O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Medida do governo pode impactar negativamente as locadoras de veículos, especialmente no valor dos seminovos
As ações de Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3) estiveram entre as maiores quedas da B3 nesta quinta-feira (26) diante da expectativa do mercado sobre o lançamento de dois novos programas federais voltados para o setor automotivo.
RENT3 encerrou o pregão com uma queda de 7,23%, a R$ 40,03, liderando as perdas do Ibovespa, enquanto a MOVI3 recuou 13,89%, a R$ 7,50, registrando a terceira maior queda de toda a bolsa.
O motivo da queda está ligado à expectativa sobre a antecipação de medidas do governo para reduzir o preço dos carros novos e incentivar a produção de veículos com menor emissão de poluentes, por meio dos programas “IPI Verde” e “Carro Sustentável”, que devem ser anunciados oficialmente na próxima semana, conforme informações do Valor Econômico.
Para UBS BB, Itaú BBA e BTG Pactual, a novidade pode ter um impacto negativo nas empresas de aluguel de veículos, como Localiza e Movida.
De acordo com o jornal, o IPI Verde será um novo sistema de tributação para o setor automotivo, que beneficiará os carros mais eficientes e menos poluentes com alíquotas menores.
Por outro lado, os veículos com alta emissão de gases ou baixo rendimento serão penalizados com uma carga tributária maior.
Leia Também
Além disso, o programa Carro Sustentável prevê redução do IPI para automóveis mais baratos, desde que atendam a determinados requisitos e sejam produzidos no Brasil.
Apesar de a nova política prever redução do IPI para carros populares fabricados no Brasil, incluindo as locadoras entre os beneficiários — o que poderia significar custo menor na renovação de frota — o temor do mercado está no efeito colateral conhecido: a desvalorização acelerada dos seminovos.
“Historicamente, essas iniciativas provocam quedas bruscas nos preços de veículos usados, levando a revisões nos níveis de depreciação contábil das frotas das locadoras”, apontou o BTG Pactual em relatório.
Segundo o banco, medidas semelhantes em 2023 levaram a perdas de até R$ 650 milhões para a Localiza, com impacto direto no lucro líquido. A estimativa considera a queda de 0,8% ao mês no valor de revenda dos seminovos, bem acima da média histórica de 0,3% a 0,5%.
Analistas do UBS BB também enxergam o risco de uma nova rodada de revisão de valor dos ativos.
“O mercado ficará atento à possibilidade de uma mudança na dinâmica dos seminovos, o que pode forçar novas baixas contábeis”, afirma o banco suíço.
Embora o impacto no fluxo de caixa seja neutro no curto prazo, os ajustes no lucro contábil podem pressionar a percepção de valor das ações, complementa o banco suíço.
O Itaú BBA ressalta que, embora os detalhes sobre a redução do IPI (atualmente em 7%) ainda não tenham sido confirmados, o anúncio levanta preocupações no setor de aluguel de veículos.
“A perspectiva de queda nos preços de carros novos pode gerar pressão adicional sobre os preços de revenda de seminovos, principal canal de desmobilização das frotas das locadoras”, destaca o BBA.
Isso pode implicar maior depreciação contábil de curto prazo, revisões negativas nas estimativas de lucro para 2025 e 2026 e pressão nas margens operacionais, caso os valores de revenda fiquem defasados em relação ao valor contábil dos veículos.
Uma diferença importante destacada pelo BTG é que o novo pacote — apelidado de Carro Sustentável — tem horizonte até 2026 e, diferentemente dos programas anteriores, inclui explicitamente as locadoras entre os beneficiários do desconto fiscal.
Apesar disso, os analistas alertam que a incerteza sobre o escopo, a intensidade do corte de IPI e a reação do mercado de usados ainda são grandes.
“Os investidores tendem a precificar o pior cenário possível no curto prazo, e há espaço para exageros nas projeções de perdas”, explica o banco.
O BTG ainda pontua que não há sinais de que a medida exija ajustes imediatos nos modelos financeiros das locadoras. No entanto, o simples fato de o tema voltar à pauta já é motivo de atenção.
“Investidores voltaram a expressar preocupação com o tema, e não está descartado que as ações de RENT3 e MOVI3 comecem a refletir essa incerteza”, alerta o banco
O histórico mostra que políticas de intervenção no setor automotivo geram efeitos de curto prazo na precificação da frota e podem comprometer as margens de lucro das locadoras, caso o valor dos ativos caia mais rapidamente do que o previsto.
Apesar do avanço na formulação do pacote, a proposta ainda pode enfrentar resistência política e técnica — embora cortes de impostos, na prática, raramente sejam barrados, de acordo com o Itaú BBA.
Além disso, o banco ressalta que dados da FIPE indicam que, em 2024, os preços de carros novos subiram 4% no acumulado do ano, enquanto os preços de seminovos não acompanharam esse movimento, o que pode amortecer o impacto direto sobre o mercado secundário.
Diferente do programa de 2023, o novo pacote também deve permitir que empresas comprem veículos com desconto, o que pode significar:
No entanto, o Itaú BBA concorda com a análise do BTG de que a leitura geral do mercado é de que o impacto negativo no curto prazo tende a se sobrepor aos benefícios de médio/longo prazo.
*Com informações do Money Times
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa
Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor