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O apetite dos investidores pela “fazedora de pás na corrida do ouro” da Inteligência Artificial (IA) é o que vem sustentando o bom desempenho da empresa em 2025
A Nvidia (NVDA) se tornou a primeira empresa pública do mundo a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado nesta quarta-feira (29). Por volta das 15h, as ações da empresa queridinha do setor de tecnologia saltavam 3,15%, para US$ 207,35. A BDR da empresa (NVDC34), ou recibo de ação, também está em alta por aqui, de 2,68% por volta do mesmo horário.
O apetite dos investidores pela “fazedora de pás na corrida do ouro” da Inteligência Artificial (IA) é o que vem sustentando o bom desempenho da empresa em 2025. No ano, os papéis NVDA acumulam valorização de mais de 56%.
A marca dos US$ 5 trilhões é histórica. Para dar uma ideia da dimensão desse número, se esse valor de mercado fosse dividido por toda a população global de 8,2 bilhões de habitantes, cada um receberia US$ 609,75, ou R$ 3.258,57 na cotação atual. Já 5 trilhões de segundos 158.548,95 anos, pouco menos do que o tempo desde o surgimento dos primeiros seres humanos da espécie Homo sapiens no planeta, há 200 mil anos.
As notícias dos últimos dias ajudaram a impulsionar os ganhos da Nvidia. A perspectiva de cortes nas taxas de juros dos Estados Unidos, somado com o alívio relativo da guerra comercial entre o país e a China corroboram com o otimismo geral dos mercados.
A empresa também anunciou ontem um investimento acionário de US$ 1 bilhão na Nokia para desenvolvimento de tecnologias para IA e conectividade para 5G e 6G.
O rally da fabricante de chips, bem como de outras empresas relacionadas à inteligência artificial, levou o S&P 500 a cruzar a marca de 6.900 pontos durante a sessão de ontem, levando de carona o Ibovespa para novos recordes.
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Quem ajudou o desempenho da Nvidia nesta quarta-feira foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Isso porque o chefe da Casa Branca terá uma reunião com o CEO da empresa, Jensen Huang, ainda hoje.
Segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou a repórteres que ele e Huang teriam “conversas sobre os Blackwells”, fazendo referência aos chips de IA de última geração produzidos pela Nvidia.
O ponto central da conversa seria uma nova licença para exportação para a China.
Voltando alguns passos, os EUA e a China travam uma guerra tecnológica por chips de alta capacidade produzidos pela Nvidia — que possui fábricas tanto em Taiwan quanto tem território norte-americano.
No mais recente relatório trimestral de resultados, publicado em 27 de agosto, a Nvidia disse que não realizou vendas dos seus chips H20, de geração anterior, na China.
Com Money Times
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