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O Bradesco traçou uma meta ousada: aumentar sua carteira agrícola entre 10% e 15% para a safra 2025/2026; veja os detalhes da estratégia
Onde alguns veem dificuldades, outros enxergam uma chance de crescimento. Enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) ainda luta com os desafios da inadimplência persistente no agronegócio, o Bradesco (BBDC4) está apostando com força renovada no setor e ampliando sua presença no agro.
O Bradesco traçou uma meta ousada: aumentar sua carteira agrícola entre 10% e 15% para a safra 2025/2026, revelou Roberto França, diretor de agronegócios do banco.
Para ele, a instituição está se preparando para ter um papel ainda mais relevante no financiamento do agronegócio brasileiro, principalmente durante o Plano Safra, o principal programa de incentivo à produção agrícola e pecuária no país.
“Nossa meta é expandir a carteira agro em 10% a 15% neste ciclo, impulsionados pela crescente demanda por crédito e pela eficiência do E-agro”, afirmou França, em nota à imprensa.
O Bradesco projeta liberar mais de R$ 50 bilhões em crédito para o agronegócio no Plano Safra 2025/2026.
Desse total, cerca de R$ 15 bilhões serão destinados para o setor por meio de recursos com taxas controladas, enquanto os outros R$ 35 bilhões serão originados de recursos livres.
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O banco ainda destaca que uma parte significativa desse montante será movimentada por meio do E-agro, o ecossistema digital do Bradesco que conecta produtores rurais a soluções financeiras.
Nadege Saad, responsável pelo E-agro, afirma que a plataforma é “única no mercado por oferecer uma jornada 100% digital para a contratação de crédito agrícola ou pecuário”.
“O produtor pode acessar os recursos de forma ágil e segura, sem sair da fazenda. Em apenas sete etapas, o valor é depositado diretamente na conta, em até metade do tempo usual praticado pelo mercado”, disse Saad.
Na semana passada, o Governo Federal anunciou o novo Plano Safra 2025/2026, que conta com um volume recorde de recursos destinados ao setor agropecuário.
O governo planeja disponibilizar cerca de R$ 605,2 bilhões ao agronegócio, sendo R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar.
O plano prevê a ampliação do crédito rural, com juros reduzidos para alimentos essenciais, e destaque para práticas sustentáveis e inovação no campo.
No entanto, apesar da manutenção dos juros mais baixos para a produção de alimentos e para as linhas sustentáveis, houve um ajuste no teto das taxas de juros para outras modalidades de crédito da agricultura familiar.
Essas taxas, que na safra anterior variavam entre 0,5% e 6% ao ano, agora podem atingir até 8% ao ano.
O governo justificou a mudança como necessária para acompanhar o cenário econômico, mas mantendo a acessibilidade para o custeio de alimentos básicos.
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