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Os mais recentes capítulos dessa batalha são a tarifa total de 104% sobre produtos chineses importados pelos EUA e a resposta de Xi Jinping; o Seu Dinheiro conta como as duas maiores economias do mundo chegaram até aqui e o que pode acontecer agora
No melhor estilo olho por olho, dente por dente, a escalada de retaliações tarifárias entre EUA e China coloca as duas maiores economias do mundo no centro da guerra comercial travada por Donald Trump. O penúltimo tiro foi disparado pelos norte-americanos, com a entrada em vigor da taxa de 104% sobre produtos chineses importados.
Na manhã desta quarta-feira (9), a China deu o último tiro — até agora.
A Comissão de Tarifas do Conselho de Estado (máxima instância administrativa chinesa) elevou de 34% para 84% a sobretaxa de importação de produtos norte-americanos.
A escalada coloca as exportações chinesas em uma situação difícil, mas também provoca dor nos exportadores dos EUA — o que pode ser usado como alavanca para negociações futuras.
Enquanto Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, não sentam à mesa para conversar, o Seu Dinheiro preparou uma linha do tempo da guerra comercial entre EUA e China — e também conta o que pode acontecer a partir de agora.
Os disparos de tarifas e restrições de importação entre EUA e China não são novidades: no primeiro mandato de Trump, as duas maiores economias do mundo se envolveram em uma guerra comercial que durou a maior parte dos quatro anos do republicano na Casa Branca — e continuou até certo ponto sob a gestão do sucessor, Joe Biden.
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Em março de 2017, pouco depois de se tornar presidente dos EUA pela primeira vez, Trump, determinado a reduzir os déficits comerciais com outros países, assina uma ordem executiva pedindo uma aplicação mais rigorosa de tarifas em casos antidumping.
No mês seguinte, Trump foi a Pequim. Ele e Xi concordam com um plano de 100 dias para negociações destinadas a reduzir o déficit comercial dos EUA com a China. Essas negociações fracassam em julho.
Em agosto daquele mesmo ano, Trump inicia uma investigação sobre o suposto roubo chinês de propriedade intelectual dos EUA, que o governo norte-americano estimou custar até US$ 600 bilhões por ano ao país.
Mas foi só em janeiro de 2018 que as tarifas dos EUA contra a China, de fato, começaram a ser anunciadas.
Janeiro de 2018
Os EUA anunciam tarifas de 30% sobre painéis solares importados, que vêm principalmente da China.
Abril de 2018
Pequim revida com tarifas sobre importações dos EUA no valor de cerca de US$ 3 bilhões, incluindo impostos de 15% sobre produtos como frutas, nozes, vinho e tubos de aço, e um imposto de 25% sobre carne de porco, alumínio reciclado e seis outros tipos de bens.
Um dia depois, os EUA dobram a aposta aplicando um imposto de 25% sobre produtos chineses das indústrias aeroespacial, de máquinas e médica no valor de cerca de US$ 50 bilhões.
A China retalia com impostos de 25% sobre aeronaves, automóveis, soja e produtos químicos, entre outras importações, no valor de cerca de outros US$ 50 bilhões.
Junho e agosto de 2018
Os dois países impõem pelo menos mais três rodadas de tarifas retaliatórias, afetando mais de US$ 250 bilhões em bens chineses e mais de US$ 110 bilhões em importações dos EUA para a China — incluindo tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses que entram em vigor em setembro de 2018 e aumentariam para 25% em 1º de janeiro de 2019.
Dezembro de 2018 a maio de 2019
EUA e China não conseguem fechar um acordo comercial após concordarem em suspender novas tarifas em dezembro de 2018.
Com o colapso das negociações, Trump segue em frente e aumenta as tarifas de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.
Também é em maio de 2019 que o governo norte-americano proíbe a empresa de tecnologia chinesa Huawei de comprar peças e componentes de empresas dos EUA.
Junho de 2019
Trump e Xi concordam em um telefonema para reiniciar as negociações comerciais, mas enfrentam vários obstáculos nos próximos cinco meses.
A trégua entre EUA e China acontece apenas dois anos depois do anúncio da primeira tarifa.
Em janeiro de 2020, os EUA e a China assinam um acordo comercial de fase um por meio do qual a China se compromete a comprar US$ 200 bilhões adicionais em bens e serviços dos EUA nos próximos dois anos.
No entanto, um grupo de pesquisa descobriu mais tarde que a China não havia comprado essencialmente nenhum dos bens prometidos.
Em outubro de 2022, o governo de Joe Biden — que havia mantido a maioria das tarifas promulgadas por Trump — emite novas restrições abrangentes à venda de semicondutores e equipamentos de fabricação de chips para a China.
Essas restrições são expandidas em outubro de 2023 e dezembro de 2024.
Em fevereiro de 2024, Biden aumenta tarifas sobre veículos elétricos chineses, células solares, aço, alumínio e equipamentos médicos.
Na campanha eleitoral do ano passado, Trump dizia que iria impor tarifas de pelo menos 60% sobre todas as importações chinesas se fosse eleito para um segundo mandato.
O republicano venceu Kamala Karris em novembro de 2024 e em 20 de janeiro de 2025, no dia da posse, assinou uma dezena de ordens executivas, mas deixou de fora as temidas tarifas contra a China. O mercado respira aliviado — mas por pouco tempo.
Fevereiro de 2025
No dia 4 de fevereiro deste ano, novas tarifas de 10% sobre todas as importações chinesas para os EUA entram em vigor.
A China retalia no mesmo dia anunciando uma enxurrada de contramedidas, incluindo impostos sobre carvão norte-americano, gás natural liquefeito e maquinário agrícola.
Março de 2025
Exatamente um mês depois, tarifas adicionais de 10% sobre todos os produtos chineses entraram em vigor, elevando o total da taxação a 20%.
A China volta a responder com tarifas adicionais de até 15% sobre as importações de produtos agrícolas essenciais dos EUA, incluindo frango, carne suína, soja e carne bovina, e controles expandidos sobre negócios com empresas importantes dos EUA.
Essas tarifas entraram em vigor em 10 de março.
Abril de 2025
No dia 2 de abril, no chamado Dia da Libertação, Trump anuncia tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações chinesas, juntamente com tarifas sobre produtos de países ao redor do mundo.
No dia 4 de abril, a China anuncia outras medidas retaliatórias, incluindo tarifas de 34% sobre bens importados dos EUA, mais controles de exportação de minerais de terras raras, e entra com uma ação judicial na Organização Mundial do Comércio (OMC).
A China também suspende importações de sorgo, aves e farinha de ossos de várias empresas dos EUA, adiciona 27 empresas a listas de empresas que enfrentam restrições comerciais e inicia uma investigação antimonopólio na DuPont.
No dia 7 de abril, Trump dá um prazo de 24 horas para que a China retire as tarifas retaliatórias de 34%. O governo chinês diz que não vai recuar.
No dia 8 de abril, a Casa Branca confirma que tarifas adicionais de 50% entrarão em vigor contra produtos importados da China, elevando a taxação total para 104%.
Em 9 de abril, a China respondeu na mesma proporção, elevando de 34% para 84% a sobretaxa imposta a produtos oriundos dos EUA.
Assim como aconteceu no primeiro mandato de Trump, especialistas acreditam que Trump e Xi esticarão as cordas da atual guerra comercial até que uma trégua seja anunciada.
Nos mesmos moldes daquela ocasião, a expectativa é de que tanto EUA como a China declarem vitória na disputa comercial travada agora.
“Aquela ideia que estava sendo veiculada do encontro de Xi com Trump em junho deve acontecer e algum acordo pode sair dessa reunião”, diz João Piccioni, CIO da Empiricus Gestão.
No mês passado, integrantes do governo norte-americano e do governo chinês articulavam uma cúpula entre Trump e Xi para junho. Na ocasião, o chefe da Casa Branca se mostrou aberto ao que seria o primeiro encontro entre os dois líderes desde a posse do republicano, em 20 de janeiro.
“E, ao final desse encontro, tanto Trump como Xi devem declarar vitória”, afirma Piccioni.
A equipe da TD Economics liderada por Beata Caranci acredita que a guerra tarifária de Trump deve durar cerca de seis meses, com a maioria dos países e regiões recebendo algum alívio após negociações com o governo Trump. A exceção é a China.
“A questão da China é bem particular e deve ser negociada em outros moldes, mas o fato é que se os EUA mantiverem as tarifas anunciadas até o momento em vigor por muito tempo, as chances de a economia norte-americana estagnar é enorme. Da mesma forma, corre-se o risco de a inflação passar dos atuais 3% para 4%”, diz a economista.
Para Lynn Song, economista do ING para a China, desde a guerra comercial travada entre EUA e China no primeiro mandato de Trump, Pequim aprendeu a lição e veio reduzindo os riscos no comércio com Washington.
Segundo ele, a proporção das exportações totais da China para os EUA caiu de cerca de 19% em 2017 para 14,6% em 2024.
“Embora os EUA ainda sejam obviamente um mercado muito importante, menos empresas agora dependem existencialmente de fornecedores ou consumidores norte-americanos em comparação à primeira guerra comercial. Os movimentos em direção à autossuficiência tecnológica também dão à China mais confiança para retaliar agora”, afirma.
Piccioni, da Empiricus, discorda da tese de Song.
“Me parece, que no agregado, a situação fica mais insustentável para a China. A indústria chinesa ainda é dependente da força da demanda norte-americana e uma eventual deterioração das metas de crescimento pode empurrar ainda mais para cima o desemprego no país”, afirma.
“Não acredito que os demais países do globo manterão suas portas abertas para os produtos chineses, especialmente se eles desequilibrarem as indústrias locais ainda existentes”, acrescenta.
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