🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

PONTO A PONTO

Powell em Jackson Hole: um resumo dos principais pontos do discurso que abalou os mercados globais

Powell se despediu do evento mais importante da política monetária como presidente do Fed com uma sinalização sobre o corte de juros, um recado para Trump e as lições aprendidas sobre a inflação

Carolina Gama
22 de agosto de 2025
13:17 - atualizado às 21:41
Imagem mostra Jerome Powell como grande estrela do mercado financeiro
Imagem: Shutterstock, com intervenções de Andrei Morais

Jerome Powell subiu ao palco do Simpósio de Jackson Hole pela última vez como presidente do Federal Reserve (Fed) nesta sexta-feira (22) com uma aparência calma e serena, que mascarou o peso que ele e outros membros do banco central norte-americano carregam nos ombros: a expectativa dos mercados e da Casa Branca pelo corte de juros. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No discurso de despedida como chefe do BC dos EUA, Powell chegou o mais perto até agora de declarar o início do afrouxamento monetário — uma sinalização que fez as bolsas aqui e lá fora dispararem, renovando recordes intradiários, enquanto o dólar perdeu força. Você pode conferir aqui o movimento dos mercados

Não à toa, João Piccioni, CIO da Empiricus Asset, classificou o discurso de hoje de Powell em Jackson Hole como o mais importante do ano. “Jackson Hole pode ser o grande gatilho para os mercados daqui até o final do ano”, afirmou ele ao programa Giro do Mercado, do Money Times, portal que, junto com o Seu Dinheiro, faz parte da Empiricus.

De olho no potencial que o discurso de Powell de hoje tem de mexer com as bolsas aqui e lá fora, o Seu Dinheiro separou as principais declarações do presidente do Fed no principal evento da política monetária internacional. 

A principal pista de Powell sobre o corte de juros

No aguardado discurso do Simpósio de Jackson Hole, realizado em Wyoming, Powell citou mudanças radicais nas políticas tributária, comercial e de imigração e disse que o resultado disso é que "o equilíbrio de riscos parece estar se deslocando" entre os dois objetivos do Fed: pleno emprego e estabilidade de preços — o que significa inflação em 2% no longo prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora tenha observado que o mercado de trabalho permanece em boa forma e a economia norte-americana tem demonstrado resiliência, ele disse que os perigos de queda estão aumentando. Ao mesmo tempo, Powell afirmou que as tarifas estão gerando riscos de que a inflação possa acelerar novamente nos EUA — um cenário de estagflação que o Fed precisa evitar.

Leia Também

Com os juros um ponto percentual abaixo de onde estavam quando Powell fez seu discurso no simpósio há um ano, e a taxa de desemprego ainda baixa, as condições nos permitem "proceder com cautela ao considerarmos mudanças em nossa postura política", segundo ele. Desde dezembro, o banco central norte-americano vem mantendo a taxa referencial na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano. 

“A política monetária em território restritivo, a perspectiva básica e a mudança no equilíbrio de riscos podem justificar um ajuste em nossa postura política”, afirmou.

Vale lembrar que a próxima reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) acontece nos dias 16 e 17 de setembro e as apostas do mercado para o corte de juros neste encontro passaram de 90% com o discurso de Powell. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ferramenta FedWatch do CME Group mostrava que a probabilidade de uma redução de juros de 0,25 ponto percentual (pp) no mês que vem chegou a 91,5% logo depois que o discurso foi finalizado. Como consequência, a probabilidade de o Fed manter a taxa inalterada caiu para 8,5%. 

Powell mandou recado para Trump?

Um dos pesos nos ombros que Powell carrega vem da Casa Branca: há meses o presidente norte-americano, Donald Trump, vem pressionando o Fed e seu líder por cortes nos juros, com ataques públicos contundentes e até ameaças de demissão. Então, muita gente queria saber se, no último discurso em Jackson Hole, o chefe do BC cutucaria o republicano. 

Embora não tenha abordado especificamente as demandas da Casa Branca por juros mais baixos, Powell destacou a importância da independência do Fed.

“Os membros do Fomc tomarão essas decisões [sobre o corte de juros] com base exclusivamente na avaliação dos dados e nas implicações para as perspectivas econômicas e o equilíbrio de riscos. Jamais nos desviaremos dessa abordagem”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão de Trump, as tarifas não causarão inflação duradoura, justificando, portanto, cortes nos juros. Indicadores recentes mostram que os preços ao consumidor norte-americano estão subindo gradualmente, mas os custos no atacado estão subindo mais rapidamente.

A posição de Powell no discurso foi a de que uma série de resultados é possível. O “cenário base razoável”, segundo ele, é o de que os impactos tarifários serão “de curta duração — uma mudança pontual no nível de preços” que provavelmente não seria motivo para manter os juros mais altos. No entanto, Powell disse que nada é certo neste momento.

“Continuará a levar tempo para que os aumentos das tarifas se concretizem nas cadeias de suprimentos e redes de distribuição”, disse ele. “Além disso, as tarifas continuam a evoluir, potencialmente prolongando o processo de ajuste.”

A revisão do arcabouço do Fed

O discurso de Powell deste ano também foi marcado pela revisão do arcabouço de políticas do Fed, que acontece a cada cinco anos, e que, desta vez, resultou em mudanças notáveis ​​em relação a 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naquela época, em meio à pandemia de covid-19, o Fed adotou um regime de meta flexível de inflação que permitiu que a inflação nos EUA ultrapassasse o alvo de 2% do Fed, após um longo período abaixo desse nível. Na prática, a mudança permitiu que as autoridades monetárias pudessem ser tolerantes com uma inflação ligeiramente mais alta, se isso significasse garantir uma recuperação mais abrangente do mercado de trabalho.

No entanto, logo após a adoção da estratégia, a inflação começou a acelerar, atingindo o maior nível em 40 anos, desmentindo a tese de Powell e de outros membros do BC norte-americano de que aquele aumento de preços era transitório. 

No discurso de hoje, ao falar da revisão das políticas do Fed, Powell reconheceu os impactos negativos da inflação naquele momento e as lições aprendidas com esse episódio.

“Como se viu, a ideia de uma inflação excessiva, moderada e intencional provou ser irrelevante. Não houve nada intencional ou moderado na inflação que surgiu alguns meses depois de anunciarmos nossas mudanças de 2020 na declaração de consenso, como reconheci publicamente em 2021”, disse Powell. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os últimos cinco anos foram um doloroso lembrete das dificuldades que a inflação alta impõe, especialmente para aqueles com menor capacidade de arcar com os custos mais altos das necessidades básicas.”

Na revisão de agora, o Fed reafirmou o compromisso com a meta de inflação de 2%. Segundo Powell, houve críticas de ambos os lados da questão, com alguns sugerindo que a taxa é muito alta e pode levar a um dólar mais fraco, enquanto outros veem a necessidade de flexibilidade do banco central.

“Acreditamos que nosso compromisso com essa meta é um fator-chave para manter as expectativas de inflação de longo prazo bem ancoradas”, afirmou.

"Nossa declaração revisada enfatiza nosso compromisso de agir de forma contundente para garantir que as expectativas de inflação de longo prazo permaneçam bem ancoradas, em benefício de ambos os lados de nosso duplo mandato", acrescentou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
A BOLA DA VEZ

De olho na Venezuela, a grande aposta de Michael Burry agora é na ação de uma refinaria

6 de janeiro de 2026 - 17:29

O petróleo venezuelano está entre os mais pesados e com maior teor de enxofre do mundo, e apenas um número limitado de refinarias está equipado para processá-lo com eficiência

MUITA CALMA NESSA HORA

Chevron, Exxon e ConocoPhillips estão nas alturas após captura de Maduro, mas analistas recomendam cautela com as ações 

5 de janeiro de 2026 - 19:34

De acordo com especialistas, o momento não é de euforia e sim de pé no chão com a disparada dos papéis dessas companhias — e tudo por causa do petróleo

SINAL AMARELO

“Início de uma bolha”: Ray Dalio alerta que boom da IA em Wall Street pode esconder riscos iminentes

5 de janeiro de 2026 - 18:40

Índices dos EUA viveram três anos de altas impulsionadas pela inteligência artificial, mas sinais de instabilidade e tensões geopolíticas aumentam o risco de uma correção brusca

OURO NEGRO

Única petroleira americana na Venezuela está no país há mais de 100 anos e se prepara para os efeitos da queda de Maduro

5 de janeiro de 2026 - 13:54

Única petroleira americana atua no país há mais de um século e pode sair na frente com a abertura do setor após a queda de Nicolás Maduro

PAIS DEFENDE DIÁLOGO

“Violação clara do direito internacional”: China quer que os EUA libertem Maduro imediatamente

4 de janeiro de 2026 - 14:45

Governo chinês afirma que a ação dos EUA fere normas internacionais e pede que a crise seja resolvida por meio do diálogo

FIGURA IMPORTANTE DO CHAVISMO

Quem preside a Venezuela agora? Conheça Delcy Rodríguez, sucessora interina de Maduro; Trump cogita negociação

4 de janeiro de 2026 - 10:49

Rodríguez assume em meio à crise política e militar, enquanto Washington sinaliza negociação e Caracas reage

