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O lucro líquido da empresa chegou a R$ 264 milhões no segundo trimestre; confira os outros destaques do balanço

Por mais que o Assaí (ASAI3) tenha apresentado um salto de dois dígitos no lucro do segundo trimestre, o mercado digeriu mal o balanço da rede de atacarejo — e as ações operam no vermelho na bolsa brasileira no pregão desta sexta-feira (8).
Os papéis ASAI3 chegaram a cair mais de 5% nas primeiras horas da sessão, mas arrefeceram o tombo pela manhã. Por volta das 11h15, a queda era de 2,39%, a R$ 9,82.
Apesar da performance fraca na bolsa brasileira hoje, a rede de atacarejo acumula valorização de 75% desde o início do ano.
Entre abril e junho, o lucro líquido da empresa chegou a R$ 264 milhões, uma expansão de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em termos ajustados — que excluem, entre outros, o reconhecimento de créditos fiscais de R$ 86 milhões no Imposto de Renda —, o lucro líquido somou R$ 178 milhões, uma alta mais modesta de 7,6% na base anual.
O Ebitda ajustado, que mede a capacidade de geração de caixa operacional, cresceu apenas 1,8% no trimestre, alcançando R$ 1,08 bilhão.
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Por sua vez, a margem Ebitda ajustada foi de 5,7% entre abril e junho de 2025, leve aumento de 0,28 ponto percentual (p.p) na mesma base de comparação.
Já a receita líquida da rede de atacarejo chegou a R$ 19 bilhões no período, um crescimento de 6,3% na relação ano a ano.
A margem bruta do Assaí chegou a 16,7% no segundo trimestre, alta de 0,23 p.p na comparação com o mesmo período de 2024.
Por outro lado, o resultado financeiro do Assaí foi negativo em R$ 565 milhões, piora de 20,7% frente ao segundo trimestre de 2024, pressionado pelo patamar elevado dos juros.
No trimestre, a empresa avançou na desalavancagem. O indicador de dívida líquida sobre o Ebitda ajustado fechou em 3,17 vezes, contra 3,65 vezes no 2T24.
“O resultado do 2T25 mostra que a companhia segue focada em crescer com disciplina e reduzir a alavancagem”, afirmou o CEO, Belmiro Gomes, em nota no resultado.
Além do balanço trimestral, o Assaí também manteve o guidance (projeção) de expansão.
A rede de atacarejo projeta abrir 10 novas lojas em 2025, com investimentos entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão, além de outras 10 unidades planejadas para o ano seguinte.
Os analistas do Itaú BBA destacam que o Assaí teve um trimestre abaixo do esperado, com uma queima de caixa de cerca de R$ 100 milhões e uma performance fraca nas vendas e no Ebitda.
No entanto, os analistas acreditam que o segundo trimestre pode ter sido apenas um "pequeno obstáculo", e que a geração de caixa nos próximos trimestres será crucial para garantir bons retornos aos acionistas pelos próximos cinco anos.
“A boa notícia foi o tom confiante para sustentar as margens brutas. É difícil definir quanto mais a margem bruta pode ir, mas a tendência parece claramente ser de alta”, disse o Itaú BBA.
A expectativa dos analistas é que a força da margem bruta persista nos próximos trimestres, sustentada por avanços na otimização de preços, lançamentos de produtos de marca própria no segundo semestre e pela maturação das lojas Extra convertidas.
O banco manteve recomendação outperform, equivalente à compra, para as ações ASAI3, com preço-alvo de R$ 12,00 para o fim de 2025, o que representa uma valorização potencial de 19% em relação ao trimestre anterior.
O BTG Pactual também compartilha a visão positiva em relação às margens, mas alerta para a necessidade de atenção nos próximos balanços, especialmente em relação à desalavancagem e ao fluxo de caixa livre (FCF).
Para o banco, embora o segmento de varejo alimentício sempre tenha sido um negócio desafiador no Brasil devido ao cenário mais competitivo, o Assaí conseguiu melhorar gradualmente as margens nos últimos anos.
Segundo os analistas, as alavancas de crescimento do Assaí, como a maturação das lojas convertidas e melhorias no capital de giro, podem impulsionar o fluxo de caixa tanto em 2025 quanto em 2026.
É justamente essa visão construtiva que sustenta a recomendação de compra do BTG para as ações do Assaí.
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