🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

PLANOS OUSADOS?

Santander Brasil (SANB11) quer ROE acima de 20% mesmo com crescimento abaixo dos rivais — e reduz aposta na baixa renda e no agro, diz CEO

Mario Leão revela que o banco planeja uma expansão mais seletiva, com ampliação da carteira de crédito para alta renda e menos crédito novo para o agronegócio

Camille Lima
Camille Lima
29 de outubro de 2025
12:26
O CEO do Santander Brasil (SANB11), Mario Leão.
O CEO do Santander Brasil (SANB11), Mario Leão. - Imagem: Divulgação

Uma rentabilidade de 20% é o sonho de consumo de qualquer grande banco. Mas o Santander Brasil (SANB11) não quer que este seja o destino final e sim mais uma etapa do caminho. O CEO Mario Leão é direto: o banco “não trabalha pelos 20%”. A meta, diz ele, é construir uma operação cada vez mais rentável e resiliente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois da surpresa positiva com o balanço do terceiro trimestre, o executivo afirmou que o Santander está mais perto de atingir 20% de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) no médio prazo. “Já não estamos muito distantes disso, e obviamente esse não é um patamar definitivo”, afirmou Leão, em conversa com jornalistas na sede do banco, em São Paulo.

O resultado, de fato, chamou atenção: lucro líquido e rentabilidade vieram acima das expectativas. Mas boa parte desse impulso veio de um fator extraordinário — uma alíquota efetiva de imposto muito mais baixa, de apenas 4%, bem aquém dos 15% previstos pelo JP Morgan.

Agora, o desafio é provar que o avanço pode se sustentar mesmo com a normalização tributária e em um cenário de crédito mais restritivo daqui para frente — especialmente quando o Santander já deixou claro que deve crescer menos do que os rivais.

Menos massa, mais valor: a estratégia do Santander Brasil (SANB11)

Questionado sobre o desafio, a resposta de Leão passa por um redesenho estratégico:  crescer de forma mais seletiva, com foco em segmentos de maior valor agregado e menor exposição à baixa renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Precisamos de um negócio bastante diversificado em receitas. Continuaremos trabalhando para que a linha de comissões cresça proporcionalmente mais do que a carteira, aumentando a base de ativos, melhorando a qualidade da receita de crédito e trabalhando na melhora contínua da receita com passivos”, afirmou o executivo.

Leia Também

É por isso que o CEO tem apostado em um modelo de negócio mais equilibrado, com receitas diversificadas e menor dependência do crédito “mais nervoso”, como ele chamou. 

O plano do Santander Brasil é, nas palavras do executivo, crescer “onde fizer sentido”, privilegiando qualidade em vez de volume. 

O avanço da alta renda e a busca por receitas recorrentes

O Santander já reduziu a base de clientes do varejo massificado no terceiro trimestre, de 100 para 94 em um ano, em uma diminuição de 6% na carteira de crédito voltada a clientes de baixa renda — e deve seguir nessa direção. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o CEO, a ideia é concentrar esforços nos clientes e produtos que realmente fazem sentido para o negócio.

“Continuamos disciplinados em encontrar o pedaço do segmento de baixa renda que faz sentido para o Santander Brasil, e estamos conseguindo selecionar os clientes com os quais queremos operar”, afirmou. “Diminuímos o apetite de crédito na baixa renda para redirecionar o capital para crescer proporcionalmente mais na alta renda.”

Isso inclui reforçar produtos voltados ao público mais premium como o Select, que tem se tornado pilar estratégico da instituição. Recentemente, o Seu Dinheiro entrevistou o head do Santander Select sobre a estratégia do banco para o público de alta renda. Confira aqui.

Essa linha de atuação, segundo Leão, faz parte de uma estratégia de longo prazo para reforçar as receitas recorrentes e reduzir a volatilidade do resultado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A lógica é simples: um portfólio mais saudável reduz a necessidade de provisões contra calotes (PDD) e, consequentemente, o custo de crédito. “Nosso custo de crédito deve continuar caindo direcionalmente”, afirmou.

Cortes e eficiência: menos agências, mais tecnologia

Além da mudança de foco de portfólio, o Santander vem promovendo uma reestruturação interna para se tornar mais leve e eficiente. No terceiro trimestre, o banco reduziu o número de agências em 585 e cortou 2,2 mil posições em relação ao mesmo período de 2024.

Segundo Leão, o objetivo não é simplesmente cortar gastos, mas eliminar redundâncias e simplificar processos por meio da automação. “A própria agenda de simplificação de produtos e processos tem a ver, no fundo, com precisar de menos pessoas”, disse.

A digitalização deve seguir avançando, o que, na prática, representa um Santander mais leve, mais tecnológico e com foco na eficiência operacional. O objetivo é tornar o Brasil um centro tecnológico que exporta tecnologia para outros países do Grupo Santander.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A travessia do agro e o cenário do Santander para 2026

Segundo o CEO, o ambiente macroeconômico ainda é um obstáculo para todos os bancos, e o Santander não é exceção. 

“Esperamos que o macro comece a melhorar. Mas os portfólios, principalmente na PJ [crédito corporativo], estarão no quinto ano de taxa de juros de dois dígitos, o que é muito pesado. Para que as empresas mais alavancadas consigam se desalavancar, é preciso um CDI caindo continuamente a partir do ano que vem. É o que a gente torce que aconteça.”

Na carteira de crédito corporativo, o agronegócio continua sendo um ponto de atenção. O setor tem pesado nos últimos trimestres, mas o CEO acredita que o ciclo de deterioração está perto do fim.

“Ainda teremos alguns trimestres mais duros — não piores do que os últimos, não vejo uma deterioração adicional. Em algum momento de 2026, isso deve virar”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A maior parte do portfólio agro do Santander já conta com garantias reais, o que ajuda a reduzir o risco, segundo Leão. 

Mesmo assim, o banco deve manter postura conservadora e evitar novos aumentos de concessão na carteira rural. Depois de expandir bastante o crédito ao agronegócio entre 2021 e 2023, agora o banco quer trabalhar o portfólio já existente para atravessar a crise, de acordo com o CEO.

Até lá, o banco deve manter uma postura conservadora, priorizando a solidez em detrimento do crescimento acelerado. 

Não à toa, Leão admite que o Santander pode crescer menos que outros players do mercado, mas garante que isso não é um problema. “Tudo bem, desde que cresçamos nos segmentos que queremos e com rentabilidade sustentável.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ninguém é imune a macro — a gente tampouco. Mas acreditamos que, com a gestão bem disciplinada de cada uma das linhas, conseguiremos caminhar para elevar o ROE para chegar aos 20% em algum momento, e, no futuro, trabalhar para continuar crescendo a rentabilidade”, disse o CEO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA MIRA DOS GIGANTES

CBA (CBAV3) muda de controle, terá OPA e pode deixar a bolsa após venda bilionária para gigantes do alumínio

30 de janeiro de 2026 - 9:39

Chalco e Rio Tinto fecham acordo de R$ 4,7 bilhões com o grupo Votorantim e avaliam fechar o capital da companhia de alumínio

JANELA ESCANDARADA PARA O BRASIL

O próximo brasileiro em Wall Street: Agibank protocola IPO e pode captar perto de US$ 1 bilhão em Nova York; confira os detalhes da operação

29 de janeiro de 2026 - 19:39

O anúncio do Agibank acontece no mesmo dia que o PicPay estreou na Nasdaq com uma demanda 12 vezes maior que a oferta, captando R$ 6 bilhões

DEPOIS DO RALI

Nubank ganha espaço, Banco do Brasil perde fôlego: onde o Itaú BBA está apostando agora

29 de janeiro de 2026 - 19:32

Para os analistas, o valuation subiu, mas nem todos os bancos entregam rentabilidade para sustentar a alta

AMBIÇÃO GLOBAL

Além da América Latina: Nubank (ROXO34) cruza a fronteira e avança para lançar banco nacional nos EUA

29 de janeiro de 2026 - 17:01

Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman

TANQUE CHEIO

Petrobras (PETR4) a todo vapor: ações sobem pela 10ª vez consecutiva e estatal supera R$ 500 bilhões em valor de mercado

29 de janeiro de 2026 - 16:13

A companhia mantém sequência histórica de ganhos e volta ao patamar de abril de 2025; ações figuram entre os destaques do Ibovespa nesta quinta-feira

