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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

REBALANCEAMENTO

Cosan (CSAN3) pode cair ainda mais — e não é a única. Saiba quais ações brasileiras ganham ou perdem com a nova carteira do índice MSCI

O rebalanceamento do índice global prevê a exclusão de seis ações brasileiras para a carteira trimestral que entra em vigor em março; veja os impactos estimados pelos analistas

Camille Lima
Camille Lima
13 de fevereiro de 2025
12:22
Escritório da Cosan (CSAN3).
Escritório da Cosan (CSAN3) - Imagem: Divulgação

O tradicional rebalanceamento do índice global MSCI trouxe uma notícia negativa para as ações da América Latina — em especial, as brasileiras, como a Cosan (CSAN3). Além de diminuir o peso da região na nova carteira, o portfólio previsto para o trimestre também prevê a exclusão de diversas ações no índice.

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Ao todo, sete papéis latino-americanos foram excluídos da carteira teórica do MSCI, sendo seis deles de empresas brasileiras: Cosan (CSAN3), Inter (Nasdaq: INTR; B3: INBR32), Hapvida (HAPV3), Hypera (HYPE3), CSN (CSNA3) e Stone (Nasdaq: STNE; B3: STOC31), além da mexicana Opsimex (SITES1).

Mas nem tudo foi negativo para a região. A América Latina também teve uma inclusão no índice, com a entrada da Qualitas no sub-índice MSCI Mexico.

Com isso, a América Latina passará a representar 7,1% do indicador. Além disso, o peso do Brasil no MSCI Emerging Markets deve cair dos atuais 4,477% para 4,432% — ainda liderando em peso entre os países emergentes.

As mudanças serão efetivadas em 28 de fevereiro e entrarão em vigor a partir do dia 3 de março.

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O impacto tende a ser negativo nos preços das ações que irão deixar o MSCI, mas outros papéis podem sair ganhando. Confira os efeitos do rebalanceamento a seguir: 

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Impactos das mudanças no MSCI sobre a Cosan (CSAN3) e outras ações brasileiras

Antes de tudo, é preciso entender que a mudança na carteira do MSCI deve resultar em movimentos diversos para as ações, já que o rebalanceamento influencia diretamente os fundos globais que são obrigados a seguir o índice, como os ETFs (fundos de índice).

No caso das empresas excluídas ou que tiveram sua participação reduzida no indicador, a expectativa é de uma pressão vendedora sobre as ações.

Isso porque os fundos indexados ao MSCI se verão obrigados a se desfazer desses papéis, o que pode impactar negativamente seus preços.

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Seguindo a mesma linha de raciocínio, aquelas ações que passaram por aumento de peso no MSCI podem ver uma pressão compradora, uma vez que os mesmos fundos precisarão comprá-las para que sua carteira reflita exatamente a composição do índice.

Nas contas da XP Investimentos, as ações brasileiras excluídas, como a Cogna (COGN3), devem sofrer um impacto negativo no volume médio diário negociado (ADTV). Veja as estimativas em dias de ADTV:

  • Cosan: de 1,5 a 5,7 dias 
  • Inter: 3,5 a 13,3 dias 
  • Hypera: de 2,3 a 9,0 dias 
  • CSN: 1,6 a 6,0 dias
  • Stone: de 1,2 a 4,5 dias 
  • Hapvida: de 1,4 a 5,3 dias 

Para o Itaú BBA, as ações excluídas e com menor peso no MSCI devem vivenciar um fluxo de saída de capital.

Segundo os analistas, os destaques negativos ficarão com a Cosan (CSAN3), com redução de US$ 116 milhões, Hapvida (HAPV3), com saída de US$ 147 milhões, e Stone (STNE), com US$ 207 milhões.

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Já as ações que passaram a representar um pedaço maior do índice, como Nubank (Nyse: NU; B3: ROXO34), Vale (VALE3) e Energisa (ENGI3), devem registrar fluxos de entrada, o que deve ajudar a impulsionar os preços para cima.

“O free float no MSCI aumentará em 5% para Nubank, Energisa e Vale, e em 10% para LATAM Airlines”, avaliaram os analistas.

O Itaú BBA projeta entradas de US$ 396 milhões para o banco digital do cartão roxo, além de fluxos positivos de US$ 252 milhões para a Vale.

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