Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

DESTAQUES DA BOLSA

Minerva (BEEF3) chega a cair 6% após Goldman Sachs rebaixar ações e indicar outras duas para colocar no lugar

O banco explica que o aumento de capital da companhia não é o bastante para aliviar o balanço, que sofre com alavancagem elevada

Bia Azevedo
Bia Azevedo
14 de abril de 2025
13:23 - atualizado às 17:45
Celular com a marca Minerva Foods (BEEF3) na tela e também ao fundo
Celular com a marca Minerva Foods (BEEF3) - Imagem: Shutterstock

A Minerva (BEEF) liderou a ponta negativa do Ibovespa nesta segunda-feira (14), com queda que passou de 6% ao longo da sessão. O motivo por trás das perdas é o rebaixamento das ações de compra para neutra pelo Goldman Sachs. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco acredita que a relação risco/retorno da companhia está equilibrada — ou seja, o potencial de ganho é limitado no momento. 

Isso mesmo contando com a aprovação do aumento de capital de até R$ 3 bilhões anunciado na última terça-feira (8), que deve ajudar nas contas da Minerva. A proposta será votada em assembleia no dia 29 de abril. 

Você pode entender os detalhes sobre isso nessa reportagem do Seu Dinheiro. 

Na visão dos analistas, a potencial redução no endividamento da companhia pode até diminuir as preocupações de curto prazo, mas a empresa deve seguir operando com um balanço apertado, pressionada pelo alto custo da dívida e pelos desafios de integrar ativos recém-adquiridos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso enquanto o papel negocia a patamares próximos aos picos históricos. 

Leia Também

“Vemos uma relação risco-retorno relativamente mais atrativa em JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), ambas com recomendação de compra”, destacam os analistas em relatório. 

Os papéis BEEF3 acabaram encerrando o dia com queda de 3,01%, cotados a R$ 6,76, no topo das perdas do Ibovespa. O principal índice de ações da bolsa brasileira subiu 1,39%, aos 129.453,91 pontos.

O que afeta a Minerva

O Goldman Sachs destaca que a companhia encerrou 2024 com um endividamento de 3,7 vezes Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em reais — resultado visto como uma surpresa positiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas ao avaliar os resultados mais a fundo, os analistas do banco observaram que a empresa ganhou fôlego no caixa de curto prazo ao adiar o pagamento dos fornecedores. 

“Ao analisarmos mais a fundo os documentos da empresa e seu balanço, observamos que a linha de financiamento a fornecedores aumentou de R$ 1,4 bilhão em 2023 para R$ 2,2 bilhões em 2024 — liberando R$ 478 milhões em caixa no trimestre”, diz o relatório.

  • Nesse caso, linha de financiamento é quando uma empresa negocia com seus fornecedores para adiar o pagamento das compras. Em vez de pagar imediatamente por matérias-primas ou serviços, ela posterga o desembolso, o que libera mais caixa no curto prazo.

Se isso fosse incluído no cálculo da dívida líquida, a alavancagem ajustada pró-forma — ou seja, uma projeção mais realista do endividamento — subiria para 4,2 vezes, mantendo todas as outras variáveis constantes.

“A Minerva declara em suas demonstrações financeiras que, ao preservar as condições comerciais com fornecedores, essas operações foram avaliadas pela administração e classificadas como de natureza comercial — portanto, registradas como fornecedores”, escrevem os analistas no relatório. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, a companhia justifica que esse movimento não representa um risco adicional de alavancagem, pois seria parte do relacionamento comercial normal com seus fornecedores.

No entanto, os analistas preferem adotar uma visão mais conservadora, incluindo esse valor na conta da dívida líquida — e, por isso, calculam uma alavancagem ajustada pró-forma mais alta (4,2x). 

Na visão do Goldman Sachs, o aumento de capital poderia adicionar R$ 2 bilhões de liquidez e reduzir a alavancagem para 3,2 vezes (ou 3,8 vezes, incluindo o financiamento a fornecedores). 

Esse nível daria maior flexibilidade ao balanço, embora ainda esteja distante da zona de conforto da gestão, que é de 2,5 vezes Ebitda. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O endividamento da Minerva

Segundo o CFO, Edison Ticle, a Minerva quer usar o dinheiro da  oferta de ações principalmente para pagar dívidas caras e com vencimento próximo. Tais como: 

  • Debêntures (8ª, 9ª e 11ª emissões) que vencem no curto prazo;
  • E parte dos bônus (títulos de dívida emitidos no exterior) que vencem em 2031.

Assim, os analistas do Goldman Sachs acreditam que a empresa possa economizar até R$ 175 milhões por ano em juros, já descontando os impostos — ou seja, é o ganho líquido para o caixa da companhia.

“Isso nos leva a revisar modestamente para cima nossa projeção de lucro líquido, atualmente negativa em R$ 148 milhões (sem considerar a capitalização)”, escrevem os analistas. 

Apesar disso, o fluxo de caixa da Minerva ainda deve seguir pressionado em 2025. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem considerar os efeitos da oferta de ações, a projeção é de uma queima de caixa de R$ 580 milhões no ano, impactada pelos altos custos da dívida e pela necessidade de capital de giro para acelerar as operações recém-adquiridas da Marfrig, com efeito estimado em R$ 571 milhões. 

A estratégia de gestão passiva das dívidas pode aliviar parte dessa pressão, mas analistas apontam que será necessário também um desempenho operacional acima do esperado para que a companhia volte a gerar fluxo de caixa livre. 

Para equilibrar as contas, estimativas indicam que a Minerva precisaria reduzir a dívida bruta em cerca de R$ 2,5 bilhões — sendo que até R$ 1 bilhão poderia ser levantado ao longo dos próximos três anos com o exercício dos bônus de subscrição vinculados à nova oferta.

Isso porque, no anúncio do aumento de capital, a Marfrig ofereceu os chamados warrants aos investidores. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso significa que para cada duas ações que o investidor subscrever, ele receberá um warrant, ou seja, o direito de comprar mais ações da Minerva no futuro a esse mesmo preço de emissão (R$ 5,17 por ação), dentro de um prazo de três anos.

Por que a Minerva está tão endividada? 

A Minerva chegou a esse ponto principalmente por causa de uma estratégia de aquisições agressiva, com a compra de parte das operações da Minerva sendo o movimento mais recente. 

A operação foi concluída em 2024. Nela, a Minerva adquiriu 11 plantas frigoríficas da concorrente na Argentina, no Uruguai, no Chile e no Brasil. O valor da transação foi de R$ 7,5 bilhões. A Minerva financiou esse crescimento por meio de dívidas e agora tenta equilibrar o balanço. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Parceria bilionária: Helbor (HBOR3) e Cyrela (CYRE3) se juntam para projeto do Minha Casa, Minha Vida; veja detalhes

21 de março de 2026 - 10:30

Parceria de R$ 1,5 bilhão marca entrada mais firme da Helbor no MCMV, com divisão de riscos e reforço de caixa ao lado da Cyrela

CONTRA GUERRAS E GREVE

Lula defende blindagem estratégica para a Petrobras (PETR4), mas o buraco pode ser mais embaixo

20 de março de 2026 - 19:00

A criação de uma reserva de petróleo ou de um fundo de estabilização voltam a circular; entenda o que realmente funcionaria neste momento

VANTAGEM ENCOLHEU

Ações da Braskem (BRKM5) desabam mais de 11% depois que governo reduziu benefícios esperados para a indústria petroquímica; entenda

20 de março de 2026 - 15:24

Os benefícios para a indústria petroquímica vieram menores que o esperado, o que pode comprometer ainda mais a recuperação da Braskem, que já vem em dificuldades com sua dívida e troca de controle

GOVERNANÇA

Natura (NATU3) e Motiva (MOTV3) são selecionadas em ranking global de ética corporativa

20 de março de 2026 - 14:51

Levantamento do Ethisphere Institute reúne 138 empresas em 17 países e aponta desempenho superior e maior resiliência em momentos de crise

MAL-ESTAR NA BOLSA

Clima azeda para Petrobras (PETR4) e ações caem mais de 3% mesmo com petróleo caro; bancos enxergam risco para a tese

20 de março de 2026 - 13:03

No cenário internacional, o barril do Brent acelerou os ganhos e passou de US$ 110 sob temores de uma crise energética global

PROTEÇÃO

Com R$ 1,3 bilhão em dívidas, Alliança Saúde (AALR3) pede socorro contra RJ e recebe liminar para negociar dívidas

20 de março de 2026 - 12:32

A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial

TRANSIÇÃO

Antigo conhecido do Santander: quem é Gilson Finkelsztain, que deixará a B3 para assumir o cargo de CEO no banco

20 de março de 2026 - 10:33

Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios

DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar