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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter do Seu Dinheiro, estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

FICOU BARATO?

JP Morgan eleva avaliação do Nubank (ROXO34) e vê benefícios na guerra comercial de Trump — mas corta preço-alvo das ações

Para os analistas do JP Morgan, a mudança na avaliação do Nubank (ROXO34) não foi fácil: o banco digital ainda enfrenta desafios no horizonte

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
8 de abril de 2025
17:37 - atualizado às 13:51
novo nubank estratégia fundo de investimento oportunidade
Imagem: MicroStockHub/iStock/Canva - Montagem Giovanna Figueredo

Com os mercados de ações no meio do fogo cruzado do tarifaço de Donald Trump, fica difícil imaginar que haja quem saia fortalecido da guerra comercial. Porém, se as taxações “recíprocas” não levarem a uma recessão global, o Nubank (ROXO34) será beneficiado, segundo avaliação do JP Morgan.

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Nesta terça-feira (8), a instituição norte-americana elevou a classificação para overweight — ou seja, avalia que as ações terão um desempenho acima do mercado, o que equivale a uma recomendação de compra.

Desde a divulgação de um balanço misto no quarto trimestre pelo Nubank, os analistas do JP Morgan tinham avaliação neutra para os papéis. Porém, eles agora enxergam que houve uma venda em massa das ações, o que oferece um bom ponto de entrada para investidores.

A instituição projeta um lucro líquido de US$ 2,4 bilhões até US$ 3,2 bilhões para o Nubank no período entre 2025 e 2026. As estimativas do JP Morgan estão de 5% a 10% abaixo do consenso do mercado.

Ainda assim, o banco avalia que o Nubank deva aumentar os lucros em mais de 30% nos próximos três anos, “algo difícil de encontrar”, afirmam os analistas em relatório.

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Além disso, com a guerra comercial de Trump, o Nubank pode se beneficiar de um dólar mais fraco e taxas de juros mais baixas ao redor do mundo. Assim, a instituição avalia que as ações têm um potencial de alta de 34%.

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Apesar disso, as preocupações com o banco digital não sumiram: o JP Morgan rebaixou o preço-alvo das ações de US$ 14 para US$ 13.

Um 2025 complicado, mas o Nubank pode dar conta

O JP Morgan ainda prevê uma desaceleração no crescimento de cartões de crédito e empréstimos pessoais para o banco, como já vinha sinalizando desde a publicação do último balanço de 2024.

Na visão dos analistas, o crescimento mais lento em áreas consideradas  importantes pode levar o Nubank a viver um 2025 desafiador. Apesar disso, há ventos favoráveis ao banco que sustentam a tese no médio prazo.

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Segundo os analistas, a alavancagem operacional continua sendo um dos principais pontos positivos para o Nubank. Isso porque, se as receitas desacelerarem, a projeção é que o banco tenha espaço para otimização de custos.

Além disso, o JP Morgan avalia que há um grande mercado endereçável no setor bancário para o Nubank. Assim, em um cenário de desaceleração dos segmentos de cartões e empréstimos pessoais, ainda existem oportunidades em pequenas e médias empresas (PMEs), investimentos e outras receitas com tarifas.

Para os analistas, o mercado ignora os potenciais segmentos que a empresa pode explorar. Além disso, avalia que o banco tem uma vantagem em precificação em relação aos pares no setor.

Nubank no Brasil, México e Colômbia

Por aqui, o Nubank deve receber uma ajudinha do Pix. Isso porque, na avaliação do JP Morgan, a iniciativa da portabilidade do modelo de pagamento indica um ambiente regulatório favorável à competição.

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Essa característica também é vista no mercado da Colômbia, com a criação do Bre-B, um sistema de pagamentos instantâneos inspirado no Pix.

Além disso, analistas enxergam que o banco vem tomando medidas para reduzir o risco da carteira de crédito no Brasil por meio da redução do ritmo de concessão de crédito via Pix.

Apesar disso, há outros mercados na América Latina que podem trazer dores de cabeça para o Nubank. O JP Morgan avalia que as operações no México e na Colômbia podem passar de prejuízo para lucratividade, mas apenas no médio prazo. 

Para o México, a expectativa é de um cenário positivo só a partir de 2026, devido a um ambiente muito competitivo. Porém, os analistas estimam uma redução nas perdas líquidas de mais de US$ 100 milhões, em 2024, para aproximadamente US$ 30 milhões neste ano.

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Não é um mar de rosas

Apesar de mostrar resiliência, o Nubank não enfrenta um mar de rosas à frente. O JP Morgan avalia que os papéis do banco ainda são vistos como uma “ação estilo Nasdaq”, o que pode deixá-los vulneráveis em um cenário de correção.

Além disso, o banco enxerga que a América Latina ainda tem tido uma boa performance no acumulado do ano. Assim, no caso de investidores globais e focados em crescimento decidirem reduzir exposição, analistas entendem que o posicionamento da ação pode não ser favorável.

O JP Morgan também aumentou a projeção de custo de capital em dólares do Nubank para 12,5%, o que levou a estimativa do preço-alvo para dezembro de 2025 a cair de US$ 14 para US$ 13 por ação.

“Esta não foi uma mudança de recomendação fácil, já que continuamos abaixo do consenso, mas é difícil encontrar empresas com crescimento de lucro por ação acima de 30% ao ano, com boa gestão e atuando em um mercado endereçável gigantesco”, afirmaram os analistas.

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