“AMBIENTE DESUMANO”

“Inferno na Terra”: prisão em que Maduro ficará já recebeu El Chapo, P.Diddy e ex-parceira de Epstein

4 de janeiro de 2026 - 9:51

Detido pelos Estados Unidos, o presidente venezuelano aguarda a tramitação das acusações em uma prisão federal de Nova York conhecida por abrigar réus de alta notoriedade e por suas duras condições internas

DEPOIS DA OPERAÇÃO QUE DEPÔS MADURO

“Precedente perigoso”: Conselho de Segurança da ONU se reúne na segunda (5) para tratar do ataque à Venezuela

4 de janeiro de 2026 - 8:53

Reunião foi convocada após ação militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro; secretário-geral da ONU alerta para “precedente perigoso”

'MAKE VENEZUELA GREAT AGAIN'

Trump divulga imagem de Maduro e diz que EUA vão governar Venezuela; confira os detalhes do pronunciamento

3 de janeiro de 2026 - 14:41

O presidente norte-americano revelou que a operação usou forças aéreas, terrestres e navais. Maduro e a esposa, Cilia Flores, estão sendo levados para Nova York

PAZ EM RISCO

Venezuela confirma ataque dos EUA e exige prova de vida de Maduro; veja as reações na América Latina

3 de janeiro de 2026 - 10:04

Líderes de diversos países da América Latina condenaram os ataques dos Estados Unidos nesta manhã, com exceção apenas do presidente da Argentina

É HOJE

Onde assistir à São Silvestre: a corrida centenária que para a Avenida Paulista

31 de dezembro de 2025 - 5:39

Edição de 100 anos acontece em 31 de dezembro; confira os horários das largadas e onde ver a transmissão ao vivo

TUDO ISSO? 

Quanto vale vencer a São Silvestre? Prêmio de 2025 é recorde 

29 de dezembro de 2025 - 16:55

A edição centenária da São Silvestre entra para a história ao pagar R$ 296 mil em prêmios

ALTA TENSÃO

Sem cessar-fogo temporário: a conversa de Putin e Trump sobre um acordo de paz com a Ucrânia, segundo o Kremlin

28 de dezembro de 2025 - 16:17

Após o telefonema entre os líderes políticos, o Kremlin informou que ambos os presidentes não apoiam a pressão de europeus; entenda

RETA FINAL DO CONFLITO?

Fim da guerra na Ucrânia? Por que Zelensky e Trump vão ligar para líderes europeus agora

28 de dezembro de 2025 - 14:06

O contato busca destravar negociações de paz enquanto impasse territorial segue no centro das discussões

VALE TUDO

Da soberania na IA até a proibição da camisinha: o que a China está preparando para 2026 

27 de dezembro de 2025 - 16:44

Bússola para a segunda maior economia do mundo, o plano quinquenal 2026-2030 mostra até onde Xi Jinping pode ir na busca pela supremacia chinesa

ORÁCULO DE OMAHA

Comprar a Berkshire Hathaway foi o maior erro de Warren Buffett; entenda o motivo

26 de dezembro de 2025 - 18:45

Mesmo após transformar a empresa em um conglomerado trilionário, o investidor diz que a compra inicial foi um erro estratégico

VAI TER DINHEIRO PARA TODO MUNDO?

O bilionário que tem mais de 100 filhos em 12 países diferentes — e que promete dividir sua herança com todos eles

26 de dezembro de 2025 - 14:18

Fundador do Telegram, Pavel Durov afirma ser pai de mais de 100 crianças em ao menos 12 países e diz que qualquer filho que comprove vínculo genético terá direito à herança

WALL STREET

Bolsas de NY fecham em alta na véspera de Natal; S&P 500 e Dow Jones renovam recordes

24 de dezembro de 2025 - 16:21

Um dos destaques foi a Nike, que avançou quase 5% depois que o CEO da Apple, Tim Cook, comprou 50 mil ações da fabricante de calçados

TRABALHO NOS EUA

Após taxa de US$ 100 mil, EUA mudam regras para obtenção de visto H-1B; entenda como vai funcionar

23 de dezembro de 2025 - 17:20

A medida reforça uma política de resistência progressiva da Casa Branca à imigração, e coloca no centro do controle do governo os trabalhadores especializados

TUDO O QUE RELUZ

Ouro em US$ 6 mil é possível: saiba até aonde o metal precioso pode chegar com os novos recordes e o que fazer agora 

23 de dezembro de 2025 - 15:05

O ouro voltou a renovar máximas nesta terça-feira (23), pelo segundo dia consecutivo, e foi seguido de perto pela prata, que superou os US$ 70 por onça

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar