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O Bank of America se encontrou com executivos da mineradora e os analistas veem motivos para confiar no crescimento da empresa no médio e longo prazo
O Bank of America (BofA) mantém uma visão otimista para a Vale (VALE3). Mesmo com um cenário macroeconômico global descrito como “nublado”, os analistas do banco norte-americano veem uma resposta flexível da mineradora.
O BofA afirma em relatório de quinta-feira (17) que depois de um encontro com executivos da Vale, o time de analistas aprofundou a tese para a companhia.
“A Vale vem ajustando o mix de produtos para impulsionar a precificação do portfólio. Vemos espaço para [a empresa] continuar melhorando o desempenho do níquel e focamos no crescimento da extração de cobre”, escrevem.
Além disso, a mineradora prevê que a racionalização da capacidade no setor siderúrgico chinês levará a um aumento na produção de aço. Com isso, as margens devem melhorar, sustentadas pelo preço do minério de ferro a prêmios mais altos.
A recomendação do BofA é de compra para as ações da Vale. O preço-alvo adotado é de R$ 60, o que representa um potencial de valorização de 10,3% em relação ao preço atual na faixa dos R$ 54.
O primeiro argumento dos analistas do banco é a racionalização da capacidade do setor de aço na China. Isso significa que as siderúrgicas chinesas estão se tornando mais eficientes, com menos cortes de produção do que o esperado anteriormente.
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Essa racionalização pode levar a margens de lucro mais altas para as siderúrgicas e, consequentemente, sustentar os preços do minério de ferro.
“Apesar do declínio nos mercados imobiliários na China, o minério de ferro continua firme em torno de US$ 100 a tonelada, devido à mudança no consumo de aço para o setor industrial e de infraestrutura”, diz o relatório.
A expectativa da mineradora é de que os mercados imobiliários se recuperem assim que o excesso de estoque for absorvido e os projetos forem iniciados, segundo o BofA. No entanto, isso pode levar mais de 12 a 18 meses, dada a recente queda nos números de vendas.
Enquanto nada disso se materializa, a Vale está trabalhando ativamente para melhorar a precificação geral do portfólio de minério de ferro.
O banco afirma que isso inclui uma estratégia para ajustar a combinação de produtos de minério de ferro, visando reduzir descontos e melhorar a qualidade. O foco de longo prazo está no desenvolvimento de seu produto de briquetes e no aumento da proporção de aglomerados de maior qualidade em seu portfólio.
Além do carro-chefe, o segmento de metais básicos também está sendo trabalhado para ter melhorias operacionais e ganhos de eficiência, especialmente no níquel.
Segundo o BofA, a Vale também busca impulsionar o crescimento do cobre.
“A Vale pretende estar ‘pronta para um IPO’ [da divisão de metais básicos], o que significa que a empresa estará aberta a múltiplas oportunidades para liberar valor. Pode ser um IPO, uma venda privada ou uma fusão ou aquisição”, diz o relatório.
Sobre os dividendos, as notícias não são tão boas para os acionistas acostumados a montantes grandiosos.
A Vale indicou que pretende manter a dívida líquida expandida próxima de US$ 15 bilhões.
Como a dívida está próxima de US$ 18,2 bilhões no momento, e o cenário macroeconômico é mais incerto, pagamentos extraordinários de dividendos ou recompras de ações parecem menos prováveis, avaliam os analistas.
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