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VATICANO DE PORTAS FECHADAS

O conclave começou: os favoritos, a fumaça branca e o que você precisa saber sobre a escolha do novo papa

Os 133 religiosos já estão reunidos para a votação secreta na Capela Sistina; cardeais brasileiros participam em peso da eleição

Imagem de cardeais dentro da Basílica de São Pedro. Eles vestem roupas vermelhas com detalhes brancos e estão com um papel na mão.
Cardeais na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em Roma (Itália) - Imagem: Divulgação/Vaticano

O juramento foi feito e as portas do Vaticano foram fechadas. A partir de agora, os 133 cardeais ali reunidos só poderão sair do isolamento quando a chaminé da Capela Sistina soltar a fumaça branca, informando ao mundo que habemus papam.

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Este é o terceiro conclave do século, depois do de 2005, que elegeu Bento 16, e do de 2013, que escolheu Francisco.

O Seu Dinheiro reuniu os principais pontos da votação secreta que começou nesta quarta-feira (7) e fez um resumo de tudo o que você precisa saber sobre o conclave.

A escolha do pontífice: a eleição, quanto tempo dura e quem vota

Quando um novo papa precisa ser escolhido, todos os cardeais são convocados ao Vaticano, em Roma, para o conclave — no mundo, existem 252 cardeais, mas nem todos participam da eleição secreta: só aqueles com menos de 80 anos podem votar. Neste caso, são 133 religiosos.

O primeiro dia do conclave acontece nesta quarta-feira. Depois da celebração de uma missa na Basílica de São Pedro, os cardeais entraram às 17h47 (12h47 de Brasília) na Capela Sistina do Vaticano e por lá ficarão até que o novo pontífice seja escolhido. 

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Neste primeiro dia, a votação não é obrigatória, mas acabou sendo realizada, e o resultado foi anunciado por voltas das 21h (16h no horário de Brasília). A tradicional fumaça preta indicou que não houve consenso — quando a fumaça é branca, sabemos que o papa foi escolhido. 

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A partir do segundo dia, são realizadas duas votações todas as manhãs e duas votações todas as tardes até que se chegue a dois terços dos votos para um candidato.

Nas votações, cada cardeal eleitor escreve o nome do candidato preferido nas cédulas de votação sob as palavras Eligio in Summum Pontificem, que em latim significa "Eu elejo como Sumo Pontífice".

Para manter as votações em segredo, os cardeais são instruídos a não usar a caligrafia habitual. Ao final de cada votação, as cédulas são queimadas junto com uma tinta que ajuda a produzir uma fumaça branca ou preta. 

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A previsão é que as fumaças sejam vistas nos seguintes horários: 

  • 10h30 (5h30 em Brasília)
  • 12h (7h em Brasília)
  • 17h30 (12h30 em Brasília) 
  • 19h (14h em Brasília)

Se não houver uma decisão até o final da sexta-feira, o sábado é dedicado à oração e contemplação, sem votos. O processo prossegue normalmente após esse período, com quatro votações por dia.

O conclave pode durar vários dias, ou às vezes semanas. Caso ainda haja indefinição, os cardeais podem decidir manter apenas os dois mais votados como candidatos em uma espécie de segundo turno — ainda assim é necessário haver dois terços dos votos para o vencedor.

Nos últimos dez conclaves, nenhum durou mais que cinco dias. Quatro deles duraram apenas dois dias — inclusive os dois mais recentes, que resultaram na eleição de Bento 16 e Francisco.

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O papa pode ser brasileiro? Os favoritos à sucessão de Francisco 

Como em qualquer eleição, a eleição papal tem seus favoritos — mas nada garante que algum deles seja o novo pontífice. Não à toa existe um ditado entre os católicos que diz que "quem entra papa, sai cardeal" para indicar que quem chega ao conclave como favorito acaba não sendo eleito.

Pela primeira vez, mais de 70 países estarão representados no conclave — em 2013, eram 48. A mudança faz parte do legado de Francisco, que retirou espaço da Europa para abrir espaço para a Ásia nas votações

De qualquer maneira, o papa pode ser de qualquer nacionalidade, inclusive brasileiro. 

Sete deles participam do conclave — mas nenhum está na lista de favoritos: 

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  • Jaime Spengler, presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre
  • João Braz de Aviz, arcebispo emérito de Brasília
  • Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus
  • Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo
  • Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro
  • Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília
  • Sérgio da Rocha, Primaz do Brasil e arcebispo de Salvador

Entre os favoritos para substituir Francisco, estão:

  • Angelo Scola, da Itália
  • Fridolin Ambongo Besungu, do Congo
  • Luis Antonio Gokim Tagle, das Filipinas
  • Marc Ouellet, do Canadá
  • Michael Czerny, do Canadá
  • Peter Erdo, da Hungria
  • Peter Kodwo Appiah Turkso, de Gana
  • Pierbattista Pizzaballa, da Itália
  • Pietro Parolin, da Itália
  • Reinhard Marx, da Alemanha
  • Robert Prevost, dos EUA
  • Robert Sarah, da Guiné

Habemus papam: o anúncio do escolhido

Quando dois terços dos votos são alcançados, o papa está eleito. As cédulas de votação são queimadas com uma tinta que produz uma fumaça branca, que é vista na Praça São Pedro e os sinos do Vaticano badalam, anunciando a escolha.

Só que entre a fumaça aparecer e o nome do novo papa ser anunciado ao mundo, pode haver um intervalo de cerca de uma hora. É neste prazo que o novo papa é levado à chamada Sala das Lágrimas, uma antecâmara na Capela Sistina, onde coloca as vestes papais e acessórios como a batina branca, uma capa e um solidéu branco.

Depois disso, na sacada da Basílica de São Pedro, o cardeal francês Dominique Mamberti anuncia em latim: habemus papam (temos um papa) e o novo papa se apresenta aos fiéis. 

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*Com informações da BBC e da CNN

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