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VAI E VOLTA

Hypera (HYPE3): empresário Lírio Parisotto muda de ideia (de novo) e desiste de concorrer a vaga no conselho da farmacêutica

O acionista Geração L. PAR - fundo de investimento do próprio empresário - já havia comunicado que o executivo não iria mais concorrer ao posto no início de abril

foto com embalagem de produtos da Hypera, como engov e episol
Portfólio de marcas da Hypera - Imagem: Hypera/Divulgação

Primeiro ele disse que não ia. Depois, ele disse que ia. E, agora, mudou de ideia de novo e disse que não vai. Assim foi a situação do empresário Lírio Parisotto em relação a concorrer a uma vaga no conselho de administração da Hypera (HYPE3).

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No começo de abril, o acionista Geração L. PAR - fundo de investimento do empresário - havia comunicado que o executivo não iria concorrer ao posto.

Contudo, na última quarta-feira (16), Parisotto voltou atrás e pediu a retirada da desistência da sua candidatura. 

Agora, tudo voltou à decisão inicial e a companhia recebeu novamente a confirmação da desistência, com uma carta assinada pelos representantes legais da gestora do fundo.

O movimento de Parisotto vinha sendo interpretado pelo mercado como parte da estratégia da EMS de ganhar influência sobre a gestão da farmacêutica concorrente.

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A votação para o conselho de administração da Hypera deve acontecer em assembleia marcada para o dia 25 de abril.

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EMS tentou fusão com a Hypera

Em outubro de 2024, a EMS fez uma proposta de fusão com a Hypera, o que criaria a maior companhia farmacêutica do Brasil, com R$ 16 bilhões de receita e 17% do mercado brasileiro.

A Hypera (HYPE3) ficou nos holofotes do mercado financeiro até lançar um balde de água fria sobre as ambições da EMS, quando decidiu não aceitar os termos propostos pela farmacêutica de Carlos Sanchez.

Três foram os motivos que levaram à rejeição da proposta:

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  1. A Hypera considerou que o portfólio de produtos da EMS, focado principalmente em medicamentos genéricos, não estava alinhado com os segmentos que a empresa avalia como estratégicos. Vale dizer que a farmacêutica é dona de marcas como Engov, Merthiolate e Benegrip;
  2. A companhia e a EMS têm uma cultura organizacional e práticas de governança corporativa bastante distintas, sendo a Hypera uma companhia aberta desde 2008, com substancial dispersão acionária, e a EMS uma empresa familiar de capital fechado; 
  3. A EMS fez uma avaliação que “subestima significativamente” o valor da Hypera. 

Cade barrou direitos da EMS na Hypera

Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu os direitos políticos da EMS na Hypera até a conclusão da análise sobre a legalidade da participação do Grupo NC (controlador da EMS) na concorrente. 

A decisão foi tomada após petição da EMS alegando ser um simples investidor passivo na empresa concorrente.

A tese da gigante farmacêutica, além de ser negada, instigou o órgão de defesa da concorrência a causar uma nova dor de cabeça para os envolvidos, solicitando mais informações para análise aprofundada sobre o caso.

A Hypera, segundo o Brazil Journal, afirmou que o movimento era uma estratégia da EMS para obter a aprovação do Cade para exercer poder político, votando em nomes ligados à própria EMS.

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A EMS e Parisotto (que é amigo de Carlos Sanchez, dono da EMS) já têm juntos cerca de 9% da Hypera, segundo uma fonte a par do assunto ouvida pelo site.

* Com informações de Estadão Conteúdo

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