O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mario Leão revela que o banco planeja uma expansão mais seletiva, com ampliação da carteira de crédito para alta renda e menos crédito novo para o agronegócio
Uma rentabilidade de 20% é o sonho de consumo de qualquer grande banco. Mas o Santander Brasil (SANB11) não quer que este seja o destino final e sim mais uma etapa do caminho. O CEO Mario Leão é direto: o banco “não trabalha pelos 20%”. A meta, diz ele, é construir uma operação cada vez mais rentável e resiliente.
Depois da surpresa positiva com o balanço do terceiro trimestre, o executivo afirmou que o Santander está mais perto de atingir 20% de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) no médio prazo. “Já não estamos muito distantes disso, e obviamente esse não é um patamar definitivo”, afirmou Leão, em conversa com jornalistas na sede do banco, em São Paulo.
O resultado, de fato, chamou atenção: lucro líquido e rentabilidade vieram acima das expectativas. Mas boa parte desse impulso veio de um fator extraordinário — uma alíquota efetiva de imposto muito mais baixa, de apenas 4%, bem aquém dos 15% previstos pelo JP Morgan.
Agora, o desafio é provar que o avanço pode se sustentar mesmo com a normalização tributária e em um cenário de crédito mais restritivo daqui para frente — especialmente quando o Santander já deixou claro que deve crescer menos do que os rivais.
Questionado sobre o desafio, a resposta de Leão passa por um redesenho estratégico: crescer de forma mais seletiva, com foco em segmentos de maior valor agregado e menor exposição à baixa renda.
“Precisamos de um negócio bastante diversificado em receitas. Continuaremos trabalhando para que a linha de comissões cresça proporcionalmente mais do que a carteira, aumentando a base de ativos, melhorando a qualidade da receita de crédito e trabalhando na melhora contínua da receita com passivos”, afirmou o executivo.
Leia Também
É por isso que o CEO tem apostado em um modelo de negócio mais equilibrado, com receitas diversificadas e menor dependência do crédito “mais nervoso”, como ele chamou.
O plano do Santander Brasil é, nas palavras do executivo, crescer “onde fizer sentido”, privilegiando qualidade em vez de volume.
O Santander já reduziu a base de clientes do varejo massificado no terceiro trimestre, de 100 para 94 em um ano, em uma diminuição de 6% na carteira de crédito voltada a clientes de baixa renda — e deve seguir nessa direção.
Segundo o CEO, a ideia é concentrar esforços nos clientes e produtos que realmente fazem sentido para o negócio.
“Continuamos disciplinados em encontrar o pedaço do segmento de baixa renda que faz sentido para o Santander Brasil, e estamos conseguindo selecionar os clientes com os quais queremos operar”, afirmou. “Diminuímos o apetite de crédito na baixa renda para redirecionar o capital para crescer proporcionalmente mais na alta renda.”
Isso inclui reforçar produtos voltados ao público mais premium como o Select, que tem se tornado pilar estratégico da instituição. Recentemente, o Seu Dinheiro entrevistou o head do Santander Select sobre a estratégia do banco para o público de alta renda. Confira aqui.
Essa linha de atuação, segundo Leão, faz parte de uma estratégia de longo prazo para reforçar as receitas recorrentes e reduzir a volatilidade do resultado.
A lógica é simples: um portfólio mais saudável reduz a necessidade de provisões contra calotes (PDD) e, consequentemente, o custo de crédito. “Nosso custo de crédito deve continuar caindo direcionalmente”, afirmou.
Além da mudança de foco de portfólio, o Santander vem promovendo uma reestruturação interna para se tornar mais leve e eficiente. No terceiro trimestre, o banco reduziu o número de agências em 585 e cortou 2,2 mil posições em relação ao mesmo período de 2024.
Segundo Leão, o objetivo não é simplesmente cortar gastos, mas eliminar redundâncias e simplificar processos por meio da automação. “A própria agenda de simplificação de produtos e processos tem a ver, no fundo, com precisar de menos pessoas”, disse.
