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BUSCANDO CRESCIMENTO

BTG corta preço-alvo da XP (XPBR31), mas ainda vê potencial de alta de 50% para ação negociada em NY; o que esperar da empresa em 2025?

Para se recuperar, papel depende mais da melhoria do cenário macroeconômico do que de aspectos micro

XP na Nasdaq
XP na Nasdaq. - Imagem: Reprodução/Twitter XP

O ambiente para o mercado de capitais e para os produtos financeiros de mais alto risco não melhorou como o esperado. A própria XP, cujo negócio depende da saúde do mercado financeiro doméstico, já assumiu que o cenário piorou bastante nos últimos meses

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Ainda assim, a companhia prevê um crescimento de receita na casa dos dois dígitos para 2025 e segue comprometida com o guidance para 2026.

Diante desse cenário, os analistas do BTG Pactual reafirmam: sim, os papéis da XP permanecem com recomendação de compra, mas com um preço-alvo menor. 

A projeção agora é que a ação, negociada com o ticker XP na bolsa americana Nasdaq, atinja US$ 17, o que significaria uma alta aproximada de 50%. Para se expor ao desempenho do papel via bolsa brasileira, o investidor pode negociar os BDRs XPBR31.

“O mercado parece estar precificando um risco maior de queda do Lucro Por Ação, o que achamos que é improvável. Acreditamos que as ações estão atrativas e vemos razões para manter a recomendação de compra”, escrevem os analistas do BTG. 

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Apesar disso, o banco  reconhece que a melhora do cenário para a ação depende mais de fatores macroeconômicos do que de aspectos microeconômicos. 

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Para o BTG, os números do quarto trimestre de 2024 da XP serão semelhantes aos vistos no 3T24, com possível melhora na parte de renda fixa. Em linha com o consenso, espera-se um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 4T24 – 1% a mais na comparação trimestral e 15% a mais, na anual.

Renda fixa: a salvação e a perdição da XP

Apesar do pessimismo do investidor brasileiro e das preocupações com a deterioração do mercado de crédito privado — devido à nova escalada da Selic e ao aumento dos spreads, a XP mantém-se confiante em relação ao negócio de renda fixa.

Segundo o próprio comando da XP, a companhia quer aumentar a penetração no mercado de renda fixa, mesmo com a perspectiva de desaceleração do segmento em relação ao ano passado. 

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Na avaliação do BTG, “a XP está em uma posição privilegiada, com capacidade adequada, uma carteira de renda fixa mais robusta e muito mais controle sobre a distribuição de produtos.”

Em relação à métrica de AuC (ativos sob custódia, na sigla em inglês), uma das mais relevantes quando se fala de uma empresa de gestão de ativos, o BTG acredita que o crescimento anual será de 15% em 2025, ajudado pela renda fixa. 

“Até o 2T25, parece que o segmento de renda fixa representará uma participação maior nas receitas do varejo do que as ações”, dizem os analistas.

Mais controle de custos e menos contratações

Outra mudança prevista para 2025 é a desaceleração das contratações de assessores de investimentos

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Embora continue contratando, a XP vai passar de 100 contratações por mês para um número mensal mais próximo de 50. Se o crescimento da receita for fraco e não ultrapassar os 10%, a companhia não exclui a possibilidade de desacelerar ainda mais ou fazer ajustes de custos mais robustos em outras áreas. 

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