O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Méliuz aposta no mundo da criptomoeda para se proteger da alta de juros no Brasil, enquanto vê as ações perderem metade do valor de mercado
O Méliuz (CASH3) viu as ações perderem metade do seu valor de mercado desde o IPO. Agora a direção da empresa vai “importar” a estratégia de Michael Saylor na tentativa de voltar a brilhar na bolsa.
Em 2020, o ex-CEO da antiga MicroStrategy apostou quase US$ 4 bilhões em bitcoin (BTC), quando a criptomoeda sofria forte desvalorização.
Parte do mercado viu as apostas de Saylor como uma “loucura”, mas o cofundador da companhia optou por manter a confiança no ativo e viu o valor de mercado da MicroStrategy saltar de US$ 500 milhões para US$ 77 bilhões. Atualmente, ela possui cerca de 499 mil bitcoins em caixa, que valem US$ 45 bilhões.
Agora, quem quer compartilhar da “loucura” de Saylor é o Méliuz. A companhia anunciou nesta quinta-feira (6) que mira no bitcoin para gerar valor aos acionistas e investiu 10% do seu caixa na criptomoeda.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Méliuz comprou 45,72 bitcoin por US$ 4,1 milhões, a um preço médio de US$90.296,11 cada.
A aquisição vem acompanhada de uma nova estratégia de tesouraria, voltada justamente para a aplicação de recursos e realização de investimentos com a criptomoeda.
Leia Também
O conselho de administração aprovou a aplicação de até 10% do caixa total da companhia em bitcoin. Porém, o Méliuz quer mais e informou que planeja se tornar “uma das pioneiras a adotar o bitcoin como principal ativo estratégico de tesouraria no Brasil”, disse em nota.
Para isso, a companhia também criou um comitê estratégico de bitcoin que pretende analisar a viabilidade da ampliação de investimentos na criptomoeda.
A repercussão inicial é positiva. Por volta do meio-dia, as ações CASH3 subiam 16,67%, a R$ 3,85.
SAIBA MAIS: Comprou criptomoedas em 2024? Baixe o Guia do Imposto de Renda 2025 e veja como declarar seus investimentos
Em nota, Israel Salmen, presidente do Méliuz, explica que a estratégia de investimentos em bitcoin é inspirada na abordagem da Strategy, companhia de software dos EUA fundada por Michael Saylor e antes conhecida como Microstrategy.
Assim, segundo Salmen, a estratégia do Méliuz não será obter lucro com a volatilidade do mercado — como fazem os traders —, mas sim com o acúmulo do bitcoin em tesouraria no longo prazo.
Apesar do objetivo de torná-lo o principal ativo estratégico, o executivo ressalta que o Méliuz não deixará de ser uma empresa de tecnologia. O objetivo é manter a valorização por meio das atividades da companhia e pelo retorno das aplicações no bitcoin.
Além disso, a companhia pretende atrair investidores institucionais que não querem se expor diretamente à criptomoeda ou que tenham restrições regulatórias, alcançando, assim, um novo nicho de mercado.
“A atração desses investidores fica mais forte ao somar o fato de o Méliuz ser uma companhia aberta, sujeita a diversas obrigações informacionais perante a CVM, além de listada no Novo Mercado, segmento com exigências de governança corporativa adicionais, dando mais segurança a esses investidores”, disse Salmen.
A empresa ainda planeja adotar uma métrica específica para a compra de bitcoin, inspirada na abordagem da Strategy, que utiliza o Bitcoin Yield para garantir um crescimento consistente no acúmulo da criptomoeda por ação.
Caso o Méliuz avance na nova estratégia, as aquisições só serão realizadas após as alterações nos documentos societários, políticas e procedimentos internos, incluindo estruturas e política de gerenciamento de riscos.
Além disso, Salmen afirma que o Bitcoin Yield precisará ser positivo, garantindo que cada nova compra aumente o valor médio da criptomoeda por ações em circulação.
Desde o seu IPO, o Méliuz viu as ações despencarem 51,46% e perderem a atenção dos investidores.
O presidente da empresa admite que as apresentações de resultados se tornaram “menos participativas” e que grandes bancos chegaram a encerrar a cobertura de CASH3.
Contudo, Salmen avalia que há uma pressão sobre as ações devido a alta dos juros no Brasil e a forte queda nas bolsas.
O executivo enxerga que a criptomoeda se apresenta como uma oportunidade de investimento para se proteger do ciclo histórico de inflação no país.
“O bitcoin oferece uma proteção contra a inflação, já que é mais resistente à manipulação de políticas monetárias, o que o torna uma alternativa mais segura para preservar valor ao longo do tempo, em contraste com o Real”, afirmou o presidente do Méliuz.
Ele ainda enxerga que aplicações em renda fixa poderia resultar em “ineficiência” no retorno sobre o capital (ROIC), uma vez que uma parcela relevante dos rendimentos do caixa aplicado é consumida por impostos, diminuindo a rentabilidade líquida da aplicação.
Salman também ressalta que a criptomoeda é um ativo escasso, que valorizou cerca de 77% ao ano em dólar, nos últimos 10 anos, tendo um valor de mercado de aproximadamente US$ 1,5 trilhão, segundo a CoinMarketCap.
Contudo, vale ressaltar que o bitcoin é um ativo de alta volatilidade e fez Michael Saylor, inspiração do Méliuz, perder o cargo de CEO da companhia.
BTG Trends permite operar cenários de alta ou queda em ativos e decisões de juros dentro de ambiente regulado
A empresa de saúde e diagnósticos sofre com leitura negativa do mercado após balanço do quarto trimestre de 2025; entenda os impactos do desinvestimento e as dúvidas sobre a joint venture com a Amil
Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa
Epic Games, empresa criadora do Fortnite, faz corte brutal na equipe e coloca a culpa no principal game da casa
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações