Câmara chama Gabriel Galípolo para explicar possível aval do Banco Central à compra do Master pelo BRB
Operação já foi aprovada pela Superintendência-Geral do Cade e agora aguarda autorização da autoridade monetária

A compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) ainda está dando o que falar — e, desta vez, quem deve dar explicações sobre a aquisição é o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Na quarta-feira (2), a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um convite para que Galípolo esclareça um possível aval da da autoridade monetária ao negócio.
O requerimento, apresentado pelo deputado Pauderney Avelino (União-AM), foi motivado por notícias de que a autorização do BC estaria próxima de ser concedida. O convite, no entanto, não é obrigatório e ainda não há data definida para a audiência.
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Avelino alega a "necessidade" de a Câmara "garantir o interesse dos clientes do Master, do BRB e de toda a população brasileira".
A operação levanta preocupações sobre risco moral, uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e potenciais impactos sistêmicos, segundo o parlamentar.
"O Banco Central tem que olhar para essa questão do risco moral por conta do uso inadequado do Fundo Garantidor de Crédito e também para o risco sistêmico que esse tipo de operação pode acarretar, uma vez que os problemas do Master podem alcançar dezenas de bilhões de reais”, afirmou o deputado no requerimento.
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“Além disso, tem que ser avaliada a conveniência de vermos um banco estatal aumentar sua presença e relevância no Sistema Financeiro Nacional", acrescenta.
A aquisição prevê a compra de 58% do Master pelo BRB: 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das preferenciais, atualmente detidas pela Master Holding Financeira e DV Holding Financeira.
BC ainda avalia a transação
Segundo o Broadcast, em 11 de junho o BRB entregou a documentação sobre a transação ao Banco Central.
Galípolo afirmou na última quinta-feira (26) que a autarquia precisou de informações adicionais para avaliar a operação.
“A gente tem recebido informações, mas a área responsável continua demandando mais detalhes para fazer a análise”, disse Galípolo em entrevista coletiva para comentar o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.
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A operação entre Master e BRB já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que analisou o caso sob o ponto de vista concorrencial. A análise do Banco Central é de caráter regulatório.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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