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Com a empresa valendo R$ 3,9 bilhões, o aumento de capital vai gerar uma diluição de 65% para os acionistas que ficarem de fora da operação
A Minerva Foods anunciou nesta segunda-feira (8) um aumento de capital que não se vê todo dia: R$ 2 bilhões, com a subscrição de até 386.847.196 novas ações ordinárias.
O preço da transação é uma média dos últimos 60 pregões: R$ 5,17 — o que representa um desconto de 20% em relação ao preço de fechamento de hoje (R$ 6,44).
Metade do aumento de capital já está garantido, com a família Vilela de Queiroz se comprometendo a colocar R$ 700 milhões, e o fundo árabe Salic, outros R$ 300 milhões.
Com isso, a família Vilela de Queiroz passará de 23% do capital para 31%, enquanto o Salic seria diluído para 24,9% dos 26,3% atuais, considerando que mais de 90% da oferta seja subscrita.
O aumento de capital deve ajudar a Minerva a reduzir a alavancagem, que subiu de 2,5 vezes o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 3,7 vezes depois da compra de 13 plantas da Marfrig no final de 2024.
Vale lembrar que a meta da Minerva é encerrar 2026 com uma alavancagem de 3 vezes o ebitda.
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De acordo com comunicado, a Minerva dará meio warrant para cada ação subscrita no aumento de capital, elevando o valor da operação para R$ 3 bilhões.
Funcionará assim: o warrant poderá ser exercido nos próximos três anos e dará direito a subscrever uma nova ação da companhia ao preço da operação anunciada nesta segunda-feira (7).
Acontece que com a Minerva valendo R$ 3,9 bilhões na bolsa, o aumento de capital vai gerar uma diluição de 65%, para os acionistas que ficarem de fora da operação.
A proposta será deliberada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a ser realizada, em primeira convocação, no dia 29 de abril deste ano.
*Com informações do Brazil Journal
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