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O pagamento bilionário de proventos aos acionistas mudou a percepção de valor da companhia de energia no curto prazo
“Nada mudou, tudo mudou”, avalia o Bradesco BBI sobre a tese de investimento nas ações da Eletrobras (ELET3). Para o banco, as estimativas de longo prazo permanecem as mesmas, mas os dividendos bilionários da elétrica fazem o valuation brilhar no curto prazo.
O anúncio de distribuição de R$ 4 bilhões em dividendos após os resultados do segundo trimestre pegou o mercado de surpresa. Os analistas Francisco Navarrete, do BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, afirmam que essa nova política de proventos muda a percepção de valor da empresa.
O BBI espera que a companhia distribua entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões por ano. O cenário otimista considera uma relação dívida líquida/Ebitda — chamada alavancagem, no jargão financeiro — dentro da meta de 3,5 a 4 vezes até 2030.
Para este ano, a projeção é um valor menor, de R$ 7 bilhões, que equivale a um rendimento com dividendos (dividend yield) de 7% no ano. O volume poderia ser maior devido ao aumento do preço de venda da energia para R$ 250/MWh, porém, o impacto do Fator de Ajuste (GSF) limita os ganhos, segundo os analistas.
“A projeção de longo prazo para o preço da energia permanece em R$ 180/MWh até 2030, considerada agressiva frente ao mercado, mas ainda com assimetria positiva”, diz o relatório.
Com isso, o BBI reitera recomendação de compra para as ações da Eletrobras. O preço-alvo é de R$ 67 para ELET6 e R$ 61 para ELET3.
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Em sua recomendação, o banco destaca o perfil atrativo da empresa como geradora de energia em um setor que passa por maturação, com boas oportunidades de alocação de capital.
A Eletrobras reportou um lucro líquido ajustado de R$ 1,47 bilhão no segundo trimestre de 2025, resultado 43,3% superior ao mesmo período do ano passado. Sem ajustes, entretanto, a empresa apurou prejuízo líquido de R$ 1,33 bilhão, revertendo o lucro de R$ 1,74 bilhão de um ano antes.
Em comunicado, a Eletrobras afirmou que o resultado é fruto de três fatores:
O Ebitda ajustado regulatório da companhia totalizou R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 8,6% em base anual. Já a receita operacional líquida regulatória ficou praticamente estável (-0,3%), em R$ 9,59 bilhões.
*Com informações do Money Times.
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