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QUEM VAI FICAR COM ELE

Impasse no setor bancário: Banco Central deve barrar compra do Banco Master pelo BRB

Negócio avaliado em R$ 2 bilhões é visto como ‘salvação’ do Banco Master. Ativos problemáticos, no entanto, são entraves para a venda.

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30 de março de 2025
8:50
Banco de Brasília - BRB (BSLI4)
Banco de Brasília - BRB (BSLI4). - Imagem: Divulgação

A compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) tende a ser barrada pelo Banco Central. É o que aponta o Jornal O Globo, que ouviu "fontes a par das negociações".

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A transação, avaliada em R$ 2 bilhões, foi divulgada na sexta-feira. O BRB anunciou a compra de 49% das ações ordinárias, aquelas com direito a voto, e 100% das preferenciais do Banco Master — o que daria ao banco do Distrito Federal 60% do capital total.

O Banco Central aguarda o pedido formal para avaliar o processo de compra e venda entre os bancos. Segundo o jornal O Globo, a viabilidade do negócio foi debatida no sábado por executivos e autoridades do setor financeiro, que se mostraram preocupados com a situação do Master, que vem enfrentando dificuldades de captação de recursos.

Ativos do Master vistos como "problemáticos" afastam o interesse de compra de instituições privadas, segundo investidores do setor. Isso porque tais ativos iriam piorar o balanço financeiro do comprador.

Estratégia de nacionalização

De acordo com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, a compra do Master faz parte de uma estratégia para transformar o BRB numa instituição nacional.

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Atualmente, o BRB ocupa a 23ª posição no ranking de maiores bancos do Brasil. Ao adquirir o Master, ele ingressaria em novos segmentos, como mercado de capitais e câmbio, e saltaria para a 17ª posição.

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Preço alto

A compra do Master pelo BRB pode vir a se consolidar como uma das maiores aquisições de bancos dos últimos tempos no Brasil. Se confirmado o valor de R$ 2 bilhões para a transação, esse valor equivaleria a 75% do patrimônio líquido consolidado do Banco Master, ajustado por eventuais "baixas de ativos ou reconhecimentos de apontamentos no balanço do Banco Master", segundo o BRB.

A transação, antecipada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, tem como objetivo incorporar o Master ao conglomerado do BRB.

  • E MAIS: Especialistas revelam os ativos mais promissores do mercado para investir ainda hoje; confira

O Master deve passar a usar a marca BRB, embora as operações continuem separadas. O negócio ainda inclui duas operações do Master: o Will Bank e o Credcesta.

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Segundo o BRB, as empresas terão "compartilhamento de governança, expertise, sinergias e coordenação estratégica e operacional".

A partir da aquisição, o BRB passa a ter 15 milhões de clientes, R$ 112 bilhões em ativos, R$ 72 bilhões em carteira de crédito e mais de R$ 100 bilhões em captações.

Negócio bilionário ainda precisa de aprovação

A aquisição bilionária foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração do BRB. O conselho, aliás, deve receber em breve um novo membro: Daniel Vorcaro, presidente do Master.

De acordo com informações de Lauro Jardim, o negócio vinha sendo discutido desde meados do ano passado e, até poucas semanas atrás, era alvo do BTG Pactual.

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A expectativa agora é de que a aquisição seja assinada nos próximos dias. O acordo está sujeito a aprovações precedentes, como pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

BOLSAS em QUEDA nos EUA e DÓLAR DESVALORIZADO: É o fim do TRUMP TRADE?

O histórico do Banco Master

O Banco Master foi fundado nos anos 70 como Máxima Correta de Títulos e Valores Mobiliários. Quase 20 anos depois, passou a atuar como instituição financeira, dando origem ao Banco Máxima, que atuava basicamente com crédito imobiliário.

Foi só em 2018, com a chegada do empresário Daniel Vorcaro na presidência do banco, que uma reformulação dos negócios deu origem ao Banco Master.

De lá para cá, a instituição financeira expandiu a atuação para áreas como crédito pessoal, consignado, câmbio, investimentos imobiliários e private equity.

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Antes de ser algo da aquisição desta sexta-feira, o Master comprou uma participação majoritária no banco digital Will Bank.

O banco também investiu em outros setores, como saúde, ao comprar ações da Oncoclínicas — essa aquisição está cercada de polêmica e o Seu Dinheiro contou tudo aqui.

*Com informações do Money Times e do Estadão

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