergonha" de perguntar algo assim.
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Segundo Trump, o Catar teria feito um “gesto muito simpático” ao oferecer um jato 747 aos EUA. Em pronunciamento feito nesta segunda-feira (12), ele teria culpado inclusive a própria Boeing pela "demora" em construir uma nova aeronave para servir como Air Force One (a gigante deveria ter concluído a entrega mais recente em 2024, mas o prazo foi adiado para 2027).
Também na segunda-feira, Trump esclareceu que não pretende usar o avião após deixar o cargo de presidente, dizendo que iria doar a aeronave "diretamente" a seu acervo presidencial.
De acordo com fontes da ABC News, o anúncio oficial do presente estaria programado para ocorrer durante a viagem do presidente americano ao Oriente Médio, que começou ontem (12). Seu itinerário inclui o Catar.

Presente catariano gera reações
A reação à oferta catariana a Donald Trump incluiu diversos parlamentares, que levantaram ameaças de corrupção e de inconstitucionalidade, caso o presidente aceite.
Uma das vozes que se pronunciaram foi a do senador democrata Bernie Sanders, que usou seu perfil no X para protestar:
“Não sei quem precisa ouvir isso, mas NÃO, Donald Trump não pode aceitar um palácio voador de US$ 400 milhões da família real do Catar”, disse.
“Isso não é apenas ridiculamente corrupto, como também flagrantemente inconstitucional. O Congresso não deve permitir que essa cleptocracia desmedida continue.”
Segundo a CNBC, mesmo alguns aliados de Donald Trump como a agitadora política de extrema direita Laura Loomer vêm manifestando preocupações em relação a um possível sinal verde de Trump para o "presente" da família real catariana.
De fato, existe uma cláusula na legislação americana que determina que “nenhuma Pessoa que ocupe qualquer Cargo de Recursos ou Confiança sob eles deverá, sem o Consentimento do Congresso, aceitar qualquer presente, Emolumento, Cargo ou Título, de qualquer tipo que seja, de qualquer Rei, Príncipe ou Estado estrangeiro”.
De acordo com a ABC News, um parecer teria sido emitido na última semana pela procuradora-geral Pam Bondi ao escritório do conselheiro da Casa Branca, afirmando que seria “legalmente admissível” que o Catar condicionasse a doação à exigência de que ela fosse destinada à biblioteca de Trump antes do fim de seu mandato.
Risco à segurança dos EUA
Mais que um problema político, no entanto, especialistas têm apontado para o fato de que aceitar um avião presidencial de família real estrangeira pode significar um risco para a segurança nacional americana.

Para o ex-secretário da Força Aérea dos EUA, Frank Kendall, é preciso ter certeza de que ninguém plantou grampos no avião, por exemplo.
Ao The Washington Post, um ex-oficial americano com conhecimento das operações do Air Force One disse anonimamente que "este é um posto de comando voador, reforçado contra armas nucleares".
Segundo o especialista ouvido pelo jornal, a Força Aérea do país precisaria "desmontar" o avião catariano e reconstruí-lo para adequá-lo aos padrões de segurança – opinião reforçada por Mac Plihcik, agente aposentado do Serviço Secreto que trabalhou na equipe do presidente Barack Obama: "Seria praticamente necessário desmontar o avião até o esqueleto e montá-lo novamente".
Apesar de poder funcionar tecnicamente em qualquer aeronave, o Air Force One segue uma série de diferenças em seu equipamento eletrônico e em comunicações, além de um carregador de bagagem independente, escadas infláveis anteriores e posteriores e a capacidade de reabastecimento no ar.
As divisões específicas da aeronave presidencial incluem uma sala de estado e uma sala de jantar/conferências, com acomodações distintas para convidados, staff e imprensa.

O modelo oferecido a Donald Trump pela família real catariana é um Boeing 747-8KB entregue à Qatar Amiri Flight em abril de 2012. Por mais de uma década, ele foi usado pela Casa de Thani (a dinastia catariana reinante) com a matrícula A7-HBJ, referência a Hamad bin Jassim bin Jaber Al Thani, ex-primeiro-ministro do Catar.
Em 2023 ele foi entregue à Global Jet da Ilha de Man, território ultramarino britânico, com registro em Aruba.

De acordo com o The Daily Mail, trata-se de um modelo famosamente customizado pela empresa do designer franco-marroquino Alberto Pinto.
Suas dependências incluiriam suítes, lounges e salas de jantar, com carpetes felpudos, sofás de couro e ornamentos dourados de fazer inveja à Trump Tower.

Com informações do The Washingston Post, Business Insider, CNBC, ABC News e The Daily Mail
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