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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ADEUS, B3

Zamp à la carte: Mubadala quer fechar a conta e tirar a dona do Burger King do menu da B3; ações ZAMP3 caem

Com alta de 47% no ano, ZAMP3 deve sair do cardápio da bolsa após OPA pelo fundo árabe. Veja os detalhes da oferta

Camille Lima
Camille Lima
6 de junho de 2025
10:01 - atualizado às 11:37
SÓ USO EDITORIAL burger king fast food zamp zamp3
Franquia da rede de fast food, Burger King. - Imagem: iStock.com/Manuel Milan

Chegou a hora de fechar a conta. O Mubadala, maior acionista da Zamp, decidiu tirar de vez as ações do menu da B3 — e transformar ZAMP3 em um prato exclusivo, servido à la carte, sem espaço para os minoritários à mesa.

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O Mubadala, fundo dos Emirados Árabes Unidos e sócio majoritário da dona do Burger King, Popeyes e Subway no Brasil, serviu na última quinta-feira (5) aos investidores uma OPA (oferta pública de aquisição de ações) para fechar o capital da companhia. 

A ideia do Mubadala é transformar a operação da Zamp em um restaurante de mesa única — e reservada apenas ao fundo árabe.

O plano do fundo árabe é transformar o registro da Zamp (ZAMP3) de categoria “A” para “B” na CVM — passo técnico que será seguido pelo adeus da empresa aos pregões da B3.

As ações da Zamp iniciaram o pregão desta sexta-feira (06) no vermelho. Por volta das 11h20, os papéis ZAMP3 caíam 2,93%, cotados a R$ 3,31.

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Zamp: o Mubadala quer tudo e lança OPA pelas ações ZAMP3

Em 2022, o fundo árabe já havia feito uma proposta para comprar a Zamp, mas acabou desistindo. Agora, quase três anos depois, o Mubadala volta à mesa com apetite ainda maior — e pronto para ir até o fim.

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A ideia do Mubadala é adquirir todas as ações ZAMP3 em circulação no mercado e, assim, assumir o controle integral da operação no Brasil. Hoje, o Mubadala já possui 71,5% do capital da Zamp.

A proposta da OPA oferece R$ 3,50 por ação da dona do Burger King no Brasil — exatamente o teto da faixa indicada previamente pelo fundo. Ainda assim, o prêmio é modesto: apenas 2,6% acima do último fechamento.

Mas, segundo comunicado da Mubadala à Zamp, o laudo de avaliação calculou o preço justo em R$ 2,93 por ação e com isso, o prêmio da oferta sobre esse valor é de 19,5%.

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Considerando o preço proposto, o Mubadala deveria desembolsar até R$ 404 milhões para comprar o restante das ações da Zamp e virar o único dono da gigante brasileira dos fast foods

A efetivação da OPA depende do apoio à oferta por mais de dois terços dos acionistas detentores das ações em circulação da Zamp.

ZAMP3: do prato principal ao fim do expediente

Quando estreou na B3, em dezembro de 2017, a dona do Burger King no Brasil chegou à mesa com apetite. 

A promessa era abocanhar um pedaço do mercado de fast food do rival McDonalds e, ao mesmo tempo, conquistar o paladar dos investidores.

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Mas o sabor da promessa logo se perdeu. Ao longo de quase oito anos, o desempenho das ações foi indigesto — e o brilho da estreia virou história passada.

Em 2025, ZAMP3 até acumula uma valorização de mais de 40%, embalada pelos rumores e, agora, pela oferta oficial do Mubadala. 

Só que o valor de mercado da companhia ronda os R$ 1,4 bilhões — um prato bem mais modesto que o servido no IPO, em um tombo de quase 80% desde a estreia na bolsa.

*Com informações do Money Times.

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