A digitalização deve seguir avançando, o que, na prática, representa um Santander mais leve, mais tecnológico e com foco na eficiência operacional. O objetivo é tornar o Brasil um centro tecnológico que exporta tecnologia para outros países do Grupo Santander.
Segundo o CEO, o ambiente macroeconômico ainda é um obstáculo para todos os bancos, e o Santander não é exceção.
“Esperamos que o macro comece a melhorar. Mas os portfólios, principalmente na PJ [crédito corporativo], estarão no quinto ano de taxa de juros de dois dígitos, o que é muito pesado. Para que as empresas mais alavancadas consigam se desalavancar, é preciso um CDI caindo continuamente a partir do ano que vem. É o que a gente torce que aconteça.”
Na carteira de crédito corporativo, o agronegócio continua sendo um ponto de atenção. O setor tem pesado nos últimos trimestres, mas o CEO acredita que o ciclo de deterioração está perto do fim.
“Ainda teremos alguns trimestres mais duros — não piores do que os últimos, não vejo uma deterioração adicional. Em algum momento de 2026, isso deve virar”, disse.
A maior parte do portfólio agro do Santander já conta com garantias reais, o que ajuda a reduzir o risco, segundo Leão.
Mesmo assim, o banco deve manter postura conservadora e evitar novos aumentos de concessão na carteira rural. Depois de expandir bastante o crédito ao agronegócio entre 2021 e 2023, agora o banco quer trabalhar o portfólio já existente para atravessar a crise, de acordo com o CEO.
Até lá, o banco deve manter uma postura conservadora, priorizando a solidez em detrimento do crescimento acelerado.
Não à toa, Leão admite que o Santander pode crescer menos que outros players do mercado, mas garante que isso não é um problema. “Tudo bem, desde que cresçamos nos segmentos que queremos e com rentabilidade sustentável.”
“Ninguém é imune a macro — a gente tampouco. Mas acreditamos que, com a gestão bem disciplinada de cada uma das linhas, conseguiremos caminhar para elevar o ROE para chegar aos 20% em algum momento, e, no futuro, trabalhar para continuar crescendo a rentabilidade”, disse o CEO.
Chalco e Rio Tinto fecham acordo de R$ 4,7 bilhões com o grupo Votorantim e avaliam fechar o capital da companhia de alumínio
O anúncio do Agibank acontece no mesmo dia que o PicPay estreou na Nasdaq com uma demanda 12 vezes maior que a oferta, captando R$ 6 bilhões
Para os analistas, o valuation subiu, mas nem todos os bancos entregam rentabilidade para sustentar a alta
Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman
A companhia mantém sequência histórica de ganhos e volta ao patamar de abril de 2025; ações figuram entre os destaques do Ibovespa nesta quinta-feira
A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro
A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA
Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos
Em evento, o CEO Glauber Mota afirmou que o país exige outro jogo e força adaptação do modelo global
A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas, prevê que o governo possa vender até a totalidade de sua participação na empresa
No ultimo ano, as ações preferenciais (ALPA4) subiram quase 120% na bolsa, enquanto as ordinárias (ALPA3) se valorizaram mais de 80%
Fintech estreia na Nasdaq no topo da faixa de preço, após demanda forte de investidores globais, e valor de mercado deve alcançar cerca de US$ 2,6 bilhões
Decisão marca o primeiro processo da Operação Compliance Zero a retornar à base judicial; STF mantém apenas relatoria por prevenção
Com o encerramento de 70 lojas nos EUA, a gigante aposta em formatos híbridos e planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods Market, incluindo o fortalecimento da versão compacta Daily Shop
Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório
Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.
Demanda supera oferta em seis vezes e pode levar fintech a valer US$ 2,6 bilhões na bolsa norte-americana
Mensagem enviada por engano antecipou a segunda rodada de demissões na gigante de tecnologia em menos de seis meses
Segundo informações do Estadão, o BRB teria recebido os ativos para compensar os R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podre vendidas pelo Master
A carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, cresceu 42% em um ano, mas reestruturação da Azul ainda atrapalha