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Big techs aceleram a corrida da inteligência artificial e prometem novos produtos e serviços para não ficarem para trás
Se a inteligência artificial (IA) já era um tema em voga no ano passado, com a ascensão meteórica do ChatGPT, agora, em 2025, parece que a discussão se intensificou. Especialmente depois que a China entrou oficialmente para o jogo, com o lançamento do DeepSeek.
As concorrentes norte-americanas – as chamadas big techs – não querem ficar para trás, claro. E já estão tomando medidas para isso.
O Google lançou hoje (5) uma nova versão da inteligência artificial Gemini, considerada a mais poderosa até o mundo.
Já a Amazon apresentou um “save the date” para consumidores e investidores, avisando que anunciará novidades para a IA da Alexa em evento no dia 26 de fevereiro.
Nas palavras do CEO do Google, Sundar Pichai, “na história, nem sempre é preciso ser o primeiro, mas é preciso executar bem e realmente ser o melhor da categoria como produto. Acho que 2025 será sobre isso”.
Uma coisa é certa: em 2025, a concorrência para ser o melhor está cada vez mais acirrada, com competidores extremamente poderosos.
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Disponível desde dezembro para desenvolvedores de confiança do Google, o Gemini 2.0 Flash é considerado um "modelo de trabalho", ideal para tarefas de alto volume e alta frequência em escala.
O Gemini Flash custa aos desenvolvedores US$ 0,10 por milhão de tokens para entradas de texto, imagem e vídeo, enquanto o Flash-Lite, versão mais econômica, custa US$ 0,75.
Segundo a big tech, esses novos modelos vão permitir a construção de agentes de IA que podem atuar como assistentes virtuais.
Nesse contexto, vale lembrar que a nova versão do Samsung, o S25 – que usa o sistema operacional Android – inclui uma versão aprimorada da Galaxy AI, inteligência artificial que deve tornar o aparelho um verdadeiro “assistente pessoal virtual”.
Ainda no Vale do Silício, a Amazon também está trabalhando intensamente para aumentar a dominância no segmento de IA.
E um dos focos é o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial da Alexa, que já funciona como assistente virtual, operada por voz.
Os rumores sobre a reformulação da Alexa já correm desde o ano passado. Além de acrescentar mais funcionalidades de IA, a Amazon cobraria uma taxa de assinatura mensal para compensar o custo da tecnologia.
Andy Jassy, CEO da Amazon, está em uma campanha para cortar custos desde o final de 2022. Inclusive, a unidade de dispositivos e serviços da empresa, que inclui a Alexa, foi atingida por várias rodadas de demissões.
Desde o lançamento em 2014, a Alexa nunca “virou a chave” e se tornou tão lucrativa como Jeff Bezos previa. Embora centenas de milhões de clientes tenham dispositivos habilitados para Alexa em casa, a monetização não tem sido fácil.
Resta saber se a IA seria a “salvação” para o dispositivo.
A Anthropic, startup de IA apoiada pela Amazon, revelou recentemente que tinha agentes de IA capazes de usar computadores como humanos para completar tarefas complexas.
Já a OpenAI, criadora do ChatGPT, lançou um recurso semelhante chamado Operator, que automatizará tarefas como planejar férias, preencher formulários, fazer reservas em restaurantes e pedir mantimentos.
A startup, que é apoiada pela Microsoft, descreveu a ferramenta como "um agente que pode acessar a web para realizar tarefas para você".
No início da semana, a empresa também apresentou o Deep Research, uma IA que compila relatórios de pesquisa complexos e analisa perguntas e tópicos de escolha do usuário.
O Google também lançou a própria versão de IA de pesquisa aprofundada em dezembro.
* Com informações da CNBC.
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