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Hapvida (HAPV3): Itaú BBA segue outras instituições na avaliação da empresa de saúde, rebaixa ação e derruba preço-alvo

As perspectivas de crescimento se distanciaram das expectativas à medida que concorrentes, especialmente a Amil, ganharam participação nos mercados chave da Hapvida, sobretudo em São Paulo.

Money Times
22 de novembro de 2025
16:54 - atualizado às 15:15
Montagem em fundo vermelho, com um aparelhos médicos, e o logo da Hapvida no canto superior esquerdo
Como parte da estratégia para recuperar participação de mercado e fortalecer as perspectivas de crescimento em São Paulo, a Hapvida tem impulsionado maiores taxas de utilização entre sua base de beneficiários. - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/ Canva Pro

O Itaú BBA rebaixou sua recomendação para Hapvida (HAPV3) de outperform (compra) para market perfom (neutra), além de reduzir o preço-alvo para a ação de R$ 66 para R$ 22.

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A revisão para empresa acontece após os resultados recentes da empresa remodelarem a tese de investimento, especialmente no curto prazo. Ágora Investimentos/Bradesco BBI, JP Morgan, BB Investimentos e BTG Pactual também já revisitaram sua tese sobre a empresa de saúde.

“O lucro abaixo do esperado e a direção dos principais indicadores reportados demonstraram que nossas estimativas anteriores já não refletem uma perspectiva realista de curto prazo”, veem Vinicius Figueiredo, Lucca Generali Marquezini e Felipe Amancio.

Com visibilidade limitada para as projeções – dadas as contínuas iniciativas para melhorar a percepção de qualidade, o aumento dos custos fixos, um ambiente competitivo mais intenso e riscos persistentes de litígios – o banco está adotando uma postura mais conservadora em todos os aspectos, especialmente nas margens.

Como parte da estratégia para recuperar participação de mercado e fortalecer as perspectivas de crescimento em São Paulo – recalibrando churn, aumentando o reconhecimento da marca e sustentando seu modelo verticalizado – a Hapvida tem impulsionado maiores taxas de utilização entre sua base de beneficiários.

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“Embora essa tendência eleve o custo por beneficiário, a expectativa era de que os ganhos vindos da migração para o sistema NDI e um novo ciclo de reajustes compensassem essas pressões. Retrocessos na lucratividade não estavam previstos”.

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Paralelamente, a Hapvida acelerou sua expansão no Sudeste, abrindo hospitais e clínicas ao longo do ano. Esse movimento aumentou os custos fixos, que deveriam ser diluídos por adições líquidas mais fortes – uma meta que não foi atingida.

As perspectivas de crescimento se distanciaram das expectativas à medida que concorrentes, especialmente a Amil, ganharam participação nos mercados chave da Hapvida, sobretudo em São Paulo.

O produto “Bronze” da Amil, apoiado em forte reconhecimento de marca, rede verticalizada e sua joint venture com a Dasa, tornou-se um best-seller, com preço próximo ao das ofertas da Hapvida.

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“Esse novo cenário cria um curto prazo desafiador e de difícil previsibilidade. Após ter alocado capital em nova capacidade, a Hapvida não pode se dar ao luxo de perder mais beneficiários sem arriscar desalavancagem operacional. Por outro lado, restringir a utilização pode aumentar churn, litígios e reclamações regulatórias”.

Reajustes de preços continuam possíveis – dado suas vantagens competitivas em grandes segmentos corporativos e forte posicionamento em determinadas regiões –, mas são naturalmente limitados neste ambiente.

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