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Com base em dados das prévias operacionais, analistas indicam o que esperam dos setores de transporte e bens de capital
A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2025 bate à porta, e o que interessa aos investidores é saber se as companhias favoritas, como Weg (WEGE3), Embraer (EMBR3), Vamos (VAMO3) e outras, vão entregar bons resultados.
Afinal, “who’s hot, and who’s not?”
O trocadilho em inglês foi usado pelos analistas do BTG Pactual em relatório sobre suas apostas para as empresas de transporte e bens de capital na temporada.
A tradução literal seria algo como “quem está na moda e quem não?” —- mas, trocadilhos não são sobre literalidade, não é mesmo?
A expressão mais precisa para traduzir a brincadeira é: quem bombou e quem moscou na temporada?
Segundo Lucas Marquiori e Fernanda Recchia, de modo geral, as locadoras de veículos bombaram, com destaque para Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3), enquanto as empresas de bens de capital moscaram, principalmente, quem diria, a Embraer.
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“As locadoras de veículos devem registrar um primeiro trimestre positivo”, dizem os analistas do BTG.
Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3) são destaques entre as empresas acompanhadas pela casa, e mostraram em suas prévias que ainda têm fôlego para aumentar os rendimentos, embora tenham apresentado volumes menores nos primeiros meses do ano, diz o relatório.
Além disso, o segmento de carros usados deve ter um bom desempenho no primeiro trimestre, conforme análise feita pelo BTG usando os dados da Fipe.
Na divisão de locação de veículos pesados, os analistas esperam resultados mistos: “A Vamos (VAMO3) deve reportar um trimestre mais positivo, com boas tendências de aluguel, mas resultados financeiros fracos.”
Já a Mills (MILS3), o BTG espera que apresente resultados anuais melhores, porém, os
resultados financeiros devem ficar novamente abaixo do esperado devido a maiores despesas financeiras.
| Empresa (Ticker) | Ebitda (R$-milhões) | Margem Ebitda | Lucro (R$-milhões) |
|---|---|---|---|
| Localiza (RENT3) | 3.354 | 33% | 817 |
| Movida (MOVI3) | 1.260 | 36% | 56 |
| Vamos (VAMO3) | 884 | 70% | 121 |
| Mills (MILS3) | 196 | 49% | 65 |
O primeiro trimestre deve vir com resultados fracos para a maioria das marcas de bens de capital, segundo os analistas do BTG.
O ano começou devagar para a Weg (WEGE3), que tem uma projeção de resultado sólido em termos absolutos, mas margens menores em relação ao trimestre anterior.
A mesma situação se aplica à Embraer (EMBR3), segundo o relatório, devido às entregas sazonalmente mais fracas neste período de janeiro a março.
No caso da Marcopolo (POMO4), os dados fracos devem ter como motivo o mix mais fraco nos primeiros meses, com maior concentração de entrega em modelos intermunicipais e urbanos leves, além de volumes menores.
Mas há uma salvação: Fras-le (FRAS3) deve ser o destaque positivo do setor. Os analistas apontam que a empresa foi impulsionada por um sólido crescimento orgânico e pela sua integração dos resultados da mexicana Dacomsa.
| Empresa (Ticker) | Ebitda (R$-milhões) | Margem Ebitda | Lucro (R$-milhões) |
|---|---|---|---|
| Weg (WEGE3) | 2.114 | 22% | 1.596 |
| Embraer (EMBR3) | 109 | 11% | 29 |
| Marcopolo (POMO3) | 248 | 16% | 224 |
| Fras-le (FRAS3) | 253 | 19% | 75 |
As companhias aéreas devem conseguir decolar nesta primeira temporada de balanços do ano, porém, o voo deve ser rasteiro.
Os analistas do BTG esperam um desempenho bom em relação aos meses de janeiro e março, bastante marcados pelas viagens sazonais. Entretanto, outros indicadores devem pesar sobre esses números.
No caso da Azul (AZUL4), o relatório indica que a empresa se beneficiou da boa demanda, mas que a rentabilidade deve ser mais fraca.
Já com a Gol (GOLL4), a expectativa é de números operacionais fortes, mas ofuscados por discussões sobre a dívida da empresa, que deve apresentar uma alavancagem (relação entre a dívida líquida e o lucro operacional) alta.
| Empresa (Ticker) | Ebitda (R$-milhões) | Margem Ebitda | Prejuízo (R$-milhões) |
|---|---|---|---|
| Azul (AZUL4) | 1.507 | 28% | 11 |
| Gol (GOLL4) | 1.652 | 32% | 343 |
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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