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2022-06-14T13:09:06-03:00
Ricardo Gozzi
Um anti-Midas no mundo cripto?

Ele perdeu bilhões na bolha pontocom — e agora está prestes a perder outra fortuna com bitcoin; conheça Michael Saylor, CEO da MicroStrategy

Conheça um pouco das peripécias de Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, durante as maiores crises recentes do setor de tecnologia

14 de junho de 2022
13:03 - atualizado às 13:09
Michael Saylor, da Microstrategy
No auge da bolha pontocom, a MicroStrategy, de Michael Saylor, chegou a perder US$ 11 bilhões em valor de mercado em apenas um dia. - Imagem: Reprodução/Twitter

Michael Saylor é bastante ativo no Twitter. Mas a queda acentuada do bitcoin (BTC) no último fim de semana emudeceu o CEO da MicroStrategy por tempo suficiente para que seu silêncio fosse notado.

Depois de quase 24 horas longe da rede social que Elon Musk desdenha e quer comprar, Michael Saylor voltou ao Twitter ontem à tarde numa pegada místico-financeira.

Só confia…

“No bitcoin a gente confia”, dizia a breve mensagem.

Hoje pela manhã, Saylor foi menos vago.

Segundo Saylor, quando a MicroStrategy adotou sua estratégia para o bitcoin, ela antecipou a volatilidade e estruturou seu balanço patrimonial de modo a manter sua posição mesmo diante da adversidade.

A ‘regra da morte’ do bitcoin (BTC)

O comentário é uma clara referência à chamada “regra da morte” do bitcoin.

O dispositivo prevê que a Microstrategy deve vender seus bitcoins se o preço da criptomoeda atingir o patamar de US$ 21 mil.

Acontece que a empresa dirigida por Michael Saylor possui a maior carteira de criptomoedas do mundo. São 129.218 BTCs na wallet da MicroStrategy comprados ao preço médio de US$ 30.700 cada, segundo dados de 31 de março.

É quase o triplo da segunda maior carteira, detida pela Tesla, com 42.902 BTCs.

Mas por que existe a ‘regra da morte’?

A Microstrategy comprou parte considerável daquele montão de bitcoins graças à contratação de um empréstimo de US$ 205 milhões junto ao Silvergate Bank.

Entretanto, uma das condições para a concessão do empréstimo é que os bitcoins da Microstrategy valham pelo menos US$ 410 milhões no total — o dobro da dívida contraída.

Diante disso, se a cotação do BTC ficasse abaixo dos US$ 21 mil, a MicroStrategy teria que se desfazer da carteira para pagar a dívida.

E se a ‘regra da morte’ for acionada?

Isso pode desencadear um efeito dominó no mercado e derrubar as cotações ainda mais, disse José Arthur, CEO da Coinext, ao repórter Renan Sousa.

Entretanto, o acionamento do gatilho da “regra da morte” não é a situação mais provável. Michael Saylor tem reiterado que a empresa tem bitcoins em quantidade mais que suficiente para cobrir os requisitos de garantia.

Além disso, há uma outra situação prevista no contrato de empréstimo com o Silvergate Bank com mais chances de ser acionada pela empresa, mas que é pouco comentada.

Se uma cláusula prevê a venda forçada de BTC, outra indica que a empresa também tem a possibilidade de comprar mais bitcoins e aumentar o colateral da dívida.

“Antes de chegar a 50% [do valor devido], podemos contribuir com mais bitcoins para o pacote de garantia [da dívida], para que o colateral disponível nunca chegue à metade”, disse Phong Le, diretor financeiro da MicroStrategy, durante uma teleconferência com acionistas em maio.

Perdas bilionárias durante a bolha pontocom

Michael Saylor tem familiaridade com a volatilidade dos mercados financeiros. E também com perdas bilionárias.

Em 1999, quando Saylor ainda era um trintão, a MicroStrategy admitiu ter superestimado suas receitas e reportado erroneamente um lucro quando na verdade teve prejuízo.

Ocorrido no auge da bolha pontocom, o episódio reduziu o valor de mercado da MicroStrategy em mais de US$ 11 bilhões em um apenas dia.

Ao contrário da maioria das empresas de tecnologia da época, porém, a MicroStrategy sobreviveu à crise.

Uma aposta de quase US$ 4 bilhões em bitcoin

O envolvimento do hoje cinquentão Michael Saylor com o bitcoin começou em 2020.

De lá para cá, a aposta da MicroStrategy no bitcoin alcançou US$ 3,9 bilhões, considerando o preço-médio dos BTCs na wallet da empresa.

A estratégia de incorporar a criptomoeda ao balanço da empresa é pra lá de heterodoxa quando se fala em gestão de tesouraria.

No universo cripto, porém, a crença de Saylor é bastante comum. Os adeptos das criptomoedas consideram que o bitcoin fornece uma reserva de valor sem relação direta com os mercados financeiros tradicionais.

Essa visão tem sido colocada à prova nos últimos meses. As criptomoedas têm oscilado em sincronia com ações e outros ativos financeiros em meio a temores de um ciclo agressivo de aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Diante da queda dos últimos dias, as perdas (não realizadas, é verdade) de Michael Saylor e sua MicroStrategy ainda estão longe daquelas registradas no auge da bolha pontocom, mas já estão na casa de US$ 1 bilhão.

E isso só com a carteira de bitcoins. A ação da MicroStrategy (MSTR) acumula perda de mais de 70% em 2022. Bem mais que a queda de 50% do que a maior criptomoeda do mundo no que vai do ano.

*Com informações da CNBC.

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