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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

EFEITO CASCATA

Moody’s rebaixa de positiva para estável perspectiva de Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e 21 instituições financeiras

Agência mudou a perspectiva para o rating do Brasil de positiva para estável e, em um efeito cascata, puxou para baixo as expectativas de diversas empresas brasileiras

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
3 de junho de 2025
13:45 - atualizado às 15:56
Agência de classificação de risco Moody's
Imagem: Shutterstock

O otimismo da Moody’s para tudo que envolve o Brasil parece estar em declínio, com a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3), duas das maiores empresas brasileiras, tendo suas perspectivas revisadas pela agência de positiva para estável, nesta segunda-feira (2).

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Isso porque a Moody’s também mudou a perspectiva para o rating do Brasil de positiva para estável e, em um efeito cascata, puxou para baixo as expectativas das empresas de petróleo e minério junto.

A Vale teve o rating mantido em Baa2, dois níveis acima do Brasil, graças à forte geração de caixa em dólar — 90% da receita vem do exterior — e à baixa correlação com a economia brasileira. No entanto, a agência não considera que ampliará ainda mais a distância da nota da Vale em relação ao Brasil.

Já a Petrobras teve mantido o rating Ba1, com perspectiva alterada para estável. A Moody’s ressaltou o histórico de melhoria operacional e as sólidas métricas financeiras, mas reforçou que a exposição à influência política e ao risco fiscal do governo ainda pesa sobre a avaliação da petroleira.

É importante destacar que a mudança de perspectiva não implica rebaixamento imediato, mas reduz a probabilidade de melhora no curto prazo.

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Instituições financeiras também foram afetadas com a reavaliação

A reavaliação do Brasil também impactou 21 instituições financeiras do país, que tiveram suas perspectivas rebaixadas de positiva para estável, entre elas:

Leia Também

  • Banco do Brasil, BNDES, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa, BTG Pactual, XP, Citibank Brasil, Banco ABC, Daycoval, Sicredi, Safra e Banco Modal.

Embora os ratings tenham sido mantidos, a Moody’s destacou que não é possível dissociar completamente o risco das empresas da visão relacionada ao Brasil.

Com isso, mesmo instituições com boa performance financeira podem ver seus ratings limitados pela nota do país.

O que é necessário para o Brasil alcançar o grau de investimento?

Na avaliação da agência de risco Moody’s, o Brasil está a apenas um degrau de retomar o chamado grau de investimento. Mas o sonho de voltar a exibir o selo de bom pagador ficou um pouco mais distante na última sexta-feira (30).

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  • E MAIS: Alta nas projeções para o IPCA em 2025 abre oportunidades para o investidor buscar retornos reais de 8,36% ao ano; confira recomendações

A grosso modo, a mudança de perspectiva indica que a agência está pendendo mais para manter a nota do jeito que está do que para melhorá-la numa próxima avaliação.

Para que o Brasil avance rumo ao grau de investimento, a Moody’s quer ver:

  • Redução efetiva do déficit público;
  • Controle dos gastos obrigatórios;
  • Reforço na credibilidade da política fiscal.

Enquanto isso, empresas e bancos com operação sólida continuarão enfrentando limitações técnicas para subir de rating, mesmo com bons resultados financeiros.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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