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Mesmo com o acerto, a reestruturação financeira da companhia aérea por meio do procedimento de Chapter 11 permanece necessária
Um ritual muito comum da virada do ano é fazer uma limpa, doando o que pode ser reaproveitado por outras pessoas e jogando fora o que não serve mais. Essa geral na casa também vale para as empresas e foi o que a Gol (GOLL4) fez neste início de ano.
A companhia aérea anunciou nesta quinta-feira (2) que fechou um termo de transação individual de aproximadamente R$ 5,5 bilhões com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
A ideia é equacionar os débitos fiscais da Gol e das subsidiárias, abrangendo tributos de natureza previdenciária, não previdenciária e outras obrigações tributárias.
Logo depois que o termo foi anunciado, as ações da Gol chegaram a subir mais de 6% na B3. Confira aqui o desempenho do mercado brasileiro no primeiro pregão do ano.
O acordo da Gol prevê o parcelamento de débitos previdenciários e não previdenciários, assim como a aplicação de descontos sobre multas, juros e encargos na forma da legislação.
Além disso, prevê a possibilidade de abatimento de parte do saldo devedor com prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).
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A companhia aérea informou ainda que a celebração do acordo não impactará o endividamento líquido financeiro.
Somado a isso, a reestruturação financeira da empresa por meio do procedimento de Chapter 11 permanece necessária. O Seu Dinheiro contou detalhes desse processo e você pode conferir aqui.
"O plano prevê a conversão em capital de uma parcela significativa do endividamento financeiro da Gol", diz a empresa.
A Gol destacou também que reportou nas informações financeiras intermediárias referentes ao período de nove meses finalizado no dia 30 de setembro de 2024, um endividamento líquido financeiro total de R$ 27,6 bilhões e prejuízo líquido de R$ 830 milhões no trimestre.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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