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EXPANSÃO À VISTA?

KFC de dono novo: IMC embolsa mais de R$ 200 milhões e vende parte da operação no Brasil para empresa chilena que planeja expandir a marca 

A venda prevê a criação de uma joint venture na qual a IMC manterá 41,7% do capital social e os 58,3% restantes ficam com a Kentucky Foods Chile

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27 de março de 2025
11:20 - atualizado às 7:38
Lanche de frango e babatas do fast food KFC
KFC no Brasil terá novo operados, a Kentucky Foods Chile, que já opera a marca na América Latina - Imagem: Foto: Aleks Dorohovich/ Unsplash

A operação do KFC no Brasil terá um novo dono: a Kentucky Foods Chile pagará US$ 35 milhões à International Meal Company (IMC) pelo controle da marca no país, segundo comunicado divulgado na última quarta-feira (26).

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Na cotação atual, o montante equivale a pouco mais de R$ 200 milhões.

O acordo prevê a criação de uma joint venture entre as duas empresas para acelerar a expansão da rede de fast food no Brasil.

Como parte da transação, a IMC (MEAL3) manterá 41,7% da marca e o novo sócio chileno deterá 58,3% da operação no país, com exclusividade, em parceria com a Yum! Brands, empresa detentora global da marca KFC. 

O IMC, que também opera as marcas Frango Assado, Viena e Pizza Hut, conseguiu um valuation de US$ 60 milhões pela operação do KFC no Brasil — um valor acima dos US$ 54,56 milhões conforme o fechamento das ações no dia. 

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Na abertura da Bolsa nesta quinta-feira (27), as ações MEAL3 subiam 7,83%, avaliadas em R$ 1,24. No acumulado do ano, a valorização chega a 26,53%. Entretanto, quando se olha para o período de um ano, as ações da IMC acumulam queda de 27,49%.

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O Kentucky Foods Chile opera mais de 550 restaurantes próprios do KFC na América Latina.

O investimento no Brasil tem como objetivo a expansão da rede Latam pela empresa, sem o comprometimento de investimento próprio do IMC, que está em processo de reorganização das operações das demais marcas.

No comunicado ao mercado, o IMC afirma que os recursos obtidos com o acordo serão “prioritariamente destinados à redução do endividamento da companhia”

“Com isso, destravamos o potencial de expansão do negócio nacionalmente, sem depender de investimentos próprios. Seguindo firme em nosso pilar de disciplina financeira, reduzindo nossa dívida e realocando os recursos para as demais marcas do portfólio”, destaca Alexandre Santoro, CEO da IMC, em comunicado ao mercado.

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Citado pela agência de notícias Reuters, Santoro calcula um impacto “moderado” no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da IMC com a cisão, de “no máximo 10%”.

Com relação a perda de receita nos próximos balanços, estima-se um efeito de cerca de R$ 400 milhões, considerando as lojas próprias do KFC no Brasil. 

Para o futuro, o acordo prevê que o IMC faça a opção de aumentar sua participação na joint venture ou venda a sua parte restante. O executivo, entretanto, ponderou que não é nada esperado para o curto prazo.

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