LUZ NO FIM DO TÚNEL

Azul (AZUL53) assegura US$ 1,2 bilhão com apoio de credores e traça rota para sair do Chapter 11

29 de janeiro de 2026 - 14:47

A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro

PLANOS DA META

WhatsApp e Instagram pagos? Meta quer começar a cobrar por certas funções

29 de janeiro de 2026 - 14:33

A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA

AO LIMITE E ALÉM

Empreendedor deixa para trás um histórico de 65 cartões estourados e gera bilhões para sua família

29 de janeiro de 2026 - 13:00

Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos

SETOR FINANCEIRO

CEO da Revolut detalha a estratégia para enfrentar Nubank e bancos na disputa por clientes no Brasil

29 de janeiro de 2026 - 12:15

Em evento, o CEO Glauber Mota afirmou que o país exige outro jogo e força adaptação do modelo global

SANEAMENTO UNIVERSAL

Hora de comprar Copasa (CSMG3)? Empresa avança na privatização com proposta do governo de Minas Gerais; confira os detalhes

29 de janeiro de 2026 - 11:45

A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas, prevê que o governo possa vender até a totalidade de sua participação na empresa

TROCA ENTRE IRMÃOS

Mudança em família: Alpargatas (ALPA4), dona da Havaianas, elege João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração

29 de janeiro de 2026 - 10:47

No ultimo ano, as ações preferenciais (ALPA4) subiram quase 120% na bolsa, enquanto as ordinárias (ALPA3) se valorizaram mais de 80%

DEMANDA NAS ALTURAS

A seca acabou: PicPay estreia na Nasdaq com oferta de US$ 500 milhões e reabre a janela de IPOs de empresas brasileiras

29 de janeiro de 2026 - 9:05

Fintech estreia na Nasdaq no topo da faixa de preço, após demanda forte de investidores globais, e valor de mercado deve alcançar cerca de US$ 2,6 bilhões

OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

Caso Banco Master: Toffoli devolve inquérito envolvendo Tanure à 1ª instância; entenda os detalhes da decisão

28 de janeiro de 2026 - 20:13

Decisão marca o primeiro processo da Operação Compliance Zero a retornar à base judicial; STF mantém apenas relatoria por prevenção

MUDANÇA DE ROTA

Amazon fecha lojas Fresh e Go nos EUA e abre caminho para expansão da rede Whole Foods

28 de janeiro de 2026 - 18:31

Com o encerramento de 70 lojas nos EUA, a gigante aposta em formatos híbridos e planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods Market, incluindo o fortalecimento da versão compacta Daily Shop

CONFIANÇA REFORÇADA

Vale (VALE3) reafirma força operacional no 4T25 e ações chegam a subir mais de 2%

28 de janeiro de 2026 - 17:19

Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório

TRIPULAÇÃO, CHEQUE DE PORTAS

Azul (AZUL53) mais perto do fim da recuperação judicial: aérea anuncia oferta de títulos de dívida

28 de janeiro de 2026 - 16:15

Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.

CHEGANDO COM TUDO

PicPay vira febre em Wall Street com demanda de US$ 3 bilhões dois dias antes de IPO na Nasdaq, diz jornal

28 de janeiro de 2026 - 14:02

Demanda supera oferta em seis vezes e pode levar fintech a valer US$ 2,6 bilhões na bolsa norte-americana

FORA DE HORA

E-mail acidental leva a corte de 16 mil postos de trabalho na Amazon

28 de janeiro de 2026 - 13:38

Mensagem enviada por engano antecipou a segunda rodada de demissões na gigante de tecnologia em menos de seis meses

SOB A LUPA DA XERIFE

BRB tem R$ 1,75 bilhão em ativos do will bank? Banco estatal presta contas à xerife do mercado

28 de janeiro de 2026 - 11:45

Segundo informações do Estadão, o BRB teria recebido os ativos para compensar os R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podre vendidas pelo Master

NAS NUVENS

Embraer (EMBJ3) voa alto, e carteira de pedidos bate novo recorde de US$ 31,6 bilhões; ação ainda pode disparar mais?

28 de janeiro de 2026 - 10:51

A carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, cresceu 42% em um ano, mas reestruturação da Azul ainda atrapalha

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar