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Emissão bilionária de debêntures promete reduzir dívidas e reforçar caixa, mas analistas dizem que pode haver uma diluição pesada para quem tem ações da varejista
Em meio a uma jornada de reestruturação financeira, a Casas Bahia (BHIA3) anunciou recentemente a 11ª emissão de debêntures no valor de até R$ 3,95 bilhões. A ideia é usar esses recursos para reforçar o caixa e também para substituir dívidas anteriores, especialmente da 10ª emissão. Mas nem tudo são flores.
Em relatório, analistas do Safra alertam que a mudança virá às custas dos acionistas, tendo em vista a diluição que a varejista deve enfrentar.
Segundo o banco, caso toda a dívida da Casas Bahia seja convertida em ações, o nível de endividamento da companhia cairia de 1,9 vez para 0,4 vez, já considerando a venda da participação da Financeira Itaú CBD (FIC). Isso significaria uma queda de R$ 3,3 bilhões na dívida líquida e uma economia anual de cerca de R$ 650 milhões em despesas financeiras.
Esse movimento, segundo o Safra, tem um custo para os acionistas: a diluição, que poderia chegar a 58%, levando em conta o preço médio de R$ 3,71 por ação nos últimos 90 dias.
Se parte dos investidores não aceitar a conversão, o endividamento cairia para 0,6 vez, com redução de R$ 2,8 bilhões na dívida líquida e economia anual de aproximadamente R$ 540 milhões. Nesse caso, a diluição seria menor, em torno de 44%.
Diante desse cenário, o Safra mantém recomendação underperform para a varejista, equivalente a venda. No ano até agora, as ações da Casas Bahia acumulam uma valorização de 5,2%, segundo dados do MarketWatch.
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