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A proposta acontece semanas após o anúncio de investimentos multibilionários de Donald Trump a projeto de inteligência artificial
Se a relação entre Elon Musk e Sam Altman já não era das melhores, agora azedou de vez. O bilionário fez uma oferta a partir de um consórcio de investidores para adquirir a organização sem fins lucrativos que controla a OpenAI.
A apuração é do The Wall Street Journal, segundo o qual uma oferta não solicitada no valor de US$ 97,4 bilhões teria sido proposta à criadora do ChatGPT.
A reportagem confirmou junto ao advogado de Musk, Marc Toberoff, que a proposta teria sido feita ao conselho da OpenIA.
Segundo Toberoff, Musk agora quer a criadora do ChatGPT e teria afirmado que “é hora do OpenAI voltar a ser a força do bem, focada em segurança e de código aberto, que já foi”.
A oferta coloca um obstáculo a Altman, CEO da OpenAI, que quer fazer da organização uma empresa com fins lucrativos e alto investimento em inteligência artificial.
De quebra, a situação volta a opor Musk e Altman: os dois fundaram juntos a OpenAI e romperam laços após bilionário suspender as doações para a empresa em 2018, além de processar a companhia e o próprio Altman.
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Segundo o The Wall Street Journal, a proposta à OpenAI vem chancelada pela própria companhia de IA do próprio Musk, a xAI, baseada em Nevada, nos Estados Unidos.
Outros investidores incluiriam Valor Equity Partners, Baron Capital, Atreides Management e Vy Capital.
Entre os nomes envolvidos ainda estariam a 8VC, uma empresa de investimentos de Joe Lonsdale, co-fundador da big tech Palantir, e Ari Emanuel, irmão de Rahm Emanuel, figura conhecida do Partido Democrata.
Segundo o The Wall Street Journal, a OpenAI não comentou a oferta de Musk nesta segunda-feira (10). Minutos após a publicação da reportagem sobre a compra, no entanto, Sam Altman publicou em seu perfil no X, de Musk: "Não, obrigado, mas nós vamos comprar o Twitter por US$ 9,74 bilhões se quiser".
A proposta não solicitada de Musk chega semanas após o anúncio de investimentos multibilionários em inteligência artificial feito pela Casa Branca em janeiro.
No fim do último mês, Donald Trump qualificou o “Stargate” como, “de longe, o maior projeto de inteligência artificial da história”. Para não deixar dúvidas, ele enfatizou: “a China é um concorrente”.
O presidente norte-americano anunciou a liberação imediata de US$ 100 bilhões para iniciar o Projeto Stargate. Mais US$ 400 bilhões serão liberados nos próximos quatro anos.
Atuariam em parceria com a Casa Branca a criadora do ChatGPT, a Oracle (do bilionário Larry Ellison), o Softbank (banco japonês conhecido pelos investimentos em tecnologia) e o MGX (braço do fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos dedicado ao setor tecnológico).
De fato, nenhum outro projeto de inteligência artificial no mundo alcança as cifras prometidas ao Projeto Stargate.
Quem não gostou do anúncio de Trump? Musk. Durante uma entrevista na Fox News, o bilionário — que foi escolhido por Trump para ser seu conselheiro sobre corte de gastos federais — repetidamente jogou água fria no projeto.
"O presidente Trump está muito animado com este anúncio de infraestrutura no campo da IA, que é dos Estados Unidos em crescimento e precisa capitalizar sobre isso porque adversários como a China são muito avançados no campo", Leavitt se esquivando quando questionada sobre a reação de Trump especificamente aos comentários de Musk.
Sem citar o bilionário nominalmente, a porta-voz disse que o povo norte-americano deve confiar na palavra do presidente.
"O povo deve acreditar nas palavras do presidente Trump e dos CEOs. Esses investimentos estão chegando ao nosso grande país e empregos estão chegando com eles", disse ela.
Na ocasião, a declaração de Musk trouxe uma provocação de Sam Altman, da OpenAI, criadora do ChatGPT, usou o X para contestar a afirmação do bilionário, classificando-a de incorreta e sugerindo que ele estava irritado porque o acordo poderia rivalizar com os próprios esforços de inteligência artificial de Musk.
*Com informações de The Wall Street Journal e Gizmodo
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